A Primeira Carocha

No decurso da vida de um bicho humano, escassos são os singulares momentos que um bicho humano tranca a sete chaves na memória; desde a primeira vez que lábios e língua trocaram baba e saliva com outro bicho humano (machos ou fêmeas é lá com vocês quem beijam, que o Velopata já explicou que não é homosexualofilíaco), a primeira vez que se praticou o amor bom (idem), ou mesmo a primeira vez que se sofreu por amor, que por entre os bichos humanos da Ordem Velocipediae existem outros importantes e inesquecíveis momentos que marcam não só mente mas também o físico dos que se dedicam ao mais nobre dos desportos; o primeiro esbardalhanço, a primeira depilação e o consequente primeiro eviscerar de um bife, aquele inesquecível e monumental primeiro empeno e ainda uma singularidade reconhecida como tendo o poder de transformar e definir o carácter de um Ciclista.

A Primeira Carocha.

No caso deste vosso companheiro, palhaço e amigo do duro circo da vida do pedal que é o Velopata, ele já aqui contou os nefastos e devastadores efeitos que aquela sua inesquecível Primeira Grande Carocha forçaram a uma extenuante luta psicológica para ultrapassar.

Hoje, o Velopata chega até vós com a que certamente se transformará numa lenda que as gerações vindouras partilharão, quer através de livros infantis ou até mesmo séries de animação televisiva (uma espécie de Tsubasa velocipédico onde se levam três temporadas de episódios só a contar como foram aqueles últimos quinhentos metros de sprint), quiçá até todo um capítulo inteiro da sua longa e extensa biografia dedicado a este tema.

A Primeira Carocha do Velopatazinho.

Reza a lenda que tudo começou numa primaveril manhã do dia vinte e quatro de Fevereiro deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezanove, quando após ter assistido à partida simbólica do pelotão profissional da quadragésima quinta edição da Volta ao Algarve, o Velopatazinho, acompanhado de seu então Director Desportivo e progenitor Velopata e sua sempre protestante quando mete Bicicletas, progenitora Srª Velopata, deixaram para trás o parque de estancionamento de São Francisco para se dirigirem até ao lar onde o Velopatazinho tinha preparada a sua primeira refeição pré-corrida.

Seguia-se um pequeno descanso, talvez o Velopatazinho equacionasse até uma Power Nap em antes das hostilidades velocipédicas se iniciarem, permitindo assim também o descanso dos progenitores da sobressaltada labuta diária que tanta dinamite em metro e meio de bicho humano acarretam.

Óbviamente, um Director Desportivo que nutre sua relação profissional para com um atleta sabe a importância da alimentação e suplementação e coiso deste em antes de uma prova. O Director Desportivo Velopata não seria excepção.

– O que temos para o almoço do Velopatazinho? – inquiriu o Velopata.

– Sopa de legumes e fruta. – retorquiu a Srª Velopata.

– Só?

– Como assim, só? Deves julgar que o teu filho é alguma debulhadora como tu. – Srª Velopata logo mostrando que levava a talega engatada.

– Não é isso! Então não sabeis que os Ciclistas se alimentam de pratos de massa em antes das provas? – explicou-se um Velopata.

– O teu filho não é ciclista nem vai fazer nenhuma prova.

– Uai, como assim não vai fazer nenhuma prova?!?! Hoje é dia da Volta ao Algarve Kids! A Primeira Aparição Semi-Amadora e coiso do Velopatazinho.

– Deixa de ser parvo. Nem penses que vou meter o meu filho que ainda nem andar erecto sabe a fazer corridas de bicicletas.

Perante o ataque de talega engatada, só uma última opção restava ao Velopata.

Ele teria de responder, mostrando que estava ali para se manter na roda, roendo os calços de travão da Srª Velopata. Encheu o peito, qual Ciclista de trabalho que puxa a jersey do sprinter rival, e lançou a armadilhada rede da jogada de extremamente baixo nível.

– Já viste meu Velopatazinho mais que tudo… A Mãe não quer deixar o Velopatazinho ir pedalar… – comentou Velopata-pai para Velopatazinho, filho de Velopata.

– Táiaxixax.

– Pois, o Velopatazinho gosta de pedalar, não é?

– Tjim!

– E gosta muito de pedalar na Bicicleta?

– Tjim!

– Quer ir pedalar hoje?

– Tjim!

– A Mãe é má que não deixa um Velopatazinho ir pedalar?

– Tjim! – o entusiasmo do Velopatazinho exponenciava em ondas de sopa de legumes.

– És muito esperto tu… – o sorriso da Srª Velopata, mais amarelo que a em mais amarela maillot jaune jamais ouvista no Tour, interrompia a excitada sonora escalada de Tjims.

– Mas é claro que ele é esperto. Nem tu escolherias para pai do teu lindo filho um homem assim pó burrinho, não é? – um Velopata apenas a constatar o óbvio.

A Srª Velopata continou assentada, atenção focada no telefone esperto enquanto o Velopatazinho terminou a sopa de legumes.

– Olhai Srª Velopata, esperais que a massa se cozinhe sozinha? – notou o Velopata.

– Deixa de ser parvo. Mas essa história outra vez… Para que é que vou dar um prato de massa ao miúdo?

– Mas quantas vezes um Velopata tem de explicar? Todos os veterinários do World Tour recomendam aos atletas pratos de massa em antes das provas. É pratos de massa e asma. Mas como o Velopatazinho não tem asma fica-se só pelo prato de massa. Ele vai precisar de todos os carbohidratonetos para encarochar todos os petizes que lá estejam!

– Tira essas ideias parvas da cabeça. Se quiseres, no final dá-lhe como sobremesa um daqueles pacotinhos de fruta que já têm muito açúcar. Isso dá-lhe toda a energia que possa precisar.

– E em que parte lhe é administrada a Beterraba?

– Hã?

– Sim, nessa sua metodologia de suplementação infantil pré-prova, dá-se a sopa de legumes, dá-se a fruta mas… E a Beterraba? – inquiriu o Velopata.

– Mas de onde vem essa ideia da Beterraba?

– Beterrada é o EPO da Mãe Natureza.

– Hã?

– Diz que aumenta o Éfetêpê do Hematócrítico do V Ó Dois Max ou lá o que é. Faz bem aos Ciclistas e também é recomendado por todos os veterinários World Tour.

A Srª Velopata suspirou e o Velopata interpretou aquele suspiro; em tudo semelhante a seus próprios suspiros quando, por exemplo, ele lhe mostra as filmagens da experiência de quase morte de Jakob Fuglsang durante a sua épica victória nesta última Liège-Bastogne-Liège do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezanove. Que na humilde opinião da Srª Velopata – se Jakob Fuglsang não quer morrer, então, para começar, que tal evitar descer serras a noventa e tal quilómetros por hora num pedaço de plástico esquisito, com rodas ainda mais esquisitas, ainda para mais com tudo molhado? E depois suspira daquele jeito.

Ao contrário da ágil sobrevivência e consequente vitória de Jakob Fuglsang, a Beterraba é que não teve pernas para acompanhar a Srª Velopata. Finalizada a sopa de legumes, o Velopatazinho virou de pénalte um pacote de fruta e sentindo que o sempre prejudicante peso aumentasse demais para uma encarochante pedalada, fez aquilo que é reconhecido como algo que todos os bichos (humanos ou não), têm vontade de querer em depois de uma grande pançada aliada a tanta emoção matinal da aula teórica com direito a saída de campo.

A tão importante Power Nap.

 

Finda a excruciante interminável viagem de enlatado a que a Srª Velopata ainda obriga quando o Velopatazinho se desloca até provas (o mui querido leitor acardita-se que um Velopata chegou a estar mais de quinze minutos fechado no interior de um enlatado em movimento? Pois um Velopata também não se acarditava até conhecer a privações da vida de progenitor…), o quarteto estava pronto para entrar em acção.

Velopata, Srª Velopata, Velopatazinho e Bala Vermelha irrompiam pelo Mar Shopping, procurando o mui aguardado circuito que a Volta ao Algarve Kids tinha providenciado, ávidos de distribuição carocheira. Os ânimos ao rubro. O êxtase. Visões de carochas pedalando em todas as direções varriam a mente de todos excepto um.

A Srª Velopata.

– Quero ir beber um café primeiro.

Seguiu-se a tradicional discussão; se beber-se-ia aquela coisa do Starbucks para despachar ou se prosseguia até ao piso superior para beber café a sério, daquele com glúten e tudo.

A ânsia carocheira mexia tanto com seus cores que Velopata, Velopatazinho e Bala Vermelha deixaram Srª Velopata acompanhada de cadeiras vazias quando saíram lançados na direção do circuito que já se vislumbrava pela transparência daquelas portas giroscópicófílicas ou lá o que é.

O circuito assentava que nem uma luva daquelas de verão (sem dedos, tecido fininho fininho, mesmo fininho, da Assos e que custam uma pipa de massa), à categoria na qual o Velopatazinho se apresentava como claro candidato ao pódio final.

A categoria de idades “Tu Nem Tens Idade Para Estar Aqui”.

Para além desse importante factor, outro se destacava que contribuía para a confiança do trio num resultado final digno de glória velocipédica velopática – o circuito adaptava-se perfeitamente às características do Velopatazinho enquanto Homo sapiens sapiens velocipedicus – bom rolador, muito protestante a um ponto que parece mesmo praguejar nas subidas (estudos daqueles da internet afirmam que os Ciclistas mais bem sucedidos muito praguejam), e um sorriso bem rasgado nas descidas, esperando um Velopata que as faça tão bem quanto Jakob Fuglsang.

O circuito apresentava-se como uma espécie de coisa oval esquisita com a curva afastada da meta mais larga, ao contrário da curva final, próximo da meta e que claramente apelava aos petizes que desejam já tomar aqueles primeiros contactos com as cabeçadas e cotoveladas do bonito mundo dos sprinters.

Portantos, qualquer Director Desportivo entenderia as regras deste granfondue como o Velopata o fez; o vencedor seria o petiz que fizesse mais voltas.

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Panorâmica geral do circuito da Volta ao Algarve Kids deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezanove. A vantagem da ausência de subidas era compensada pela tecniciosidade do percurso.

– Então, o menino vem aqui experimentar andar de bicicleta? – inquiriu o simpático moçe da B´Twin que era da Decathlon que era da B´Twin que pareciam patrocinar a prova.

– Não, ele vem aqui para ganhar. – informou o Velopata.

– Como?

– Ganhar. Ele vem aqui para ganhar. Acha mesmo que um Velopata se submeteria aos horrores de uma viagem enlatada de quinze minutos que pareceram três horas para regressar ao lar com um Velopatazinho de pequenas e fofinhas mãozinhas vazias? Ele vem pelo caneco.

– Bem, já vi que o menino vem equipado com uma bela bicicleta!

– É um prazer para si conhecer a Bala Vermelha.

– Como?

– Nada, nada. Olhe, ele está aqui um pouco impaciente… – o Velopata optava pelo eufemismo de se referir a um barril de metro e meio de gente carregado com pólvora prestes a estourar – Eles podem arrancar?

– Eles quem?

– Eles. – o Velopata apontava na direcção de ambos os dois; Velopata e Velopatazinho.

– Pode sim, até pode ir com ele se quiser. – informou o simpático moçe.

– Uai, sério?

– Sim, tenha só cuidado é com os outros miúdos, okay?

– Os outros miúdos é que têm de ter cuidado com ele. – explicou o Velopata.

– Como?

– Sim, eles que o tentem ultrapassar e vão ver. Pode ocorrer um acidente. Por exemplo, o joelho de um pai pode intencionalmente embater violentamente contra os queixos de um miúdo que tente ultrapassar o Velopatazinho. Isso e cotoveladas. Nos queixos.

– Desculpe?

– Nada, nada. Tenha é atenção à classificação.

– Classificação?

Salvo pelo gongo.

Ou salvo pelo Velopatazinho que mais parecia um Diabo da Tâsmania misturado com a moça do Exorcista, ambos os dois infectados com Raiva.

O Velopata soltou o Velopatazinho do seu aperto protector.

As carochas iam começar a voar.

E um Velopata não pode deixar de sentir aquele orgulho de pai babado enquanto a cria se afastava, pronta para enfrentar o mundo velocipédico.

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O primeiro granfondue do Velopatazinho, logo patrocinado pela Federação Portuguesa de Ciclismo e a B´Twin da Decathlon da B´Twin. Coisa à séria.

O Velopata não é nenhum especialista em matemática, mas pareceu-lhe que nas primeiras duas voltas à pista, o Velopatazinho já levava aí umas quatro voltas de atraso em relação aos líderes.

Pobre Velopatazinho, restava a inglória consolação de ser solitária presença na categoria de idade “Tu Nem Tens Idade Para Estar Aqui”, estando assim garantido um pódio.

Também não era para mais.

Distraído com as emoções de ver seu Velopatazinho crescer para se tornar um Ciclista digno de registo histórico, o Velopata cometeu um crasso erro de principiante nas lides de Director Desportivo. E Agente. E progenitor.

Não avaliou a concorrência.

Um petiz bife, provavelmente asmático logo, todo entupido em sabe Santo Pantani o quê.

Uma moçinha brasileira e já se sabe que com as brasileiras todo o cuidado é pouco – quando o Velopatazinho voltasse a si podia muito bem já estar casado e com dois filhos chamados Maricleide e Jucilberto.

Um moçinho indiano, daqueles indianos das flores e chamuças, e um Velopata sabe que com os monhés todo o cuidado é pouco que ele já viu fotografias na internet das ruas e tráfego lá no estrangeiro deles. Qualquer moçe que sobreviva a pedalar ali é moçe com great balls of carbon. Isto para não escrever sobre o que metem nas chamuças.

Um moçite que aparentava ser filho de uma espécie de Vin Diesel só que com menos octanas. Portantos, saíndo ao pai, só queria é Velocidade & Furiosidade e acabou por fazer birra, queixando-se que preferia seguir para o vil conforto dos mini enlatados telecomandados disponíveis no interior, em vez daquela “parvoíce da bicicleta” nas suas próprias grunhas palavras.

Que Nosso Senhor Joaquim Agostinho proteja um Velopata mas tamanha afronta só lhe deu vontade de chamar a Segurança Social e fazer queixa daqueles pais… Não sem antes espetar uma joelhada nos queixos do puto aquando da sua quiçá última ultrapassagem ao Velopatazinho.

Um moço gordo cujos progenitores pareciam mais preocupados em que o seu menino se aleijasse do que pagar a Bicicleta emprestada pela B´Twin que era da Decathlon que era da B´Twin e que a qualquer instante se parecia escaqueirar debaixo de todo aquele peso. Como podiam aqueles progenitores ter medo que seu filho, munido de tanta massa protectora, se aleijasse? Mas verdade seja escrita, o Velopata não deixou de reparar que este era o único petiz que devorava gelado enquanto pedalava, lembrando-se que em qualquer grupo há sempre espaço para um badocha nas pedaladas, aquele moçe que fica para trás quando a estrada inclina zero vírgula zero zero zero zero zero um por cento, o Emborcador de Barritas de excelência, o Gordo.

(Nota velopática: todo este segmento de descrição dos competidores do Velopatazinho é daquela publicidade manhosa subreptícia internética que chega até vós paga e com a cortesia do Partido político de nuestros hermanos chamado Vox. Que percebemos logo o quanto nos prometem levar para o futuro com o seu nome em Latim… Portantos com ideais uns mil e tal anos atrasados.)

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A adversária de ascendência ermesindioense ultrapassa um obstinado Velopatazinho.

Uma moçinha que era simpática, o Velopata até reparou que a progenitora da moçinha devia ser de Ermesinde, alegremente dava voltas de avanço à concorrência quando o inominável ocorreu.

Algo que o Velopata ainda não tinha ouvistado ninguém a sofrer sob o tirânico horror.

A Queda.

A moçinha esbardalhou-se e o Velopata, qual cavaleiro de corcel de carbono de alto módulo, apressou-se a ajudar, percebendo que a moçita mais não tinha que torcido o polegarzito e estava pronta para continuar.

– Só não acontece a quem não anda! – notou um sorridente Velopata.

– É, é… Vais ou mando-te? – respondeu a moçita.

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Velopatazinho e Velopata saúdam a Bala Vermelha com um comportamento e desempenho excepcional durante todo o evento.

Mentira.

É claro que a moçita não mandou o Velopata para o cesto de gávea no mastro de uma Caravela portuguesa (o barco, não a bicheza).

A possibilidade seria um filme interessante mas não foi isso que ocorreu.

A mãe de Ermesinde aproximou-se e socorreu sua filha com seu bem jeitoso regaço, daqueles regaços como só uma ermesindense sabe ter. A menina choramingou mais um pouco e o Velopata, que havia segurado o que parecia um ofendido e indignado mas principalmente preso Velopatazinho, sentia já o espírito possuído de uma barra de TNT de metro e meio de gente prestes a pulverizar se não fosse solto, assim deixando-o partir para mais umas voltas no evento que o Velopata acardita dever chamar-se algo como Critério do Mar, prova a repetir anualmente. Teria tudo para resultar.

A Mãe de Ermesinde, o Velopata não mais viu.

Mas aquilo deixou um Velopata a maturar como quem matura mesmo.

Até que mais uma daquelas suas epifanias o acometia – um após outro, mais cedo ou tarde, todos os petizes pareciam esbardalhar-se no duro chão.

Todos excepto um.

O Velopatazinho.

O bife, provavelmente sentido o ataque asmático eminente, ou talvez recebendo dicas de algum salafrário que a Autoridade Anti-Dopagem podia encontrar-se a caminho para análise fraldária, decidiu retirar-se de prova.

O monhé foi substituído por um magrela armado ao engraçadinho e com umas garfas frontais que um Velopata não pode deixar de pensar que durante uma pedalada nocturna aquela dentição funcionaria óptimamente como reflectores. O chicoespertismo era forte neste moçe, por uma e outra vez o Velopata apanhou-o a fazer propositadas razias, chegando a afrontar o Velopatazinho uma e outra vez.

– Queres ver que ele tem mesmo de colocar seu joelho a trabalhar? – pensou o Velopata para com os botões do seu pólo.

E de repente, todos os competidores do Velopatazinho haviam mudado.

Uma e outra vez mudavam.

Quem não mudava?

O Velopatazinho.

Outros haviam jogado a toalha ao chão, desistido, não suportado a dureza do circuito mas o Velopatazinho não.

Continuava suas voltas ao circuito indiferente de quaisquer adversários.

Se ao Velopatazinho ainda faltava a cadência, força e V Ó Dois Máx para estar na frente da corrida, o Velopata não sabe, agora o que ele tem a certeza é que o Velopatazinho não desiste por dá cá aquela palha.

– É teimoso e casmurro como o pai. – notou a Srª Velopata.

O circuito encontrava-se vazio de petizes.

Os moçes da B´Twin que eram da Decathlon que eram da B´Twin iniciaram a árdua tarefa de desmontar e fechar o tasco.

Mas ninguém parava o Velopatazinho.

O Rercordista da Quilometragem, apelidaram-no os moçes da Decathlon que é da B´Twin que é da Decathlon.

E um Velopata não pode evitar pensar que talvez… Dizem os entendidos nos assuntos da Psicologia de Bicho Humano que muitas das memórias sofrem um reset por volta dos dois anos de idade. Se o Velopatazinho esquecerá esta sua Primeira Carocha, um Velopata não sabe, talvez estes acontecimentos sejam sintomáticos que sai a seu progenitor e o Velopatazinho é efectivamente um Ciclista completo.

Completo a fazer tudo completamente mal.

Mas esta, já ninguém lhes tira.

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A Primeira Medalha de um Velopatazinho.

Nada mau para Primeira Carocha, não?

 

Abraços velocipédicos,

Velopata

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