The Return of the Comeback

Escrever seja o que fôr sobre o que foi o ano de dois mil e vinte e o até agora dois mil e vinte e um, seria apenas parolice velopatóide – como se não estivéssemos todos já fartos dos Cóvides.

Todos excepto os adeptos desse desporto menor da bola que se denominam leoninos ou lagartos ou lá o que é, a avaliar pelas imagens partilhadas na comunicação social do seu ajuntamento festivo em monte aquando da conquista do campeonato desse desporto menor que é a bola, sem máscaras e com cachecóis que de tanto tempo encafuados no baú certamente já apresentavam espécies novas e mutantes de ácaros. Aquilo é que deverá ter sido uma partilha de secreções…

Agora imagine-se que os festejos velocipédicos da conquista da Volta ao Algarve pelo nosso algarvie João Rodrigues eram da mesma magnitude. O Velopata nem se vai aqui alongar na indignação que alastraria pela internet!

Adiante.

Regressemos aos Cóvides e a única e grande e metafísica e existencial questão que ninguém alevanta – mas essas vacinas dão mais alguma vantagem competitiva, ao nível do lactato da cadência do VO2 max ou é apenas 5G? E o chipe que o Bill Gates lá meteu – dá para emparelhar com Garmin e Strava?

Adiante.

Se há algo no diccionário de portugês que ele (o Velopata), aprecia é a definição de evolução.

Acto, processo ou efeito de evoluir.

Substantivo feminino.

Qualquer série de movimentos desenvolvidos contínua e regularmente, geralmente para completar um harmonioso ciclo.

in Diccionário Priberam de Língua Portuguesa.


Okay, o Velopata confessa que também não entendeu completamente aquela última frase da definição.

Adiante.

(Uai, q´isto hoje está cheio de Adiantes…)

Tendo em conta que foi ultrapassada a barreira temporal de mais de um ano e uns trocos entre a última publicação e esta, ele (o Velopata), sente que deve contextualizar a coisa. E coiso.

Esquecei-vos que ele é Progenitor de uma Cria de quase quatro primaveras (privameras chuvosas), de idade, com tudo (primaveras daquelas com tempestades de nomes femininos em monte), o que (inclusivé com cheias, deslizamentos de terras), vem atrás.

E vivemos proibição atrás de proibição de saída do Concelho.

Conselho é até a malta da Escrita do Sudoeste dá voltas na campa. E nas antas. E menires. Coiso.

Não imaginai a dor na alma velopática sempre que os arautos da desgraça velocipédica (o (des)Governo), anunciavam as novas medidas de restrições por concelho e Faro figurava sempre na pior parte das piores listas dos Cóvides & Cia..

Por isso Ciclistas de Aljezur e arredores… Chupem!

Been there, done that!

Quereis providenciar uma experiência de vida à tua Cria envolvendo Natureza em monte. Desejais que ela a aprenda a valorizar, o problema é que não tendes euros para adquirir Bicicletas com reboques e o camandro. E como o nível civilizacional do animal-enlatado não mostra tendência de evolução, adensando com os leiófes dos Cóvides & Cia., COMO RAIOS QUEREIS VÓS QUE ELE (o Velopata) SE AVENTURE COM O VELOPATAZINHO DE BICLA, HÃ?

Ai e a bêtêtê, ai e a roda tuénináiner?

EPÁ MAS QUEREM O NIB DELE, É (dele, o Velopata)?

Agora juntai todas as restrições cóvidianas; um concelho onde o máximo de quilometragem que um moçe pode fazer, pedalando num percurso circular qual hamster da rodinha asfaltada, são uns miseráveis 10 Km de estrada – isso nem devia ser concelho individual da comarca da jurisdição e coiso.

(Nota do autor: se encontrado violentado numa valeta, deveis pressupor que o Velopata terá sido brutalizado por algum farense enfurecido. Porque és de faro, és farense).

E enlatado em monte nesses 10 Km de alcatrão.

Como tal.

Ide-vos.

Adiante.

E se por acaso pensais que as aventuras artísticas do mato, o Bushcraft e o Buxocraft e as Noites Primitivas não vierem para ficar…Estais profunda e irremediavelmente equivocados.

Só vós não haveis percebido a preparação para o tipo de Bikepacking e coiso que para aqui vai engendrada.

É que ele, o Velopata, já consegue safar-se no mato em autonomia total e munido de parco material. E quem escreve no mato, escreve numa berma escondida da estrada.

E também o conseguirá com o Velopatazinho, talvez mais uns aninhos ainda faltem, pelo menos até que inicie a conquista dos primeiros critérios e granfondues na Escola Primária.

Como pode isto não ser uma opção no Universo Velopático?

Como tudo isto consome recursos e tempo é apenas natural que o Velopata vá escrever menos.

Publicações serão suprimidas.

Mas ele também tem uma boa desculpa – os Cóvides & Cia…

Que é como quem escreve, o Velopata publicará quando lhe apetecer publicar.

Alguma questão já sabem.

Tal como na outrora grandiosa dimensão strávica que era a Divisão Velopata (que por acaso já se finou, não existe, um grão de pó no vasto universo strávicó-cósmico, mas que nenhum dos seus mui interessados leitores e seguidores e fãs e coiso questionou sobre seu falecimento findo mais de um ano…), ele (o Velopata), só tem uma última coisa para vos escrever.

Ide-vos.

E obrigado por continuarem aqui.


PS velopático: e iludi-vos se pensais que toda a questão pagã e xâmanica é novidade velopática – sempre esteve lá, ele (o Velopata), é que ainda não sentia à vontade para o mostrar publicamente. Agora? Agora que se lixe.

Abraços velocipédicos,

Velopata

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