A Bala Vermelha

“Se eu tivesse uma Bicicleta destas não precisava comer bifes.”

El Dopalero, ex-Ciclista profissional

“Com uma Bicicleta deste nível, nem precisaria da minha bombinha de asma para vencer.”

Froomster, Ciclista profissional da Team Sky Pro Cycling

“Já pedi à Specialized uma Bicicleta semelhante mas eles não conseguem produzir uma com esta rigidez ou aerodinamismo.”

Lord Sagan, Ciclista profissional da equipa Bora-Hansgrohe

“Queria continuar a correr e vencer até aos noventa anos de idade mas agora… Hesito. Acho que chegou a minha vez de comer carochas.”

El Bala, Ciclista profissional da equipa Movistar

“Quando ele chega montado naquela bicicletinha vermelha, nenhuma fralda fica limpa.”

Sara, Educadora de Infância

 

Há um marcante momento na vida de todo o bicho humano da Ordem Velocipediae em que um progenitor se confronta com um sagrado busílis – qual a melhor Bicicleta para a minha cria?

Apesar de toda a sua magnificiência velocipédica, o Velopata também se colocou esta mesma questão, tratando de vasculhar através de todo um universo internético pela resposta, lendo inúmeros artigos, reviews, avaliações e opiniões e coiso, de modo a certificar-se que a escolha era acertada – ele procurava uma Bicicleta para futuros campeões pois o Velopatazinho jamais se poderia contentar munido de um mísero ferro com rodas.

Sabendo que muitos por entre os seus milhares de milhões de seguidores podem encontrar-se com este mesmo importante dilema; afinal é simplesmente natural que enquanto responsáveis, carinhosos e dedicados progenitores queiram proporcionar à sua descendência uma vida de fome, sofrimento e ordenados miseráveis na esperança de os poder ver crescer e transformar em belos Ciclistas que sonham um dia atingir a glória de poder trabalhar como gregários de luxo para um vencedor de grandes voltas como o Velopatazinho o será; o Velopata chega hoje até vós com uma publicação de modo algum patrocinada e cujo intuito é apenas dar a conhecer aquela que é já considerada uma das melhores máquinas para distribuição de carochas nos berçários e creches, o terror velocipédico em versão mini que não deixa nenhuma fralda indiferente (ou limpa), nunca descurando aquele serviço público pro bono na esperança que mais progenitores não cometam o crasso erro de providenciar a suas crias, versões miniatura de escadotes chineses com rodas, depois admirando-se em como os petizes usufruíram apenas uma ou duas vezes da maravilha que é uma pedalada e a deixaram de parte para apodrecer num qualquer canto do lar pois o que querem é tábletes e telefones espertos e jogos do fórtenáite e coiso.

A primeira grande questão que apoquenta o cérebro de qualquer progenitor que se lançe na santa demanda de uma Bicicleta para sua cria é o quadro.

Que marca escolher?

Deverá a rigidez ser privilegiada em detrimento do conforto?

Aero ou Full Aero?

Por entre as várias opções existentes no Centro do Universo Velopático Conhecido, duas marcas destacavam-se; a Giant (à venda na G-Ride), e a B´Twin que é da Decathlon que é da B´Twin (que curiosamente se encontra à venda na Decathlon).

O grande problema é que nenhuma das opções apresentadas ao Velopata preenchia a condição sine qua non – fazer um belo pandã com a Estrela Vermelha.

No âmago do seu fraquinho core, o Velopata sentia que um Velopatazinho necessitaria de algo mais, algo que inspirasse terror nos seus adversários, destacando-se por entre as demais Bicicletas ao exceder todas as expectativas de rigidez, aero e conforto que só as melhores tecnologias poderiam proporcionar mas sem nunca perder aquela beleza clássica que denota as melhores por entre as melhores.

Assim, o Velopata chegou a uma única conclusão – o Velopatazinho teria de se armar com uma máquina italiana.

Tudo começou durante a visita a uma daquelas lojas de bugigan… Artigos para bebés, crianças, infantes, petizes e coiso, de uma prestigiada e conceituada marca italiana, a Chicco, onde o Velopata ficou com a notória sensação que tudo o que lá se vendia era produzido em carbono de alto módulo, após rápida observação dos preços de, por exemplo, uma mísera correntezinha para prender a chupeta.

Enquanto a Srª Velopata se entretinha procurando coisas completamente desnecessárias e supérfulas como roupinhas, biberonzinhos e mais artigos terminados em “inho” ou “inha”, o Velopata decidiu vaguear pela secção de Brinquedos Sport, na esperança que a marca italiana entendesse por “Sport” algo mais que esse desporto menor da bola ou mesmo corridas de enlatados (a quantidade de brinquedos com motivos enlatados deixou um Velopata muito triste, encontrando-se ali mais uma cabal prova em como o jugo opressor tirânico do enlatado anda a fazer a cabeça aos nossos petizes), quando a atenção dos seus bonitos olhos castanho-esverdeados foi desviada para uma caixa, escondida por entre muitos outros bagulhos.

(Nota velopatóide: o Velopata irá abster-se de comentar o facto de acharem que uma Bicicleta é um brinquedo…)

Uma angelical luz emanava da caixa amarela de contornos vermelhos e o Velopata até podia jurar ter ouvisto Aleluias, um claro sinal abençoado de Suas Altas Iminências Velocipédicas, no entanto, ele tem de dar a manete à palmatória pois é conhecida a existência de uma daquelas igrejas afanadas na vizinhança e quem sabe se não estariam para lá nos seus ainda mais afanados cânticos.

Uma coisa era certa – estava ali a máquina italiana que faria as delícias do Velopatazinho e o terror de todos os que se quisessem aproveitar da sua poderosa roda.

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Um calmeirão somali, barbudo, tatuado e com aero lóbulos das orelhas segura uma Bicicletinha com um dos mais parvos sorrisos na face. As tristes figuras de um Velopata na loja farense da Chicco.

De imediato, o Velopata dirigiu-se ao balcão e tratou de saber junto das Traba… Funcioná… Colaboradoras da loja se fariam o obséquio de lhe passar os contactos dos Engenheiros Aeroespaciais da Chicco com o intuito de verificar a disponibilidade destes para a produção de um modelo especial daquela Bicicleta de acordo com as especificações velopáticas, digna de um futuro vencedor de Grandes Voltas.

Seguiram-se meses de trocas de emails e demorados e complicados testes no túnel de vento da Chicco até que um chuvoso dia invernal foi iluminado com um radiante Sol e temperaturas veraneantes, nada relacccionadas com essa tal lenga-lenga das alterações climáticas e sim, com a mensagem no telefone esperto da Srª Velopata que indicava a encomenda estar pronta a ser alevantada na loja da Chicco farense – a Bala Vermelha tinha chegado.

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A Bala Vermelha.

O inicial destaque desta fulgurante máquina é o peso. Jamais um Velopata podia acarditar que uma caixa de semelhante dimensão albergasse uma Bicicleta tão leve no interior. Esta fulcral característica adquire contornos ainda mais importantes na medida em que não só a vossa cria será assim portadora da que podem acarditar ser uma genuína trepadora, garantindo o sofrimento dos seus adversários para o acompanhar nas duras subidas, mas também os progenitores não sofrerão escolioses ou hérnias discais quando tiverem de a transportar nas mãos, suas crias já pedindo colo durante o empenado regresso ao lar.

E como conseguiram os Engenheiros Aeroespaciais da Chicco produzir uma Bicicleta tão leve?

Recorrendo ao material mais leve, rígido e confortável que a humanidade conhece.

À semelhança da Estrela Vermelha, produzida numa estreita parceria entre Velopata, BH e NASA, a partir de fragmentos de minério recolhidos pela sonda Rosetta aquando da sua missão científica ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenkov (a nomenclatura que esta gente inventa só para isto da Astrologia parecer uma coisa técnica…), também a Bala Vermelha foi produzida com o auxílio da NASA mas não só.

Para além da NASA, nada mais, nada menos que própria Área 52 estiveram envolvidas no fabrico deste quadro tendo para tal recorrido a material proveniente do O.V.N.I. que se despenhou em Roswell, Novo México, no ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de mil novecentos e quarenta e sete, assegurando assim não só a leveza do quadro mas também a rigidez deste, nunca esquecendo que se aquilo atravessou o espaço sideral, despenhou-se no deserto e ainda assim restam pedaços passíveis de ser reutilizados, certamente não se tratou de um disco voador produzido na China e aquele material que nem na Tabela Periódica se encontra mencionado é, como dizem nesta nova geração, top e coiso.

(Nota velopatóide: sim, mui queridos leitores, a Bala Vermelha tem escrito no seu quadro Made in Area 52.)

Contendo toda a tecnologia de ponta das mais modernas Bicicletas, a Bala Vermelha destaca-se por conter aquele visual clássico com tubos de formas arredondadas porque todos sabem que as Bicicletas se querem como as fêmeas.

Com curvas.

Nada de tubos com formatos em cunha que um moçe até fica com medo de, no caso de se dar uma queda e levarmos com a Bicicleta em cima, ainda terminarmos nas Urgências com um membro decepado e um Enfermeiro, se este não se encontrar de greve, a tentar colocar aquela malograda fitinha azul no côto, indicando-nos um mínimo de umas quarenta e duas horas de espera para ser atendido.

Além de que testes levados a cabo no túnel de vento da Chicco mostraram que a potência do arrasto termodinâmico da viscosidade do aerodinamismo do atrito é idêntico para tubagens em cunha ou redondas, significando assim que nenhum watt produzido pelas vossas crias é desperdiçado.

A atenção ao detalhe pelos Engenheiros Aeroespaciais da Chicco, NASA e Área 52 é surreal. Sabendo que todos os bichos humanos apresentam uma perna ligeiramente mais grossa e comprida que a outra, requisitaram ao Velopata uma medição das rijas pernas do Velopatazinho tendo produzido escoras assimétricas, com espessuras e pesos diferentes, potenciando assim o equilíbrio bem como a correta distribuição dos poderosos watts produzidos.

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Há Bicicletas para petizes bonitas e depois há a Bala Vermelha.

No decurso dos trabalhos para construção do quadro, alguns técnicos da Chicco ainda apresentaram a ideia de dotar a Bala Vermelha de uma só metade da forqueta, no que seria um claro piscar de olho aos petizes com maior apetência para os trilhos do que o alcatrão, no entanto, uma vez que esta quer-se uma Bicicleta para futuros vencedores de Grandes Voltas, o Velopata fez pressão para que se deixassem de ideias de jerico e estes mesmos técnicos foram despedidos por se tratarem na sua maioria de estagiários a recibos verdes.

Por estas linhas, certamente já muitos dos mui assertivos leitores terão notado que o guiador da Bala Vermelha lembra mais uma Xóper do que própriamente uma Bicicleta de Estrada, questionando-se sobre o efectivo aero.

Novamente de acordo com testes no túnel de vento da Chicco, bem como algumas experiências in situ com petizes orfãos oriundos das Filipinas (o Velopata não escreve filipinos para não se confundirem com os engordantes biscoitos, notando-se que ninguém reclamaria se estes morressem durante os testes), os Engenheiros Aeroespaciais chegaram à conclusão que o conforto é largamente exponenciado com aqueles tubos sobredimensionados e o formato Xóper apenas induz perdas do lactato da cadência do fluido na ordem dos 0,000002%. Este podia muito bem ser um valor de relevo para um ressabiado do pelotão amador de fim de semana mas Velopata e Velopatazinho sabem que o que realmente conta é o poder das pernas.

E o que escrever sobre aqueles punhos?

Produzidos pela Royal, especialistas em géls, géis e coiso, os Engenheiros Alimentares da celebrada marca de gelatinas não olharam a meios ou despesas e conseguiram desenhar toda uma nova configuração molecular de Agar que permitiu aumentar a rigidez do seu já internacionalmente reconhecido punho Ergo Fit Fox Stealth Grip sem nunca descurar o conforto fornecido por este, garantindo assim que o petiz não desenvolverá calosidades nas fofinhas mãozinhas, pelo menos, até à chegada da puberdade.

Já que se escreve sobre as partes baixas dos petizes, o que referir sobre aquele selim, produzido numa estreita parceria entre a Royal e aquela que é considerada uma das melhores marcas de selins – a Brooks.

Mesmo reconhecendo que muitos dos petizes, à semelhança dos seus congéneres Ciclistas de idade muito avançada e próstatas esfareladas, recorrem a fraldas sob os equipamentos, a Brooks e a Royal trabalharam numa novo acolchoado gelificado de alta densidade carbónica de modo a garantir que os petizes atingem a idade adulta sem complicações ao nível da genitália, salvaguardando assim que os progenitores que assistam à transformação das suas crias em belos Ciclistas almejem um dia ser avós.

Sabendo que os petizes crescem a uma velocidade que roça a supersónica, a Chicco dotou a Bala Vermelha de um espigão de selim telescópicofílico ou lá o que é, também produzido em material proveniente do O.V.N.I. de Roswell, contrariando a tendência geral do mercado consumista em que vivemos onde ao final de uns meses aquilo já não serve e tem de ser jogado fora, assim garantindo que a Bicicleta poderá ser utilizada durante vários anos, acompanhando o crescimento do infante e poupando uns valentes eirios aos progenitores.

Outro dos grandes destaques desta máquina de distribuição de carochas com fraldas são as rodas.

Certa vez, o Velopata visitou a loja da especialidade velocipédica no Centro do Universo Velopático Conhecido que é a G-Ride e encontrava-se por lá um moçe cujas rodas da Bicicleta até se moviam sozinhas apenas pela acção do peso do pipo (certamente não era em carbono), quando este era colocado num ângulo de noventa graus frontal em relação à forqueta e nesse mesmo momento, o Velopata soube.

O Velopatazinho tinha de meter umas rodas daquelas na sua máquina.

Muitas trocas de emails com os Engenheiros Aeroespaciais da Chicco, mais testes no campo com orfãos filipinos e a Chicco conseguiu produzir um novo supercompósito plastificado monocasco cuja rigidez permite que até petizes com um volume corporal bem acima da média (portantos, gordos), possam lá assentar suas fraldas sem correr o risco de arrebentar com o que parece ser um reduzido número de raios. Este parece ser também um claro piscar de olho da Chicco à comunidade de petizes adeptos do Bikepacking e coiso, na medida em que é garantido que nenhum raio se partirá no caso do petiz optar por se dedicar às longas distâncias, sendo necessário carregar sua Bicicleta com alforges, mochilas, sacos, sacolas e bolsas. Também o aero das rodas não foi descurado e foi mesmo requisitado ao Velopata que mantivesse este facto em Segredo de Justiça mas como ele, à semelhança de muitos outros machos, é uma coscuvilheira, ele partilha aqui a notícia em primeira mão – até o Elon Musk está a equipar a região frontal de seus foguetões com este mesmo material, assim provando que a Chicco não brincou quando desenhou e construíu estas rodas.

(Nota velopatóide: incha aí ó moçe das marafadas rodas da G-Ride!)

Mas nem só de rigidez e conforto vivem estas rodas. O seu ex-libris são mesmo… Os cubos.

Sabendo que a reputada marca portuguesa de louça e bibelôs dos avós, a Vista Alegre, atravessa uma complicada fase, a Chicco entrou em contacto com a mesma e numa parceria história produziram uns brilhantes cubos em cerâmica que aumentam a eficácia do mesociclo do atrito da anaerobiose do rolamento a um ponto tal que até uma das actividades preferidas do Velopatazinho é colocar aquela roda simplesmente a girar na atmosfera e ficar ali parado, observando-a.

Aqui o Velopata tem de admitir que até a Estrela Vermelha ficou com um pouquinho de inveja daquelas rodas da Bala Vermelha

Nenhuma roda fica completa sem o pneumático a acompanhar.

E aqui surgiu uma questão que deixou os Engenheiros Aeroespaciais da Chicco à deriva.

Câmbra de ar? Tubular?

Qual seria a melhor opção para umas já referidas fora-de-série rodas?

A quezília encontrava-se acesa pois não existia consenso entre os Engenheiros Aeroespaciais sobre qual a melhor opção de pneumático para equipar a Bala Vemelha quando, sem que nada o fizesse prever, o telefone esperto do Velopata tocou.

– Prezado Velopata, sabemos da guerra que eclode por entre técnicos da Chicco, NASA e Área 52 sobre quais os melhores pneus para a montada do seu petiz. Temos uma questão para lhe colocar; sois um exímio mestre na arte da mecânica velocipédica? – questionaram os Engenheiros Alimentares da Royal.

– Epá… Não. Quer-se dizer, o que podem chamar a um moçe que leva para aí umas duas horas a mudar uma câmara de ar furada, chamando muitos nomes feios aos antepassados dos senhores que inventaram a roda, a câmara de ar, o pneu e os desmontas mas principalmente, ofendendo bastante as mães destes?

– Então não se preocupe, temos a solução.

Mais uma vez, o Velopata era surpreendido – numa estreita parceria entre a Royal e uma das melhores marcas japonesas de algas para Sushi, a Shimanalgi, os Engenheiros Genéticos de ambas as duas trabalharam em todo um novo arranjo genético molecular que permite a essas mesmas algas produzir um novo compósito gelificado no qual todo o pneu é fabricado, tornando desnecessário e obsoleto o recurso a câmbras de ar ou colas daquelas que muitos jovens cheiravam nos anos oitenta e noventa, pois furos é coisa que aqueles pneus nunca sofrerão.

Testados no túnel de vento da Chicco, estes novos pneus apresentam uma tracção do arrasto do atrito superior aos pneus tradicionais e com tanta mais valia, é importante ainda frisar que nunca sofrendo furos de qualquer espécie, a Royal e a Shimanalgi asseguram assim que as Bicicletas dos petizes mantêm a estética das máquinas dos profissionais, evitando que os pobres pequenotes tenham já de carregar bolsas de selim equipadas com material suplente.

Como nota positiva fica ainda o pequeno cardado com que os pneus foram dotados, que mesmo não sendo cardado full aero, pisca o olho às novas tendência de pedalar na terra bati… No Greivel ou lá o que é, potenciando assim a utilização dos petizes até para aventuras off-road.

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Uma nova geração de Velopata.
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Porque a hidratação de um Velopatazinho é importante, este bidon já é portador da tecnologia Speed Drink que permite aos petizes uma rápida ingestão de líquido sem perder tempo.

Nenhuma Bicicleta digna de seu nome fica completa sem os respectivos porta-bidons e bidon.

Sempre a surpreender, a Chicco contactou a Elite que providenciou um porta-bidon em carbono monocasco, inserindo ainda detalhes como o partilhado na primeira foto acima – a indicação que uma nova geração de Velopata está a caminho.

Certamente que chegando a estas linhas desta publicação velopática, muitos dos mui queridos leitores se questionam quanto poderá ter custado a Bala Vermelha – quantos assaltos a carrinhas de transporte blindado de valores terá o Velopata efectuado para poder pagar semelhante peça de maravilhosa tecnologia velocipédica?

A resposta a esta questão é ainda em mais surpreendente.

Trinta eirios.

T-R-I-N-T-A EIRIOS.

Uma bagatela, certo?

Uma avaliação e review e coiso de qualquer artigo não fica completa sem se salientarem os verdadeiros e honestos pontos negativos.

No caso da Bala Vermelha, o Velopata tem apenas dois pontos a ressalvar;

  • se forem como o Velopata, uns nabos no que à mecânica respeita, montar a Bicicleta pode ser uma valente dor de cabeça, para além de que receber uma Bicicleta desmontada lembra-lo-á sempre da Canyoncoiso e dos traumas que o mobiliário adquirido no Ikea já deixaram;
  • apesar de uma pintura extremamente bonita, logo às primeiras quedas que o Velopatazinho deu, a Bala Vermelha adquiriu marcas principalmente no guiador, mas isto é algo que um progenitor pode interpretar mais como medalhas de mérito do que própriamente uma coisa má, exceptuando se forem picuinhas.

– Ó Velopata, então e não fazes nenhuma referência ao grupo no qual a Bala Vermelha é equipada? O Velopatazinho prefere Shimano, Sram ou Campagnolo? – questionarão e muito bem, os mui atentos leitores.

Esta foi uma questão que muito apoquentou o Velopata, sendo ele um incontornável fã da arte nipónica, seria apenas natural o desejo que sua progenia também o fosse.

Mas como um Velopata não deseja impingir nada a um Velopatazinho, ele deixou que este mesmo escolhesse qual o grupo que mais satisfaria suas necessidades;

– Então querido filho, que mudanças quereis montar na Bala Vermelha? – questionou o Velopata.

– Ixtleta? – retorquiu o Velopatazinho.

– Sim, na tua Bicicleta. Que grupo quereis?

– Ixtleta é du pai.

– Não, não é para a Bicicleta do pai, é para a tua. Preferes Shimano, Sram ou Campagnolo?

– Gigong táiaxixáx.

– Tendes a certeza?

– Tóio cáqui.

– A do pai ainda é de dez velocidades mas já podes meter onze e até já inventaram as doze velocidades!

– Minhu mãe.

– Não, a Senhora Velopata não é para aqui chamada senão ela vai não deixa ninguém comprar mais nenhuma Bicicleta.

– Éiexuiáx, táiaxixáx.

– Pronto, seja feita a sua vontade. Single speed será.

Até porque não faria nenhum sentido dotar uma Bicicleta deste calibre com desviadores, manetes, mudanças e corrente.

Ou o mui querido leitor acarditava que os petizes vão logo subir o Alpe d´Huez?

É certo que os infantes mercerem uma bela Bicicleta, com todo o conforto, rigidez e aero que só as melhores tecnologias conseguem providenciar mas… Também não é necessário exagerar.

 

PS velopatóide: nenhum petiz filipino foi ferido ou morto no decurso da produção desta Bicicleta, excepto um que ficou com a pele num ligeiro tom amarelado depois de ter pregado dentadas nos punhos. O Velopatazinho também já lá afiambrou os dentes mas continua com aquela imaculada pele de bebé.

 

Abraços velocipédicos,

Velopata

 

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