Concursos Televisivos Velocipédicos

Três anos volvidos desde a criação deste vosso espaço de referência velointernético e por estas escrevinhadas linhas, os mui queridos leitores já saberão da firme convicção velopática em como este Terceiro Calhau a contar do Sol seria um pedregulho flutuante completamente diferente se Moisés (o Ciclista), não fosse vilipendiado e condenado ao esquecimento pelo vil jugo opressor tirânico do enlatado (factos históricos que podeis recordar clicando aqui), e se Nosso Senhor Joaquim Agostinho fosse a mais importante figura em destaque nesse tal de restaurante VIP que é o Panteão Nacional (que só merecerá o respeito velopatóide enquanto lá deixarem uns espaçinhos futuros para Érica Fontes e Ana Malhoa), e também se o devido crédito fosse atribuído à segunda melhor invenção dos Bichos Humanos a seguir à roupa interior feminina que não côr de pele (vulgar e comunemente conhecida como Cuecão da Avó), e o mais nobre dos desportos – a Bicicleta e a Velocipedia.

Tendo já feito o exercício mental em como seriam algumas películas cinematográficas nesse distante mundo de faz-de-conta cheio de pedalada (que também podeis recordar clicando aqui), o Velopata acardita-se que inevitávelmente chegaria a hora da Bicicleta ocupar um espaço de destaque por entre o reino televisivo além Eurosport.

Os concursos televisivos.

Eis a proposta velopática para uma série de programas, concursos, reality-shows e coiso, que muito prazer lhe daria em visualizar quiçá até participar.

 

O Empeno Certo (Em Carochas)

Uma versão velocipédica do clássico O Preço Certo (em Eirios), onde um apresentador em mais magro que um somali com anorexia nervosa e que constantemente urra num esquisito sotaque o chavão”Panaché!”, auxilia os concorrentes a visionar imagens de vários Ciclistas em prova, sendo o objectivo adivinhar o número de carochas que estes já ingeriram.

A dificuldade em adivinhar o número de carochas ingeridas é gradualmente aumentada até se atingir o patamar final, conhecido pelo público como A Carocha Final, onde o concorrente se habilita a vencer toda a parafernália necessária para também ele se poder iniciar na degustação carocheira; uma Bicicleta daquelas que são todas em carbono, só carbono, 100% carbono, totalmente em carbono, full aero carbono, capacete full aero, conjuntos de licra apta para todas as estações do ano, sapatos e respectivos pedais de encaixe (em aero), bidons, resmas e paletes de bebidas isotonofílicas para além de caixas das clássicas barrinhas e géls ou géis e coiso energéticos.

fabioaru1
Quantas carochas terá ingerido o nosso Fabinho?

O apresentador é ainda auxiliado por vários assistentes, devendo notar-se que seriam todos provenientes de Ermesinde; uma loura, uma morena, uma ruiva (daquelas que não apenas no cabelo), uma africana, uma chinoca, uma índia, uma monhé, uma esquimó, uma anã, um transexual (nasceu fêmea e virou macho), outro transexual (nasceu macho e virou fêmea), um transexual homosexual (nasceu fêmea, virou macho mas pratica o amor bom com outros machos), um outro transexual homosexual (nasceu macho, virou fêmea e pratica o amor bom com outras fêmeas), um homosexual macho, uma homosexual fêmea, um bisexual, um pansexual, um vegansexual, um estúpidosexual, um alérgico ao glúten, um defensor da Teoria da Terra Plana, um Chegófilo e um mafarrico que s´acardita que as vacinas fazem mais mal que bem; assegurando-se assim que o programa não exclui ninguém e todos os géneros de bicho humano estão representados, assim apaziguando todos os Ofendidos da Internet e defensores do Politicamente Correcto.

Todos os assistentes envergariam multicoloridas licras dotadas de tecnologia do mais aero que há (portantos, tão apertadas até um nível vasoconstritor e pouco saudável), tornando este concurso um must para rebarbados apreciado… Lá está, apreciadores de todos os géneros.

Dada a hora a que o programa é emitido, encontrando-se as camadas mais jovens ocupadas a fumar ganzas, jogar Playerstation ou a tirar selfies no Ginásio, este é um concurso onde a audiência se distribuiria essencialmente pela bonita idade geriátrica logo, nunca esquecendo as apertadas licras que envolvem os delineados corpos dos assistentes, este é um concurso que se encontra nos preferidos por entre os vendedores de desfibrilhadores da TVShop.

(Nota velopatóide: o Velopata sabe que este texto ainda vai no início, no entanto, desde já avisa que este seria o pograma que tudo teria para vingar, mantendo-se sua emissão durante muitos e muitos anos, ou, pelo menos, até os ataques cardíacos eliminarem a audiência.)

Achas Que Sabes Empenar?

Um concurso de talentos onde vários bichos humanos civis são treinados durante a semana por um Pêtê (Personal Trainer; que mais não é que uma anglosaxocámonice para Treinador, conferindo-lhe assim aquele estilo muito mais técnico-táctico), como preparação para a Grande Gala Carocheira que é transmitida em directo no fim de semana. Nessa gala, os vários concorrentes são lançados numa corrida de Bicicletas que recria uma etapa de ultra-mega-giga-hiper-alta montanha de uma qualquer Grande Volta.

Programa que nos entretantos a estação televisiva responsável pela sua produção cancelaria pois;

  • descobriu-se que apenas para sobreviver à corrida da Grande Gala Carocheira, muitos Pêtês optavam por convencer os seus atletas civis a tomar substâncias dopantes;
  • um Pêtê foi hospitalizado por recorrentemente vilipendiar gratuitamente seus súbditos, atitudes que só duraram até ao episódio onde um concorrente versão portuguesa de Zé-Nacer-Bouhanni-Povinho transbordou o óleo da suspensão, assim culminando num épico momento televisivo de distribuição de punhada.
treinador
Uma imagem recorrente neste Achas que sabes Empenar?, onde um Pêtê grita palavras encorajantes como “Nem pedalar sabes, és um merdas!!!…”. O que não surpreende se atentarmos no facto do Concorrente utilizar uma jersey sem mangas mas dotar-se de manguitos. E o Velopata nem se vai aqui alongar no bidon escolhido pelo mafarrico…

Chuva de Carochas

Outro programa de talentos televisivo onde cada concorrente é depilado, vestido, equipado e maquilhado para se transformar num sósia de um Ciclista de topo da elite World Tour.

Depois é um regojizar da plateia enquanto se assiste ao concorrente ser lançado numa pedalada que imita uma qualquer épica prestação do atleta escolhido.

Destaque para os civis cujas interpretações de atletas dir-se-iam dignas de Óscares;

  • Aquele-Cujo-Nome-Não-Se-Diz; cujo civil mostrou toda a sua devoção à personagem sujeitando-se a uma complicada cirurgia para retirar um testículo enquanto tomava todas as substâncias dopantes conhecidas pela humanidade;
  • Um outro civil que conseguiu a espantosa proeza de efectuar duas fracturas expostas das rótulas quando tentou imitar aquele estilo louva-a-deus esquizofrénico da pedalada de Froomster;
  • Um cidadão de noventa e dois anos de idade que perfeitamente imitou Alejandro El Bala Valverde, vencendo etapas perante moçes com idade para seus bisnetos, não obstante estes encontrarem-se nos píncaros da excitação urinária e masculinidade velocipédica, e ainda para mais conseguindo todas estas vitórias sem fraldas ou uma algália escondida sob as licras;
  • O civil que enviou vários outros concorrentes para as Urgências com a sua brilhante interpretação de Nacer Bouhanni a sprintar.
nacerbouhanni.jpg
A brilhante interpretação de Nacer Bouhanni por Zé Povinho, aqui treinando de modo a apurar sua técnica de Sprint.

Mini-Chuva de Carochas

Em tudo idêntico ao anterior mas com petizes.

Porque tudo é ainda em mais cómico com petizes de tenra idade; desengonçados, ainda com um equilíbrio bípede deveras precário, cabeças desproporcionais ao restante corpo, mãozinhas com dedinhos que nem conseguem segurar o guiador ou travões em simultâneo – este é um excelente exemplo de concurso onde é garantido o entertenimento para toda a família.

criança
Uma imagem tantas vezes ouvista no Mini-Chuva de Carochas; um petiz chora baba e ranho enquanto urra “Ó Pai, não quero mais! Não gosto de andar de Bicicleta!” e este insiste “Ó Filho mas o Pai tem a certeza que és o CR7 do Ciclismo!”.

Por excesso de situações como a acima exemplificada, esta mini-versão do concurso teve pouca duração – não tardou a que um dilúvio de queixas inundasse o Provedor da coisa bem como a Segurança Social, assim movendo-se vários processos judiciais contra a produtora, culminando no fecho de suas portas para conseguir pagar avultadas indemnizações e engrossando as fileiras dos Institutos de Emprego e Formação Profissional com um sem-número de técnicos audiovisuais.

Empenos Sem Fronteiras

Um remake do clássico Jogos Sem Fronteiras onde equipas de civis oriundos de vários países gladiam entre si em provas tão animadas como; subir o Alto do Malhão com uma Bicicleta de Supermercado engrenada na talega e carreto mais pesado, realizar um contra-relógio munido de uma Bicicleta full aero chrono carbon e dotada de rodas lenticulares em ambas as duas rodas (na habitual traseira mas também na dianteira), estando toda a piada no facto deste se realizar na região amaricana da Flórida durante uma daquelas ciclónicas tempestades com nome de bicho humano, ou até mesmo discutir um sprint com convidados especiais como Mark Cavendish e Nacer Bouhanni – verdade seja escrita, não existem limites para a divertida imaginação da produção.

À semelhança de outros concursos, também Empenos Sem Fronteiras terminou cancelado pela produtora quando alguns concorrentes faleceram, nomeadamente na prova onde se cronometravam os tempos de descida do Alpe D´Huez ao comando de uma Bicicleta Fixie. À noite. E a chover em monte.

(Nota velopatóide para os mui incultos leitores civis: uma Fixie é uma Bicicleta sem travões e onde a pedalada não pode cessar, caso contrário, a roda traseira cessa seu movimento, portantos ideal para momentos de pura diversão esfíncteriana do Ciclista.)

semfronteiras
Empenos Sem Fronteiras proporcionou memoráveis momentos televisivos, como esta corrida entre delegação Israelita e Palestiniana.

A Carocha Mais Fraca

O clássico concurso de perguntas e respostas dedicado à cultura geral velocipédica onde vários civis são dispostos numa formação que lembra uma roda de Bicicleta com perfil full chrono aero carbon, competindo através do seu conhecimento até restar apenas um.

Alguns exemplos de questões;

“Por que outro nome é conhecida a corrida de Bicicletas, Paris-Roubaix?”

“Enquanto pedala, um Ciclista pode usar peúgos cujo cano atinge a altura da região anatómica dos joelhos?”

“Quantas punhadas consegue Nacer Bouhanni distribuir durante um sprint de trezentos metros?”

“Onde fica localizado o segmento strávico “Subida da Punheta” e qual a sua inclinação média?”

Com uma apresentadora mais escanzelada que uma modelo de Passerelle (notar que o Velopata não se refere ao celebrado estabelecimento lisboeta de diversão nocurna daquela boa e sim ao espaço físico onde é realizada aquela nevrálgica actividade para a vida dos bichos humanos e seu futuro que é um Desfile de Moda e Alta Costura e coiso), e dotada de um temperamento do mais execrável possível, este camafeu (ao contrário dos restantes concursos, o ideal será uma apresentadora de compleição oposta às moças de Ermesinde), ficou eternamente gravado na mente colectiva dos portugueses devido à frase com que os concorrentes eram expulsos aquando das suas miseráveis respostas – “És a carocha mais fraca. Baza.”.

Certamente não será um concurso televisivo visualmente tão divertido como muitos outros, no entanto, seria de louvar o serviço comunitário e didáctico prestado, como por exemplo, ensinando mafarricos enlicrados de fim de semana a, enquanto pedalam, não utilizar aquelas meias de compressão que chegam à altura dos joelhos quais dançarinas de Can-Can.

segmento
Para os mui queridos leitores confirmarem que o Velopata não é simplesmente ordinário e o segmento strávico “Subida da Punheta” é bem real. Localiza-se em Setúbal, perto de Picheleiros (em que outro local podia ser?), e sua inclinação média é quinze por cento.

Quem Quer Casar Com O Ciclista?

Como o próprio nome indica, este é um programa onde uma apresentadora mais magra que uma etíope com Bulimia tenta encontrar a Fêmea ideal para um Ciclista.

À primeira vista pode parecer um objectivo fácil, no entanto, revela-se um titânico desafio pois encontrar uma respectiva predisposta a; passar infindáveis horas sozinha no lar (devendo manter-se fiel, no entanto, pode e até é encorajada a recorrer a massajadores faciais), passar muita fominha (terá de seguir a rigorosa dieta que o Ciclista segue), mentalizar-se que não mais receberá prendas ou comprará sapatos e malas de avultado valor (no Orçamento Familiar, a aquisição de mais e mais carbono será sempre privilegiada), e as celebrações a dois de datas românticas (como o Dia de São Valentim), passarem sempre por uma aconchegante noite de visionamento de épicas etapas de Grandes Voltas no Canal História ou na RTP Memória, verdade seja escrita, poucas são as fêmeas que aguentariam uma vida assim, cheia de Amor.

FML-JENNI PRICE14.jpg
Felicidade estampada no rosto da sortuda que casará com um Ciclista.

Por sorte, os Ciclistas têm um argumento a favor – sendo este mais nobre dos desportos essencialmente dependente da endurance dos atletas, tal significa que estes estão mais que aptos a aguentar all night long e não aqueles cinco minutos e já está. Ainda assim, a resultar, este programa necessitaria do incondicional patrocínio de uma qualquer farmacêutica especializada em medicamentos para as dores de cabeça delas.

A Casa Dos Empenos

O concurso com mais audiência na história velocipédica televisiva, onde vários concorrentes; machos, fêmeas e restantes géneros já acima descritos pelo Velopata (permitam-lhe que poupe linhas à publicação), são enclausurados numa casa com todas as mordomias disponíveis perante um senão – os itens básicos para a sobrevivência do colectivo como; água, gás, electricidade, comida, preservativos e pílulas do dia seguinte, só estão disponíveis mediante quilómetros e quilómetros e quilómetros e quilómetros e quilómetros e quilómetros e quilómetros e quilómetros e quilómetros pedalados em… Rolos de treino.

casadosempenos
Um simples exemplo; se algum dos concorrentes desejar um batido, terá de dar ao pedal.

Infelizmente, apesar das elevadas audiências, este foi um programa que aguentou poucas temporadas de emissão pois rapidamente se percebeu que, escolhendo participantes com a mesma classe e categoria do programa heterómónimocoiso, A Casa dos Degredos ou Big Brother ou lá o que é, as fêmeas venciam sempre – os machos acabavam sempre expulsos por se pegarem à punhada dada a ressaca gerada pela abstinência de esteróides, já elas estavam mais que habituadas a passar longas horas assentadas em selins pouco ou nada ergonómicos. E isto quando não retiravam o selim, conseguindo assim aguentar ainda em mais horas a pedalar e sobrevivendo até ao final do concurso.

semselim
Kátia Vánessa, a grande vencedora das primeiras e únicas edições de A Casa Dos Empenos.

Quem Quer Ser Carocheiro?

Outro clássico concurso de perguntas e respostas onde um civil tentar amostrar que até percebe umas quantas coisinhas de Teoria Velocipédica.

Com questões como;

“Que nome se dá a um Ciclista de Estrada que recorre a um Camelback para transportar água?

Opção A: um energúmeno

Opção B: um jerico

Opção C: um asno

Opção D: todas as anteriores.”

“Quem foi o mais grande Ciclista de todos os tempos?

Opção A: Eddy Merckx

Opção B: Eddy Merckx

Opção C: Eddy Merckx

Opção D: todas as anteriores.”

também Quer Quer Ser Carocheiro?; ficou nos anais da história da Velocipedia televisiva por apresentar uma importante componente didáctica.

Com tanta didactisiosidade não deixa de surpreender este ser um concurso que durou apenas duas temporadas – investigações do Sexta às 9, baseadas numa reportagem da TVI24, inspiradas no espectacular jornalismo de investigação da CMTV, revelaram que a produtora responsável candidatou-se ilegalmente e venceu os concursos de acesso a fundos comunitários destinados a apoiar programas didácticos, assim impossibilitando Escolas, Jardins de Infância e até Hospitais Públicos de aceder aos importantes eirios, pois o dono da produtora era primo direito em quinquagésimo sétimo grau de um cunhado de uma irmã de um sobrinho de um enteado de um qualquer Ministro no poleiro.

E findo aquele período de indignação que alastrou pela internet durante boa parte da primeira temporada, esta nem chegou ao fim. Não por pressão pública e social, mas porque os subsídios acabaram.

Carocha Puxa Carocha

Um emocionante concurso onde duas equipas, cada uma composta por dois elementos; um Civil e um convidado Pró do Pelotão Nacional, competem entre si em várias rondas tentando decifrar enigmas de índole velocipédica. Para cada enigma, são fornecidas cinco palavras chave a cada equipa.

Um clássico exemplo; a equipa A é dotada das seguintes cinco palavras-chave;

Aldrabão

Charlatão

Enxaropado

Médico com nome de enlatado de alta cilindrada e aspecto de Nazi

Testículo

sendo a resposta a este complicado enigma (no caso do mui querido leitor se encontrar a dormir), “Aquele-Cujo-Nome-Não-Se-Diz”.

E porque refere o Velopata este exemplo?

Porque foi justamente este o último enigma do concurso em antes do seu cancelamento pela produtora – o concorrente excitadamente respondeu em alta voz aquele amaldiçoado nome em vez de Aquele-Cujo-Nome-Não-Se-Diz e ainda hoje inúmeros reputados cientistas tentam compreender porque razão as lentes das câmeras se partiram, as luzes do estúdio fundiram, partes do décor caíram, pardais, gaivotas, andorinhas, cegonhas e até flamingos se atiraram em voos suicidas contra as paredes e telhados do estúdio, vários técnicos da produção faleceram electrocutados quando canos de água arrebentaram inundando o plateau e alguns elementos da plateia necessitaram mesmo do transporte de emergência hospitalar devido a paragens cardiorespiratórias.

E por motivos de Segurança e coiso, a produtora acarditou ser melhor opção não mais gravar nenhum episódio.

A Amiga Carocha

Um dos programas mais marcantes da Velocipedia televisiva, A Amiga Carocha, apresentado por uma moça de Ermesinde de seu nome Carocha Cardoso, é um concurso onde um Civil tem de aguentar um minuto inteiro a conversar com a Amiga Carocha sem olhar para o seu decote (ou mesmo outra região anatómica erotogenofílica ou lá o que é), além de não poder proferir préviamente combinadas palavras proibidas como “Bicicleta” ou “Ciclismo”.

Um exemplo;

– Então diga-me lá uma coisa; se a Kátia Vánessa que vive em Ramona de Baixo, já tiver praticado o amor bom com todos os habitantes machos da sua aldeia e até das aldeias vizinhas, podemos dizer que a Kátia Vánessa é o quê da aldeia? – questiona a Amiga Carocha.

E é ver o concorrente súar como quem súa mesmo, sabendo que não pode recorrer à palavra “Bicicleta” como adjectivo para descrever Kátia Vánessa.

apresentadora
A apresentadora Carocha Cardoso durante uma sessão de fotografia promocional. Como o mui querido leitor pode corroborar como quem corrobora mesmo, é fácil um concorrente macho evitar cruzar o olhar com algumas de suas regiões anatómicas.

Escorregando nas armadilhas verbais (e visuais), preparadas pela Amiga Carocha, o concorrente é então forçado a sobreviver a uma hora de séries (daquelas bem duras do FTPmax do lactato), num rolo de treino.

Encarocha Se Puderes

Um concurso televisivo inspirado num heterómónimócoiso israelita, Raid the Muslim, onde, ao contrário do que o nome sugere, nenhum Palestiniano é massacrado. Até porque neste recanto à beira-mar mal plantado com eucaliptos em monte não faria muito sentido maltratar muçulmanos (por enquanto), e sim Ciganos, Ucranianos, Brasileiros e restantes etnias migrantes. Mas para que este tipo de programa se torne aceitável e vá para o ar, teremos de esperar que o povão português continue a dormir e siga o belo exemplo que nos tem sido presenteado por essa Europa fora, votando num tal de André Ventura para Primeiro-Ministro do poleiro.

Adiante.

No Encarocha Se Puderes, às equipas de concorrentes civis, sempre compostas por dois elementos, são colocadas questões de cultura geral velocipédica com opções de resposta em escolha múltipla, sempre numa ordem crescente de dificuldade, devendo notar-se que devido à vasta maioria de telespectadores que assiste a este programa ser deveras… Vá, assim de Q.I. mais fraquinho, as questões não se afastavam dos exemplos abaixo citados pelo Velopata;

Exemplo de questão mais fácil: Uma Bicicleta tem quantas rodas?

Respostas possíveis:

Opção A: 2

Opção B: 1+1

Opção C: 4-2

Opção D: Todas as anteriores.

Exemplo de questão mais difícil: O que precisa uma pessoa para andar de Bicicleta?

Opção A: Uma Bicicleta

Opção B: Um Velocípede

Opção C: Uma Bina

Opção D: Todas as anteriores.

Conseguindo acertar na resposta correta, o outro membro da equipa é forçado a pedalar num rolo de treino até conseguir atingir o FTPmax da cadência do VO2max que permite alevantar uma grade conectada ao rolo, restando ao concorrente liberto de toda esta agradável violência correr para o interior de uma agora acessível gaiola, tentando recolher o maior número de prémios possível.

Para muita tristeza dos telespectadores, este também se revelou um programa que aguentou poucas temporadas devido à greve dos Técnicos de Som que nele trabalhavam – a Apresentadora, uma versão escanzelada de Cristina Ferreira mas igualmente histérica, nunca percebeu que nesta moderna era tecnológica, os microfones já existem há muito.

headphone
Como referido pelos Técnicos de Som aquando de sua queixa à Autoridade para as Condições do Trabalho – nenhum tímpano merece tamanhos décibeis.

Os Empenos Lá De Casa

Nenhuma lista de concursos televisivos ficaria completa sem o já habitual concurso de Culinária e Gromet e coiso impingido pelas estações televisivas.

Apresentado por um moçe que há uns anos atrás admitiu amar pedalar Bicicletas sem selim mas não gerando uma onda de indignação por parte dos Ofendidos da Internet (talvez porque todos já o sabiam menos o próprio), Os Empenos Lá De Casa é uma competição entre duas duplas de amigos ou familiares civis que se defrontam para provar que são imbatíveis no que à preparação de refeições para Ciclistas respeita.

Após preparar vários deliciosos pratos, os concorrentes assistem enquanto várias equipas de alarv… Ciclistas se lançam aos pratos para depois calcorrear uma dura volta de Bicicleta.

comida1
Exemplo da mesa preparada para cada um dos Ciclistas se alimentar frugalmente.

O grande teste às capacidades de confecção culinárias chega durante a volta dos Ciclistas – a equipa do primeiro Ciclista a levar a mão ao bolso do jersey em busca de uma barrinha energética, um gel ou até mesmo a desfalecer, é eliminada pois sua refeição provou não fornecer as básicas necessidades energéticas do FTPmax do mesociclo aos atletas.

 

Portantos, uma questão se coloca – como é que ninguém ainda se alembrou destes concursos?

E o Velopata aqui, dando idéias de borla para que outros enriqueçam à sua custa.

É ou não uma vida a sofrer?

 

Abraços (à segura distância higiénica), velocipédicos,

Velopata

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s