A indumentária mais linda

Jovem;

Se tens mais de três anos de idade, já tiveste piolhos, sarampo e papeira, gostas de pedalar, sabes mexer nas coisas da internet, tens um contrato de trabalho estável (se bem que eirios auferidos por Ciclistas a Recibos Verdes também são bem-vindos), e tens acesso a um cartão multibanco com plafond suficiente, não percas esta oportunidade!

Apressa-te a contactar o Velopata e encomenda já a indumentária velocipédica mais rígida, mais full aero e até mesmo mais bonita alguma vez produzida!

Um must para todos os membros do glorioso clube strávico, Divisão Velopata!

A indumentária oficial do Blog do Velopata!

Equipamentos Velopata

Um Velopata viu seu cérebro acometido de uma sensacional ideia (os mui queridos leitores saberão que tal nem sempre é sinónimo de coisa boa, já a Srª Velopata discordará terminantemente – é sempre parvoíce que de lá sai); porque não produzir maravilhosos equipamentos, dotados de design, estilo e capacidades performativas capazes de rivalizar com as melhores marcas mundiais?

Da sua incepção nos neurónios velopáticos, a ideia transformou-se e evoluíu até ao ponto em que um Velopata deu por si em manhosos e obscuros meandros internéticos, procurando as melhores e mais aero fibras, as mais confortáveis e protectoras de abonos familiares carneiras, sem nunca descurar a fulcral importância do pandã independentemente das cores das Bicicletas dos futuros compradores.

Assim surgem os equipamentos oficiais do Blog do Velopata, dedicados a todos os que, à semelhança de um Velopata, consideram a Velocipedia a mais nobre das artes.

Verdade seja escrita, o Velopata podia aqui escrever mundos & fundos sobre todas as razões que o levaram a desenhar, produzir e fazer chegar até vós as que certamente se encontram já entre as indumentárias velocipédicas mais bonitas que alguma vez haveis ouvisto, no entanto, nada como uma boa análise e review técnico-táctico-coisa, permitindo assim que algum mui querido leitor não-civil ainda reticente à aquisição de tão magnânimes peças de indumentária velocipédica, veja suas dúvidas vazar como uma câmara de ar recauchutada.

(Nota velopatóide: civis também podem adquirir os equipamentos para, por exemplo, emoldurar e pendurar numa qualquer parede do lar pois estas são licras são tão deslumbrantes que até podem servir como decoração de interior.)

A Licra

Depois de muito matutar como quem matuta mesmo numa longa demanda internética sobre quais os melhores tecidos, lãs, fibras e coiso para produção de tão requintadas peças de indumentária velocipédica, o Velopata lá conseguiu encontrar aquela que é considerada por muitos como a “Lã dos Deuses” – a lã de Bambi Vermelho da Nova Zelândia, também conhecido como Veado Vermelho (Cervus elaphus), sendo a fibra produzida a partir desta lã, universalmente apelidada de Cervelt (não confundir com a marca canadense de fabrico de quadros para os hipermercados Continente, a Cérvelo).

veadovermelho
Um grupo de Bambis Vermelhos (Cervus elaphus), neozelandoenses.

Se dúvidas o mui desconhecedor leitor tem em relação às características e consequente qualidade de semelhante lã, chegando mesmo a acarditar que os Kiwis (não o fruto e sim os habitantes da Terra Média), são uns nacionalistas exagerados, é importante o Velopata frisar que esta é uma lã disponível no mercado internacional em quantidade inferior a ínfima, uma vez que de acordo com a Convenção de Genebra ou lá o que é, apenas vinte gramas de lã podem ser anualmente tosquiadas a partir de cada Bambi. Aliada a esta parca quantidade disponível para os produtores de indumentária, há ainda que realçar o facto de que a tosquia destes Bambis só pode ser realizada segundo condições atmosféricas restritivas e específicas, de modo a salvaguardar a idoneidade das fibras – noites primaveris de Lua cheia com amenas temperaturas ambientes inferiores a vinte e cinco graus centígrados, humidades atmosféricas inferiores a cinquenta por cento, velocidades de vento inferiores a vinte e seis vírgula cinco quilómetros por hora e só após dias em que os índices de raios U.V. se tenham mantido inferiores a quatro.

Respeitando estes parâmetros de tosquia, obtém-se assim uma lã com elevada consistência fibrosa, com uma força e resiliência nunca antes ouvistas, para além de uma outra característica deveras importante para todos os que praticam a nobre arte da Velocipedia – a transpirabiliosidade.

O intricado modo como estas fibras de Bambi se sobrepõem e intercalam, permite repelir toda a água que entre em contacto com o tecido, assegurando que o Ciclista não fique ensopado em súor, baba, ranho e lágrimas, mesmo quando pedala pelo Alentejo ao meio-dia de um abrasador Agosto.

Este complexo modo como as fibras de Bambi se dispõem, é ainda responsável pela mais importante característica fibroelástica à qual nenhum Ciclista é indiferente – o peso.

Mais fina que Caxemira, a fibra produzida a partir de Cervelt faz-nos acarditar que estamos a pedalar tal qual viemos a este mundo, não obstante a notória diferença que ninguém será multado ou preso por atentado ao pudor.

Por último, seria um crasso lapso velopático não referir aqui as capacidades aerodinâmicas desta lã, no entanto, basta ver as velocidades a que os Bambis Vermelhos correm pelo mato neozelândico para se perceber que estamos na presença das lãs mais full aero que a Mãe Natureza conseguiu criar.

Até porque segundo registos do Instituto de Conservação da Natureza neozelandicoense, nunca ninguém ouvistou uma Chita (Acinonyx jubatus), o mais rápido felino deste Terceiro Calhau a contar do Sol (exceptuando talvez a Gata Gorda quando a Srª Velopata enche a sua tigela de ração), capturando e alimentando-se de um Bambi Vermelho.

– Mas ó Velopata, as Chitas são provenientes do Continente Africano e uma ou outra savana asiática. Não existem Chitas na Nova Zelândia… – argumentará como quem argumenta mesmo, o mui conhecedor de biologia e geografia leitor.

Ao que o Velopata contra-argumenta facilmente; até parece que esses pormenores reais e factuais interessam no mundo da publicidade…

A Jersey

Sozinho, um Velopata sabia que seria hercúlea tarefa desenhar uma jersey capaz de satisfazer as necessidades dos distribuidores de carochas domingueiros, pro ressabiados dos granfondues ou mesmo atender à eterna demanda pelo conforto dos adeptos das longas distâncias e dos brévets dos randonneurs dos audax ou lá o que é.

Como tal, ele puxou todos os cordelinhos possíveis e imaginários e conseguiu recrutar para seu auxílio nada mais, nada menos, que a própria N.A.S.A. e A.E.E..

Com base nos protótipos de vestuário que será utilizado pela bicharada humana aquando da colonização do planeta Marte, o trio Velopata, N.A.S.A. e A.E.E. conseguiram produzir uma jersey cujo corte e costura se ajustam perfeitamente ao corpo do semi-atleta, evitando licra excessiva, desnecessária e larga, daquela que fica ali a produzir aquele irritante som de flap-flap como quem flapa-flapa mesmo, até quando a pedalada decorre sobre um portentoso vendaval.

Sabendo de antemão que o pandã é das características mais importantes para os membros de bicho humano da Ordem Velocipediae, Velopata, N.A.S.A. e A.E.E. optaram pela junção de todas as cores para a base destas já mui cobiçadas jerseys – o preto. Ou negro vá, para não virem daí os Ofendidos da Internet acusar um Velopata de racismo.

A côr negra dá aquele toque stealth a toda a indumentária e se algum mui querido leitor se acardita que o negro é má ideia devido aos seus índices de absorção da luminosidade, traduzindo-se assim num equipamento quente, lembre-se que os Bambis vivem na Nova Zelândia, região deste Terceiro Calhau cujas veraneantes temperaturas usualmente ultrapassam as registadas em Portugal e até à data e hora desta publicação, nunca ninguém ouvistou um Bambi a súar ou a sofrer de insolação.

Com este toque de stealth, é garantido que os adversários velocipédicos nem vaiam ver de onde surgirão as carochas, e se o mui querido leitor está convencido que toda esta stealthticidade não é boa ideia no alcatrão ou trilhos (nunca esquecendo que os enlatados parecem todos sofrer de uma maleita oftalmológica que impede a correta visualização do Ciclista), Velopata, N.A.S.A. e A.E.E. também muito matutaram nisto (lá está, sempre como quem matuta mesmo), tendo optado pela adição de uma faixa fluorescente no término de ambas as duas mangas, bem como no bolso central traseiro.

Um pequeno detalhe que transmite todo o brio incutido nesta maravilhosa peça de indumentária velocipédica é ainda a presença de uma faixa reflectora extra na costura superior dos bolsos traseiros, permitindo assim aumentar aquela ilusória sensação de segurança do Ciclista em relação ao vil enlatado.

Um outro delicioso pormenor são as mangas com design assimétrico que auxiliam na promoção do correto equilíbro do Ciclista pois todos sabemos que o hemisfério direito de nossas Bicicletas é em mais pesado que o esquerdo. Óbviamente que quando se lida com especialistas como os Engenheiros Aeroespaciais da N.A.S.A. e A.E.E. nenhum detalhe é deixado ao acaso.

Quanto ao parâmetro mais em voga por entre a comunidade velocipédica de amadores de fim de semana, o aero, Velopata, N.A.S.A. e A.E.E. passaram muitas horas enclausurados no túnel de vento para testar tudo e mais alguma coisa referente a estas brilhantemente executadas peças de indumentária velocipédica.

Os resultados deixaram todos abismados.

Não só esta jersey permite um aumento dos ganhos marginais do aero na ordem dos zero vírgula zero zero zero zero zero cinco watts por quilómetro, como também promove a recuperação muscular do lactato no ciclo de Krebs na casa dos zero vírgula zero zero zero sessenta e nove gramas de lactato por hora de descanso e min ingerida.

Com um factor de compressão acima da média em relação a equipamentos velocipédicos de outras conceituadas e reputadas marcas, outro dos grandes destaques desta sublime peça de indumentária é o facto de promover a recuperação do FTPmax mesmo enquanto pedalamos, não sendo necessário passar uns dias longe da Bicicleta para recuperar (o Velopata já está em contacto direto com os Engenheiros Aeroespaciais da Garmin de modo a que este factor seja tomado em conta para os cálculos e algoritmos do Tempo de Recuperação, disponível em alguns modelos de GPS da marca).

E se o mui querido leitor não está já a salivar por adquirir uma jersey destas… O Velopata nem sabe que mais pode escrever que não provoque aquelas cócegas na carteira.

Os Bib-Shorts

Para além de N.A.S.A. e A.E.E., a colaboração para a produção de tão espectaculares equipamentos contou ainda com o imprescindível apoio da  Liga Portuguesa para a Protecção das Próstatas e Trizes, todos labutando como quem labuta mesmo na que reconheciam ser das mais importantes características destes assombrosos equipamentos – a carneira.

Produzida em Carbono de Alto Módulo Monocasco Fact10 HMF Ballistek Nano Carbon Power Race Advanced Touring Plus Endurance Aero Carbon, é garantia velopática que um moçe ou moça pode sair para uma pedalada sem besuntar abundantemente as partes baixas em creme obeso (se o Velopata escrever a palavra “gordo”, lá vêm os Ofendidos da Internet protestar), que finda a pedalada, ninguém irá notar que sois Ciclistas apenas pelo observar de vossa assada maneira de assentar ou alevantar em qualquer banco ou sofá.

Que é ao que esta carneira mais se assemelha – um confortável sofá.

À semelhança das mangas da jersey, também foram adiccionadas faixas fluorescentes e reflectoras nas zonas que garantem a aderência do bib short ao piston velocipédico, reforçando aquela ilusória sensação de segurança velocipédica – até no decurso da pedalada nocturna, só mesmo um enlatado conduzido por um Ray Charles é que não conseguirá distinguir do negrume nocturno o mais estiloso Ciclista do amador pelotão nacional.

Óbviamente que uma equipamento velocipédico desta subliminar categoria não podia ser disponibilizado para as grandes massas velocipédicas sem um último teste, conhecido no meio da Alta Costura, Moda e Performance Velocipédica como o Teste de Cupidez, que o Velopata sabe ter de explicar, salvo se algum dos mui queridos leitores seja académicamente versado na ciência das técnicas de engate de Pavões (Pavo cristatus).

Grosso modo, o Teste de Cupidez pode ser resumido como um índice obtido através do estudo do virar de pescoços e cabeças, para além de uma ruborização das zonas erógenofílicas, perante a recepção de determinados estímulos por parte do cérebro de quem assiste.

Assim, foi mostrado a um grupo de moçes e moças (civis e Ciclistas misturados), imagens de bravos machos e fêmeas da Ordem Velocipediae envergando os protótipos dos estonteantes equipamentos velopáticos.

Os resultados não deixaram sombra de dúvidas.

Sabendo que o valor deste índice varia entre Zero (nenhum interesse, pelo contrário, só apetece é atropelar), e Dez (o sujeito é inundado por uma incontrolável vontade de praticar o amor bom, sobrepondo-se a qualquer lógica ou razão), os equipamentos velopáticos obtiveram uma assombrosa classificação de… Onze!

Na prática, em que se traduz este valor do Índice de Cupidez?

Que não importa se vaiam na estrada ou estão só casualmente bebericando uma min na esplanada do tasco serrano, os bichos humanos do género sexual que mais vos aprouver não conseguirão tirar os olhos de vós, inundados que estarão com um enorme desejo de prática do amor bom.

Eles parecerão mais magros e musculados, e claro…. Nenhum equipamento velopático podia descurar as nossas queridas fêmeas da Ordem Velocipediae e, como tal, envergando estas nobres indumentárias podem ter certeza que vossas prateleiras parecerão apontar ainda em mais para cima e maiores, vossas cinturas delgadas quais vespas (não asiáticas), da Velocipedia, camuflam e disfarçam a celulite mas principalmente, vossos bum-bums parecerão firmes e empinados em monte.

Como dizer “não” a uma indumentária desta categoria?

Pois o Velopata também não sabe.

– Ó Velopata, eu nem se me aguento e quero mesmo, mesmo, mesmo muito adquirir um equipamento desses. Se calhar até mais que um! Mas como faço para escolher meu tamanho? – indagará como quem indaga mesmo o mui cheio de cócegas na carteira leitor.

tamanhoequipamentos
Guia para escolha de tamanhos. Desculpem lá o espanholito mas continuai a ler e perceberão porquê.

Curiosamente, tanto N.A.S.A. como A.E.E. não conseguiram elaborar uma tabela que permita aos mui queridos compradores escolher seu tamanho sem quaisquer constragimentos ou impedimentos, afirmando que dado o facto de a gravidade ser diferente no planeta Marte, as medidas nunca seriam as mesmas que neste Terceiro Calhau a contar do Sol.

Vá-se lá entender isto… Muito especialistas para uma coisas e uns nabos noutras…

Como tal, tornou-se necessário a um Velopata recrutar uma terceira entidade para auxiliar nestes complicados cálculos técnico-táctico-costureiros, escolhendo ele uma marca de origem país basquense (portantos, oriundos do País Basco), que se revelou de uma eficácia tremenda – a Engobe (podeis consultar o site clicando aqui).

Talvez por este mesmo facto, o de poder contar com tão especializada mão de obra país bascoense ao invés de escravizar pobres e indefesos petizes chinocas, o valor que o Velopata, N.A.S.A., A.E.E. e Engobe estão a pedir por tão singulares peças de indumentária velocipédica é o seguinte;

150€

(Cento e Cinquenta Eirios)

O Velopata sabe.

Alguns de vós poderão acarditar que cento e cinquenta biscas é valor por demais elevado quiçá até uma pequena roubalheira ou uma espécie de assalto à mão desarmada.

A explicação é simples, para além do valor que o Velopata terá de pagar a todas as entidades envolvidas no fabrico de tão magnânimes peças de indumentária, a ideia é que o baixo lucro que o Velopata irá colher (nem chega a cinco eirios por cada conjunto), será utilizado em inovações deste vosso espaço de referência velointernética, nomeadamente para a compra de um domínio que permitirá não só a melhoria do design do site bem como de outras funcionalidades (por exemplo, adiccionar vídeos aos textos), até agora indisponíveis – ou julgavam que o Velopata era algum tipo de Berardopata?

– Epá, ó Velopata, por favor não escrevas mais que já estou a suar por todos meus poros e estou mais que convencido. Não vejo a hora de poder sair a pedalar com tão magistral ode enlicrada à Velocipedia! Como posso fazer para adquirir um lindo equipamento desses? – questionará o mui ávido de lindas licras leitor.

A resposta não podia ser mais simples.

Basta contactar o Velopata ou até mesmo o seu heterómónimocoiso para se acertarem detalhes, esperar (im)pacientemente alguns dias e voilá!

Poderão não ser os melhores, mais ressabiados ou full aero Ciclistas do amador pelotão nacional… Mas serão certamente dos mais estilosos!

Equipamentos Velopata
Mais uma vez, o Velopata partilha a maquete de seus lindos equipamentos. Só para provocar vossas carteiras.

 

Abraços velocipédicos,

Velopata

Um comentário sobre “A indumentária mais linda

  1. Pingback: Divisão Velopata – Maio que não der carochada, não dá coisa empenada – Blog do Velopata

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