Divisão Velopata – Dezembro quer carocha no ar e Bicicleta a pedalar

Com o término do mês de Dezembro do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito, o Velopata sentiu finalmente uma espécie de alívio; se por um lado ele confirmou conseguir cumprir com o seu objectivo de labuta pro bono a que se propôs no início do ano, por outro lado ele está radiante por finalmente poder alevantar o lombo somali do quentinho acolhedor dos lençóis da cama do casal velopático a horas menos indecentes para labutar nos complicados cálculos físico-químico-quânticos do mais grandioso clube strávico que há memória – a Divisão Velopata.

Ai, ó Velopata, nem se me acardito, então mas a Divisão Velopata vai acabar? – questionarão os mui aflitos leitores, muitos até já equacionando o abandono das redes sociais e o suicídio strávico.

Calma, pede um Velopata.

Longe disso.

A grande razão pela qual o Velopata vê com bons olhos castanho-esverdeados o término do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito, prende-se com o abismal tamanho da folha de cálculo exceliana onde figurava uma abundância de nomes dos mui ilustres membros que, de um ou outro modo, se destacaram com presenças nos pódios ao longo do ano, e apontar quilometragens, médias medidas em quilómetros por hora, médias medidas em fotografias por quilómetro, metros de desnível acumulado, voltas diárias, cadências do lactato, mesociclos dos watts por quilograma, estar atento às Crazy Rides, para além de um coscuvilhanço generalizado e… Bem, com tanto calcorrear de feed strávico de cima para baixo e vice-versa, um Velopata deixava o PC velopático com os olhos castanho-esverdeados mais trocados que os de um Professor a olhar para o Orçamento de Estado enquanto tenta calcular afinal quantos são os seus anos de carreira.

Aproveitando a deixa de se escrever sobre cenas e coiso que acabam, o Velopata preparou a sua habitual dissertação sobre os eventos que marcaram a actualidade velocipédica durante o mês de Dezembro do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito, último mês do primeiro ano inteiro de vida deste nosso mui acarinhado clube.

E que outra notícia poderia o Velopata esmiúçar senão a que tudo e todos apanhou de surpresa?

A armada britânica de enxaropados asmáticos da Team Sky Pro Cycling anunciou que no final do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezanove, não dará continuidade ao seu patrocínio, terminando assim um avassalador domínio de vários anos onde tudo e todos foram encarochados à grande e à… Cámone.

De imediato, um Velopata lançou-se à labuta; engendrou piadolas sobre asmáticos, estabeleceu paralelos com essa burrice do Brexit, troçou de Directores Desportivos de carecas luzidias, fez pouco de donos de grandeis cadeias de comunicação social que, no passado, mostraram a sua elevada moral, bons costumes e altos valores (certamente transmitidos aos seus atletas), ao coscuvilhar as vidas do jete sete e do jete oito, recorrendo a espionagem ao mais alto nível dos seus telefones espertos e redes sociais, na tentativa de obter importantes informações, como por exemplo, que o Príncipe Carlos pratica o amor sem nunca descalçar os peúgos.

Chegou mesmo a descobrir-se que a vida privada de políticos foi ilegalmente escrutinada, o que é terrivelmente mau – escrutinar a vida de quem faz usufruto do erário público não devia ser considerado ilegal.

A publicação seguia toda supimpa; texto bem trabalhado, umas bojardas bem esgalhadas no jeito ao qual o Velopata já vos habitou quando…

Ela mexe, mexe, mexe.

E a tua cresce, cresce, cresce.

Apenas se haveis estado em coma no último mês ou sois um macho cujos gostos musicais variam entre os Francisquinho Vai Até Madeira Sagrada (Frankie Goes to Hollywood, em cámone), o Jorge Miguel (George Michael, em cámone), ou mesmo o Moçe Jorginho (Boy George, em cámone), podeis não conhecer os espectaculares versos que o Velopata acima partilhou, capazes de fazer Florbela Espanca corar de vergonha e dar voltas na tumba por parecer não mais que uma simples menina da Escola Primária que ainda aprende a fazer composições.

Em Dezembro deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito, o universo musical (e não só pois o Velopata recebeu de fidedigna fonte que os próprios investigadores do S.E.T.I. enviaram aqueles versos numa emissão videofónica para o espaço sideral), finalmente foi brindado com o novo teledisco daquela que é a Mákina de La Fiesta, a Rainha do Tropical Urbano, a moça que sube la temperatura, a Turbinada, a inigualável…

anamalhoa
Se ainda não ouvistaram o brilhante teledisco, o Velopata avisa; peguem numas fatias de pão caseiro e vaiam ver o vídeo que aquilo é uma fartura de azeite em monte, mesmo boa para molhar o pãozinho!

Como é óbvio o Velopata não podia perder o seu precioso tempo escrevinhando sobre moçes vestidos de licras apertadas demais, magros até um ponto que aquilo já nem saudável parece e a brincar às corridas montados em pedaços de um plástico esquisito e absurdamente caro.

Assim, o restante mês de Dezembro foi passado com um Velopata deliciado com aquelas imagens de Ana Malhoa rebimbolando em apertados leggings de látex que transbordam saúde mas nunca esquecendo que também pela saúde dos seus ouvidos, o visionamento de semelhante obra de arte videográfica foi sempre efectuado com o telefone esperto em modo mute.

A única coisa que deixou um Velopata triste foi mesmo o facto da nossa poetisa Ana Malhoa ter escolhido como cenário para esta sua pérola videográfica e sonora, um daqueles azeiteiros e barulhentos espaços de animação que são as pistas de car… Carri… Enlatados de choque.

Mas vai na volta e até foi melhor assim.

Imagine-se que Ana Malhoa e suas companheiras stripte… Dançarinas espalhavam azeite extra virgem (o Velopata sabe que a palavra “virgem” até soa mal quando empregue numa mesma frase onde figure o nome da nossa Turbinada), montadas em bicicletas sem selins, por magníficas estradas e trilhos deste nosso recanto à beira-mar mal plantado, envergando apenas aqueles apertados e luzidios leggings de látex, acompanhados de uns ainda mais apertados e ainda mais luzidios tops de látex, devendo notar-se que o látex devia ser amarelo fluorescente para aumentar sua visibilidade e consequente segurança e…

mui rebarbado leitor já está a ver onde isto vai terminar, não?

Se o teledisco que acompanha o poema “Ela mexe” fosse algo do género acima descrito, muito provavelmente um Velopata já não se encontraria a escrevinhar estas linhas, certamente acometido de um fanico cardiovascular por todo o seu sangue ter migrado para uma outra região corporal que, tendo em conta que este quer-se um espaço de referência velocipédica disponível para toda a família, ele não pode nomear.

Ela mexe, mexe, mexe.

E a tua cresce, cresce, cresce.

Que classe…

Epá, ó Velopata, acarditava que eras um moço com gostos musicais mais ecléticos, como podes gostar dessa ordinarona? – será certamente a questão que assola a mente dos mui púdicos leitores e quanto a isso, o Velopata tem apenas uma resposta a dar.

Não sejam cromos.

Imaginem que não tínhamos a sorte de Ana Malhoa ser produto nacional (que é bom), e em vez de ter dado suas primeiras “pedaladas” como Vacaréré, tinha nascido nos USofA e desabrochava para o estrelato naqueles programas semi-infantis da Disney onde (há uma razão pela qual nenhum progenitor macho se importa de levar seus filhos, por exemplo, a um concerto da Xana Toc Toc), desempenhava o papel de Rata Minnie?

E se esta mestria poética nos atordoasse os ouvidos em língua cámone?

She moves, moves, moves.

And yours grows, grows, grows.

Certamente a esta hora, a nossa Turbinada não era obrigada a calcorrear terras e terrinhas por arraiais portugas ou participações naqueles programas dos canais públicos de domingo à tarde onde, graças à lingerie, látex e catsuits ousados, quase provoca acidentes cardiovasculares aos muitos anciãos que pululam pelo público, a bordo de um Fiat Punto todo cheio de tuning e bling-blig e que ao contrário dos restantes poluidores enlatados, em vez de deixar na atmosfera aquela execrável pestilência a hidrocarboneto queimado, deixa sim um agradável cheiro a azeite aquecido, extra virgem, pois claro. Se a Mákina de La Fiesta tivesse nascido noutro país que não este que se diz mui púdico, rivalizaria com muitas outras estrelas internacionais e o Velopata até aposta que Ana Malhoa teria o seu próprio jato privado, onde se poderia ler “Turbinada a bordo” nas asas. Quiçá até Óscares da Academia já teria no seu currículo.

Ela mexe, mexe, mexe.

E a tua cresce, cresce, cresce.

Com um recurso à língua de Camões desta categoria, um Velopata continua é sem perceber como é que só a Amália tem direito a uma estadia com Tudo Incluído no Panteão Nacional…

Já que muito se escreve sobre coisas que crescem, o mui assertivo leitor sabe quem também não pára de crescer?

A Divisão Velopata, que no término do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito conta já com cento e noventa e um loucos nas suas fileiras e o Velopata até aposta que muitos estão ávidos de descobrir quem foram os grandes vencedores anuais, os carocheiros e os encarochados, os Homens por entre os meninos, as mesmo, mesmo boas por entre mesmo boas.

À semelhança do que se faz por terras de Madeira Sagrada (Hollywood, em cámone), a publicação que revelará os grandes vencedores do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito, bem como a Grande Cerimónia de entrega dos prémios, já está a ser preparada por um Velopata em parceria com um inigualável tasco de elevado requinte e que transborda a Velocipedia, esperando-se que seja realizada algures em Março deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezanove, como tal, marquem já nas vossas agendas a deslocação até ao reino Algarvio para receber os vossos bem merecidos e conquistados galardões.

Mas como tal ainda se encontra em leve Mary Shower (Banho Maria, em português), até lá, sempre podem ir matando o nervosismo com mais uma análise mensal ao que foi o mês de Dezembro do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito que, para além de mais uma edição do Tróia-Sagres (conhecido nos meandros velopáticos como Tróiapocalipse), trouxe ainda mais um desafio anual do Rapha Festive 500, pedalada que o Velopata voltou a não conseguir completar de um só registo strávico devido a uma impeditiva gripe de estripe masculina, no entanto, ambas as duas provas/passeios/desafios/corridas/coiso fizeram as delícias de muitos dos ilustres membros do mais importante clube strávico de que há memória.

Jersey Papa-Quilómetros

1º Professor Carochas – 2720,9 Km

2º Nuno Rosado – 2139,3 Km

3º Paulo Rodrigues – 2059,5 Km

Se por um lado a presença do Real Distribuidor de Carochas Biseuense, Professor Carochas e o seu já habitual encarochador comparsa Nuno Rosado nos dois cimeiros lugares do pódio dos que mais quilometragem embutem nos seus pistons velocipédicos, não serão nenhuma surpresa para os milhares de milhões de fiéis leitores, o que dizer da feroz e rompante entrada de Paulo Rodrigues na quilométrica contenda, um nosso habitué das médias ressabiadas que neste mês de Dezembro de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito, provou ser uma espécie de poliglotofílico da Velocipedia.

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Na legenda desta fotografia, Professor Carochas escreveu Três aviões, provando que em Biseu existe claramente um défice de presunção e água benta.
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Nuno Rosado (à esquerda), mostra que ainda há esperança, pois ao contrário do transacto mês de Novembro (que podeis recordar aqui), aprendeu a lição e não mais brinda com sumos e suminhos. O Velopata só não percebe é porque não partilham desse bagaço bom com o imberbe jovem à direita que se já tem idade para andar a papar carochas e beber cafés… Bem, já diziam os antigos babilónios “um bagaço por dia nem sabe o bem que lhe fazia” e “de pequenino se embriaga o pepino”.
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Paulo Rodrigues partiu a louça toda na contenda quilométrica, mais uma vez comprovando a teoria velopatóide de que o desmame da Specialicoiso faz maravilhas por um moçe.

Jersey Carapau de Corrida

1º António Henriques – 32,9 Km/h

2º Paulo Rodrigues – 32,2 Km/h

3º Pro Ressabiado – 32,1 Km/h

À semelhança do anterior mês de Novembro deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito, é António Henriques quem novamente leva o caneco da ressabiada elite do nosso mui acarinhado recanto strávico para o conforto do lar.

Para além do destaque que é novamente Pro Ressabiado ficar aquém do cimeiro lugar do pódio, os holofotes da glória velocipédica centram-se sobre Paulo Rodrigues que fez história no nosso mui acarinhado clube ao tornar-se o primeiro moçe a marcar presença simultânea no pódio quilométrico e ressabiado, algo que não é de todo atingível por qualquer um, uma vez que, regra geral, muita quilometragem embutida nas pernas significa médias mais baixas – mais uma vez o Velopata não pode deixar de reiterar a importância que tem deixar o culto e a seita Especialicoisa para trás, seguindo em frente com uma vida onde as pedaladas são mais alegres e, no concreto caso de Paulo Rodrigues, aceleradas.

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António Henriques (segundo a contar da esquerda), acompanhado de alguns bravos da troupe Duros do Pedal onde até se pode vislumbrar Nuno Fernandes (primeiro à direita), outrora presença assídua por entre os pódios do nosso mui acarinhado clube, mas cuja incubação de um futuro Mini-Fernandes pela respectiva levou a uma redução das lides velocipédicas e um aumento das lides domésticas (nas palavras da própria).
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Pro Ressabiado (segundo a contar da esquerda), com aquela matraca que nunca se fecha, provavelmente protestando por estar parado durante muito tempo e com o corpo a arrefecer, estragando-lhe assim a média.

Jersey Cabra da Montanha

1º Professor Carochas – 36785 m

2º Nuno Rosado – 21360 m

3º O Pianista – 20544 m

Surpresa seria se os dois encarochadores do costume, Professor Carochas e Nuno Rosado, não picassem o ponto nesta dura categoria que tal como água e azeite (muito o Velopata hoje escreve sobre azeite…), permite separar Homens de meninos.

Ainda assim, não deixa de ser uma agradável surpresa o regresso dO Pianista, depois de uma fugaz aparição em Abril (podeis recordar aqui), por entre a elite trepadora do nosso mui celebrado clube.

Ao que as coscuvilhices velopáticas conseguiram apurar, O Pianista não é de todo dado à competição e consequente ressabio, como tal, não aparenta de todo encontrar-se em modo preparatório de sua participação no mui aguardado Granfondue da Volta ao Algarve, no entanto, uma vez que a vasta maioria da troupe que o acompanha nas aceleradas e destruidoras de pernas pedaladas pela serra algarvia pertencem à elite ressabiada que marcará presença nesse ressabiante evento, não admira que O Pianista tenha sofrido muito desnível positivo para aqui chegar.

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O Pianista (ao centro), e restante elite ressabiada preparam-se para a edição do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezanove do Granfondue da Volta ao Algarve (da esquerda para a direita; Mino Pro Ressabiado, Skinny Vegeta, O Pianista, um moçe que ainda não se alistou na Divisão Velopata, logo seu nome nem vale a pena escrever e Avec 5Quinas Ressabiado).

Jersey Alucinado Diário

1º David Matos – 57 voltas

2º Paulo Almeida – 56 voltas

3º O Velopata – 47 voltas

Mais uma categoria onde as surpresas são escassas, sendo o único destaque o facto do Velopata perder o seu segundo lugar do pódio, fruto da tal gripe masculina que o atirou para o estaleiro, privando-o dos habituais commutes que enchem o feed strávico dos seus milhares de milhões de sguidores.

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Esperemos que à semelhança do progenitor, o pequeno Matos se revele também um exímio distribuidor de carochas diárias.
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O regresso de Paulo Almeida a um pódio mais que merecido, acompanhando-se sempre de bonitos registos fotográficos para além de bons textos, é certo que não tão elaborados e versados na língua de Camões como os da nossa Turbinada, mas que os milhares de milhões de seguidores velopáticos podem conferir aqui.

Jersey Melhor Batráquio

1º Comandante Batráquio – 890,6 Km

2º O Senhor Triatlo – 736,7 Km

3º O Holandês Voador – 614,2 Km

Justamente quando o Velopata esperava que o batraquiame se rendesse por completo à hibernação anual, quem é que regressa para espalhar anfíbias carochas pelo pântano na mais acesa luta pelo nenúfar de ouro?

Corria o mês de Junho deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito quando se deu o último chapinhar de Comandante Batráquio pelos pódios dedicados à elite batráquia (podeis recordar aqui), e para o Velopata, sempre parafraseando os grandes filósofos contemporâneos como o Mister da bola e bordoada Jaime Pacheco, isto é uma faca de dois legumes.

Se por um lado é bom para voltar a equilibrar a balança da salutar competição entre os atletas anfíbios, por outro lado é sintomático que o frio que sentimos actualmente já não é o que era e as alterações climáticas estão aí a bater à porta, fazendo sentir os seus efeitos já ao nível do batraquiame.

Também O Senhor Triatlo regressa à carga anfíbia, destronando assim o domínio protagonizado nos últimos meses pelO Holandês Voador que reside na Quarteira.

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Comandante Batráquio (à esquerda), bebericando café na Quarteira, logo à sua direita acompanhado de Chora-Meninas (que é uma espécie de batráquio só que em esquisito pois não nada, só pedala e corre), e outros dois moçes que por não pertencerem ao mais grandioso clube strávico, seus nomes não importam.
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O Senhor Triatlo (à esquerda), na Run4FFWPU que é tipo a Meia Maratona dos Descobrimentos e coiso. Se no transacto mês, o Velopata cometeu a borreguice de achincalhar gratuitamente o aero capacete dO Senhor Triatlo, esquecendo que o mesmo mais não era que uma brilhante pintura realizada por um comparsa de pedalada, O Senhor das Águas (podem encomendar espectaculares personalizações aqui), o que dizer dos calçonitos com que O Senhor Triatlo presenteia todos os que o seguem. Terão estes sido desenhados pela Joana Vasconcelos?
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O Holandês Voador da Quarteira mostra que a progenia não merece castigo, podendo ver-se nesta fotografia como a sua cria está feliz por não ter recebido uma daquelas Bicicletas de Contra-Relógio (o Velopata lembra que Bicicletas de Triatlo não existem), ou até mesmo algo pior como uma Canyoncoiso.

Jersey Lanterna Vermelha

Lioness of Porches

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Uma das últimas aparições strávicas de Lioness of Porches.

A notícia atingiu a comunidade velopática, particularmente aquela mais rebarbada, como um murro de Nacer Bouhanni no estômago ou uma valente cabeçada de Mark Cavendish a meia dúzia de metros da meta – Lioness of Porches abandonava não só o Facebook, certamente farta de convites rebarbados para “pedaladas” de índole duvidosa, mas também a mais gloriosa de todas as redes sociais, o Strava.

Uma negra núvem abateu-se sobre o Velopata; agora era uma giraça a menos sobre a qual escrever ou partilhar fotografias que sempre faziam render mais uns likes

Que se abandone o Facebook, o Velopata até entende, afinal esta rede social assemelha-se cada vez mais a uma estrada portuguesa onde o que lá circula são maioritariamente enlatados com a infeliz ideia que por algum distorcido direito divino, têm mais direito à mesma que os restantes utilizadores e como tal, toca a partilhar as suas ideias e opiniões que são essencialmente… Esterco que nem para compostagem serve.

E não venham ao Velopata com a teoria que “ah e tal, toda a gente tem direito à sua opinião”…

Não, não tem.

Quando a opinião é de merda mais vale colocá-la onde efectivamente o Sol não brilha.

Caso contrário estamos a abrir portas a toda essa escumalha que são nazis, xenófobos, preconceituosos, racistas, homoséxualofílíacos, Gustavo Santos e restante ralé a poderem expressar livremente as suas opiniões de… Merda.

Assim, alevanta-se a mais importante questão; como pode Lioness of Porches dizer que pretende apenas apreciar suas pedaladas na íntegra, se não mais terá aqueles doces e ternos momentos em que o Garmin se desconecta, não transfere os dados para o Strava, não encontra o satélite… E isto para não escrever sobre como pode alguém dizer que simplesmente pretende gozar o contacto com a Natureza e coiso, sem saber quais os valores do FTPmax do lactato ou mesmo a cadência do mesociclo da aerobiose?

Em jeito de homenagem e despedida, parece correto ao Velopata que Lioness of Porches receba a jersey Lanterna Vermelha como um último prémio na sua vida velocipédica que assim termina, nunca esquecendo o antigo ditado popular egípcio, cravado em hieróglifo desde imemoriais tempos – se não está no Strava, é porque não aconteceu.

Jersey Melhor Macho Ressabiado

1º Professor Carochas

2º Paulo Rodrigues

3º Fernando Coelho & Humberto Vaz & Sérgio Coelho

Analisando o que já foi escrito, não será surpresa nenhuma para os mui fiéis leitores que Professor Carochas e Paulo Rodrigues ocupem os dois cimeiros lugares do pódio dos que se excedem no decurso das actividades velocipédicas mensais.

Para descobrir porque razão surge aquele trio na terceira posição, o mui curioso leitor terá de continuar a dar ao polegar, nunca esquecendo que se algum membro do nosso mui glorioso clube discordar do acima exposto, a resolução é facil e a metodologia bastante simples;

  1. Pegar na Bicicleta;
  2. Ligar o Strava;
  3. Dar ao litro pelo alcatrão e trilhos.

Jersey Melhor Fêmea Ressabiada

1ª Ally Martins

2ª Aprendiz de Ressabiada

3ª Pro Ressabiada

Na classificação mais aguardada pela rebarbada elite do nosso mui acarinhado clube, Ally Martins continua o seu frenesim carocheiro, não deixando a distribuição de carochas femininas por manete alheia pelo quinto mês consecutivo, grandioso feito que nenhum outro membro do nosso glorioso clube conseguiu realizar no decurso destes já quase um ano e mais uns trocos de existência. Como cinco meses consecutivos na liderança de uma jersey é muita fruta, paira na atmosfera strávica a dúvida; será que neste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezanove que está agora a começar, o ressabio feminino vai estar ao rubro?

Esta é uma questão válida, na medida em que Dezembro serviu de mote a dois agradáveis regressos – Aprendiz de Ressabiada, desaparecida destas pedaladas decorria o mês de Agosto e também de Pro Ressabiada, cuja presença já não era ouvista desde Junho.

Ambos os dois regressos dever-se-ão, no caso de Aprendiz de Ressabiada, à felicidade urinária que qualquer um sente (sim, mui querido leitor, elas também a sentem, infelizmente foram afortunadas pela Mãe Natureza com uma fisionomia bem bonita mas que leva a que tal não se note nas apertadas licras), à medida que a preparação da próxima época desportiva de baix… Vá, média competição se inicia, para além do facto de também ter assinado por uma nova equipa, prometendo assim continuar naqueles ritmos ressabiados a que já nos habituou.

Quanto ao regresso de Pro Ressabiada, tal poderá facilmente ser explicado pelo que o Velopata já referiu acima no que respeita às alterações climáticas e os seus efeitos sobre o batraquiame (Pro Ressabiada é Batráquia de excelência), para além do facto de ser bifa, devendo notar-se que esta é uma época do ano onde muitos bifes visitam o reino algarvio na esperança de melhor clima.

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Ally Martins no Raid Serra e Mar Ameixial-Quarteira.
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Aprendiz de Ressabiada assina contrato pela Lipor Bike Team, mostrando que se tenta desmarcar da imagem de Aprendiz, transformando-se numa verdadeira e completa distribuidora de carochas, Full Ressabiada.
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Pro Ressabiada (à esquerda), foi mostrar a alguns bifes como se processa a degustação de carochas na Fóia.

Jersey Crazy Ride

Fernando Coelho & Humberto Vaz & Sérgio Coelho

Tróia – Sagres – Messines

303,48 Km

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O trio à partida em Tróia.

Foram muitos os que partiram nessa alucinada romaria velocipédica que é o evento Tróia-Sagres, mas por entre toda essa marafada horda sem um pingo de amor à vida e ao carbono, um trio se destacou, tendo completado os duzentos quilómetros de travessia até Sagres e, não satisfeitos com o empenão que toda a concentração para não se esbardalhar contra mafarricos sem a mínima noção de pedalar em pelotão aliado aos duros vendavais que sempre se fazem sentir quando Sagres surge no horizonte, decidiram ainda calcorrear mais cem quilómetros até essa bela localidade onde habitam, São Bartolomeu de Messines.

Destaque-se ainda o facto de uma entrada história e rompante de Sérgio Coelho, cujo futuro por entre a horda velopática aparenta ser promissor pois logo no primeiro mês onde se juntou ao mais grandioso recanto strávico, sacou uma brilhante e mui cobiçada jersey.

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Já em Sagres e ainda assim conseguem sorrir mesmo depois de todo aquele festival de quase-mortandade velocipédica.

E prontos.

Assim se encerra mais uma ano de aventuras, desventuras e muitas carochas distribuídas pelo alcatrão e trilhos.

O Velopata vai agora reunir com todos os seus Colaboradores a recibos verdes e contratos de trabalho precários das mais prestigiadas Universidades e Institutos de Investigação planetários para seguir com os cálculos físico-químico-quânticos que permitam desscobrir quem foram os máiores deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito que atingiu seu término.

Como sempre podem enviar reclamações e sugestões para;

elamexemexemexe@eatuacrescecrescecresce.mail.com

 

Abraços velocipédicos,

Velopata

 

A Divisão Velopata: aqui

O Facebook do Velopata: aqui

O Instagram do Velopata: aqui

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