Divisão Velopata – Outubro quente traz a carocha no ventre

Epá, ó Velopata, isso da tua aventura da Estrada Nacional 2 foi muito bonito e tal, tu e o Agente da Autoridade Anónimo tiveram muito azar e coiso mas… Onde estão as grandiosas classificações do ainda mais grandioso clube strávico que é a Divisão Velopata referentes a Outubro? – certamente esta tem sido a questão que tem ocupado as mentes da elite ressabiada, cicloturistas, batráquios, adeptos do cycling e o ocasional commuter do nosso acarinhado recanto strávico, impedindo-os de calmas noites de soninho recuperador bom.

Desde já o Velopata deixa aqui as suas mais sinceras desculpas, esperando que entendeis que valores mais altos se alevantaram.

Outubro deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito foi um mês de revelações para este vosso companheiro, palhaço e amigo do duro circo que é a vida do pedal.

Primeiros, foi o quase estalar de guerra civil que ocorreu em Portugal.

O Governo criou um novo imposto sobre os rendimentos da classe média para entregar aos agiotas legalizados (popularmente denominados de banqueiros), para pagar suas extravagantes aventuras e desventuras?

O Governo criou novos impostos sobre as facturas da água, luz e gás que nos farão aumentar os gastos com estes bens essenciais à vida?

O Orçamento de Estado foi aprovado, não contemplando sequer um aumento do erário público que se traduza em melhorias na Saúde e Educação?

Nada disso, mui desinformado leitor.

A guerra civil que quase eclodiu em Portugal, esse flagelo que tudo e todos afecta, ceifando vidas, destruíndo famílias e lares, teve a sua génese numa notícia inicialmente partilhada pelo Correio da Manhã que não olhou a meios para esmifrar a história, inclusivé enviando repórteres para o local onde os sórdidos acontecimentos ocorreram, uma suite num qualquer hotel amaricano, o que deixou um Velopata a pensar que talvez, só talvez, este espectacular jornalismo de investigação colhesse mais frutos se aplicado a outras áreas e questões; como a constante poluição sem “origem definida” que tem constantemente assolado o Rio Tejo ou até porque razão o cambalacho das Raríssimas não deu em nada do ponto de vista jurídico mas… Lá está… Tudo indica que a opinião pública portuguesa está mais preocupada com a vida privada de um importante cargo social e profissão como é a de um mafarrico que sabe dar chutos num objecto esférico de poliuretano que essas palermices do erário público ou a poluição e destruição de um recurso natural.

Ao que o Velopata conseguiu apurar durante esse futebolísticamente malogrado mês de Outubro, o nosso mais que tudo menino bonito, a crème de la crème que todos os petizes almejam um dia ser capazes dos mesmos socialmente importantes feitos, nada mais, nada menos que o próprio CR7, também se encontrava envolvido nestes acontecimentos da moda que são a escandaleira sexual, acusado de violentar uma moça amaricana.

E ainda por cima, violentação anal.

Se a violentação de outras zonas erógenas já é horrivelmente má per se, imagine-se a anal, que elas tanto se queixam que dói muito sendo, no entanto, capazes de usar sapatos de salto alto que as magoam ainda mais durante toda a noite de um jantar de gala ou em saídas nocturnas, desfilando de bar em danceteria através de famigerada calçada portuguesa e… Prontos, não se entende esta lógica das fêmeas de bicho humano mas a moça amaricana não queria aquilo metido lá naquele sítio e ponto final parágrafo. Está no seu direito.

Inicialmente o Velopata ainda pensou que tivesse sucedido o contrário; tendo em conta que CR7 é atleta desse desporto menor que é a bola e ao mínimo contacto humano aquilo é atirarem-se para o relvado com dói-dói (o Velopata queria ver era se jogassem no duro alcatrão…), juntando-lhe ainda o facto que o moçe, ao contrário da maioria dos machos de bicho humano, gosta muito de ter filhos mas parece não gostar de os fazer – a única natural e óbvia conclusão a que o Velopata chegou, assistindo a tanta indigação na internet, é que o nosso mais-que tudo CR7 é que tinha sido analmente violentado.

Estranho era o facto de ter sido analmente violentado por uma moça.

Mas como o Velopata já viu alguns esquisitos filmes de acção na internet e até já entrou em lojas como a Cupido, ele sabe que há gostos para tudo e qual a utilidade que certas pessoas dão a electrodomésticos como um strap on.

Logo aos primeiros comentários que surgiram na internet, o verniz estalou forte e feio, divindo a sociedade portuguesa em duas importantes facções; os que acarditavam que CR7 jamais seria capaz de analmente violentar alguém e os outros, apelidados pelos primeiros de anti-patriotas e Ronaldo Haters que certamente até acarditam que esse nanico do Messi é melhor jogador desse desporto menor da bola.

Enquanto pessoa munida de algo actualmente raro que é o bom senso, o Velopata sabia que só uma opinião era lógica sobre toda esta escandaleira; as autoridades que investiguem o caso e se CR7 efectivamente violentou analmente a moça, então vá ao castigo.

Tipo ser enclausurado numa cela com um daqueles simpáticos moçes de etnia africana apanhados a roubar velhinhas no comboio da Linha de Sintra e que responde entre os seus párias mitras da Cova da Moura sob o cognome Pé de Mesa.

Caso contrário, se o pobre moçe nada fez de errado, então alguém pregue uns valentes tabefes na moça e a feche numa cela com uma daquelas militantes do Bloco de Esquerda que usam bigode e munida de um daqueles massajadores faciais de aterradoras dimensões que o Velopata já viu à venda na Cupido, que é para aprender a não brincar com a vida dos outros.

Nunca esquecendo as palavras dos ancestral ditado popular inuíte; onde há fumo, há fogo, o que mais confusão fez ao Velopata foi mais uma vez perceber que os portugueses são realmente um povo sui generis.

Todos se queixam que os ricos e poderosos nunca sofrem às mãos da Justiça, mas o que fazem quando descobrem os podres de um membro dessas mesmas intocáveis elites?

Saltam em sua defesa.

Foi assim com Carlos Cruz, o Sócrates e agora CR7.

Já o Bibi, que mais não era senão um mero peão no meio daquela escandaleira da Casa Pia, esse acabou a ver o Sol nascer em tons de axadrezado e provavelmente com o Pé de Mesa como companheiro de cela.

Vá-se lá entender isto…

E pior ainda será pensarmos no que aconteceria se toda esta escandaleira ocorresse, por exemplo, com um famoso ciclista profissional português (se tal fosse possível neste país onde o único desporto que parece existir é esse menor de vinte e dois moçes aos chutos a um objecto esférico de poliuretano…)?

Certamente teríamos linchamentos em massa, não só nas caixas de comentários da internet mas também nas estradas e trilhos, podendo o Velopata até apostar que os jericos da ANSR (Associação Nacional de Segurança Rodoviária), promoveriam a obrigatoriedade de seguros, impostos e inspeções para combater essa maleita que eram os Ciclistas, todos adeptos da violentação anal.

Deixando estas obscuras previsões futuristas de lado, este mês de Outubro do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito foi ainda palco de uma outra revelação velopática – há membros do mais grandioso clube strávico cujas pedaladas não surgem nos rankings semanais, devendo-se tal ao facto de só os cimeiros cem classificados serem exibidos na classificação que o próprio Strava fornece.

Se por um lado isto indica que o clube aumenta suas fileiras a largas pedaladas, por outro lado também lixa o menos velocipédico membro no caso de numa ou outra semana não cumprir uma espécie de obrigatório consumo mínimo de quilómetros.

Depois não digam que o Velopata não avisou.

Ainda para mais quando faltam apenas dois meses para o término deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito e as classificações finais anuais serem fechadas.

(Nota velopatóide: apesar do Velopata explicar sempre aquela lenga-lenga que é como Gandalf, O Cinzento e nunca chega atrasado e tal, ele sabe que esta é uma publicação que há muito devia ter chegado à horda de milhares de milhões de seguidores, daí que ele vá tentar ser curto, conciso e directo ao assunto, como aliás o mui assertivo leitor já terá entendido, uma espécie de homenagem a CR7 que também aparenta ter ido “directo ao assunto”).

Jersey Papa-Quilómetros

1º Nuno Rosado – 2232,9 Km

2º Professor Carochas – 2074,1 Km

3º Pedro Canais – 1485,1 Km

Começamos os rankings do nosso mui estimado clube com mais do mesmo; Nuno Rosado e Professor Carochas ressabiam pelos lugares cimeiros, exceptuando-se o terceiro lugar de Pedro Canais, regressado à classificação dos que mais quilómetros embutem nos seus pistons desde a sua última aparição no mês de Junho (que podem lembrar aqui).

Com Placas encontrando-se definitivamente arredado dos dois cimeiros lugares desta contenda quilométrica, parece ao Velopata que nos próximos dois meses (Novembro e Dezembro), o nível de carochas distribuídas e ressabianço entre Nuno Rosado e Professor Carochas vão estar ao rubro. Ficai atentos que isto promete.

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Sabeis o que há no final do arco-íris Nuno Rosado? Um balúrdio que terás de gastar numa transmissão nova se o frenesim quilométrico que estais mostrando continuar assim.
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Aquando da partilha desta foto, Professor Carochas indicou que a mesma foi tirada no final de mais um cabeço ultrapassado no decurso da pedalada. O que o Velopata sabe é que com um valente cabeço deviam estar os pobres encarochados que tentaram seguir na roda…
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Pedro Canais parece finalmente ter ganho algum juízo e trocou suas Mclaren S-Workscoiso e a tal Aragorn Dezoito ou lá o que é por uma Coluer tuénináiner.

Apesar de muitos considerarem esta troca de Pedro Canais uma de passagem de cavalo para burro, o Velopata aplaude esta mudança mas confessa que ficou a faltar um je ne sais quois – é que estas Coluer também lhe deixam com uma estranha comichão na mioleira velopática.

Qual a proveniência desta marca? Espanhola? Avec?

E que raios é um Coluer? O sempre conhecedor de tudo Google, nem uma tradução consegue encontrar para semelhante substantivo. Ou será adjectivo? Ou será só… Coiso?

Rumores correm que esta é uma marca Made in Portugal, no entanto, analisando vários quadros com aquele olhar de falcão velopático, ele conseguiu encontrar aquele belo selo que muitos faz tremer de horror, o clássico Made in China, e se notarmos que para além dos componentes que as equipam são Shimano (artesãos japoneses), ou Sram (ze germans), portantos – como raios pode esta malta coluerísta dizer que suas máquinas são produzidas em Portugal?

Jersey Carapau de Corrida

1º Paulo Rodrigues – 32,5 Km/h

2º Pro Ressabiado – 32 Km/h

3º João Pedro Oliveira – 30,5 Km/h

À semelhança de Pedro Canais na anterior classificação, também na elite ressabiada do nosso mui querido clube assistimos a um regresso cheio de força, cadência e… Ressabio.

Paulo Rodrigues regressa à classificação dos que não sabem apreciar uma pedalada sem sentir a corda na garganta e a dentição ferrada no guiador, provando assim que ainda há quem preste atenção às recomendações velocipédicas velopáticas, pois corria o mês de Junho deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito quando este rijo moço alfacinha fez aqui a sua última aparição, tendo depois desaparecido para um compromisso com o estaleiro, finda uma queda que o Velopata bem avisou ter sido provocada pelo recurso aos ignóbeis manguitos que lembram braços completamente tatuados.

Trocando aqueles manguitos por séria indumentária velocipédica e voilá, temos Paulo Rodrigues de volta.

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Paulo Rodrigues posa para a posteridade velocipédica num miradouro que parece ter suas paredes decoradas por esse grande artista plástico português que assina muitas das suas obras sob o pseudónimo de Chupamos.

A foto acima partilhada pelo próprio Paulo Rodrigues evidencia ainda uma outra razão pela qual o Velopata acalenta alguma réstia de esperança para os membros da elite velocipédica de fim de semana que se perderam nesse abismo que é a Specialicoiso – à semelhança de um membro de uma qualquer seita religiosa que se consegue libertar do seu castrador jugo, também Paulo Rodrigues conseguiu libertar-se desse estigma velocipédico, trocando sua coisa especializada por uma Olympia, marca que apesar do Velopata desconhecer, será certamente boa opção a julgar pela mística que semelhante nome acarreta – em tempos idos o Velopata pagou suas rendas a uma senhoria de etnia africana e que também respondia pelo nome de Olimpia, tendo-se revelado um exemplar de fêmea que mesmo tendo sofrido dois acidentes vasculares-cerebrais continuava rija que nem carbono de alto módulo.

Pelo segundo mês consecutivo regista-se um segundo lugar para o nosso mui estimado Pro Ressabiado, devendo o mui adepto de canídeos leitor notar que esta sua tentativa de assalto ao lugar cimeiro da mais ressabiada classificação do nosso mui adorado clube falhou pois o moçe deve andar cansado com a educação do novo membro que recentemente chegou a sua família.

Esta foi uma notícia que o Velopata recebeu com bastante agrado, uma vez que muitos investigadores da Psicologia de bicho humano apontam para o que parecem ser os efeitos benéficos de empatia, respeito pelo próximo e responsabilidade que são promovidos e exponenciados quando um bicho humano tem um canídeo a seu cuidado.

O problema é que vivendo Pro Ressabiado na Quarteira, o Velopata já estava mesmo a ver o mastodôntico Pitbull que certamente ele teria adoptado para gáudio dos seus párias mitras.

Até que Pro Ressabiado partilhou uma foto do seu novo melhor amigo…

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Tendo em conta que Pro Ressabiado se dirige a todos com simpáticos termos como “Maricas” ou “Mariconço”, o canídeo que adoptou é claramente uma prova de pujança e virilidade.

Ocupando essa pesada responsabilidade outrora preenchida por Comandante Batráquio, novamente um distribuidor de carochas anfíbias se infiltra na mais ressabiada contenda do nosso mui estimado clube, um nosso já conhecido Batráquio de nome João Pedro Oliveira.

Que o batraquiame recorre a uma linguagem bastante diferente da restante comunidade velocipédica não será certamente novidade nenhuma para o mui veloinformado leitor, no entanto, a nomenclatura a que esta malta anfíbia recorre para categorizar as suas voltas e treinos no Strava parece estar completamente fora de controlo, como é bem evidente pelos registos strávicos do moçe.

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A única ilação que o Velopata consegue retirar das voltas acima partilhadas publicamente por João Pedro Oliveira é que o moçe deve procurar um T2 para arrendar quiçá até endividar-se com os agiotas legalizados até aí aos noventa anos (acto também denominado como “comprar”), algures no Carvoeiro.

Jersey Cabra da Montanha

1º Professor Carochas – 32446 m

2º Nuno Rosado – 27696 m

3º Calhau Rolante – 16590 m

Para não variar muito, Professor Carochas e Nuno Rosado voltam a ocupar as posições cimeiras dos que mais auto-mutilação tibial buscam por montanhas e serras deste nosso recanto à beira mar mal plantado com eucaliptos em monte.

A única surpresa surge pela rija perna de Calhau Rolante que, ao que o Velopata conseguiu apurar até à hora desta publicação chegar até vós, se prepara para uma série de violentos e sofríveis granfondues em terras de queijo com buracos, chocolate e canivetes multifunções.

Finda aquela sua aparição durante o mês de Agosto (podeis relembrar aqui), no seio da elite trepadora, Calhau Rolante fez ainda uma aparição pelo Granfondue de Monção ou Melgaço ou Monção e Melgaço (talvez a organização deste granfondue tenha problemas ao nível da orientação gármica), onde conseguiu um brilhante terceiro lugar na categoria de moçes com mais de trinta e seis anos.

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Calhau Rolante no Granfondue de Monção. Ou Melgaço. Ou Monção e Melgaço. Coiso.

Esquisito mesmo é esta divisão em categorias de acordo com as idades dos atletas… Dir-se-ia quase que as organizações dos eventos velocipédicos estão tentando manter-se em acordo com o mercado laboral português; que raios têm os trinta e seis anos de especial? Já é considerado cota, é?

Jersey Alucinado Diário

1º David Matos – 56 voltas

2º O Velopata – 50 voltas

3º Paulo Almeida – 45 voltas

A mais importante classificação deste nosso mui adorado clube dedicada aos que realmente entendem para que serve uma Bicicleta mantém-se inalterada, com David Matos, O Velopata e Paulo Almeida dividindo as despesas para dar o exemplo aos restantes mafarricos que se gabam de pedalar cento-e-tal quilómetros ao fim de semana mas depois fazer meia dúzia de quilómetros diáriamente entre o seu lugar de labuta e o conforto do lar é um Ai Nosso Senhor Joaquim Agostinho me acuda!

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David Matos continua os seus treinos de força e/ou potência carregando um petiz a bordo de uma Single Speed.
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Paulo Almeida (à esquerda), no IX Circuito Amigos Rui Costa (aquele moçe à direita).

Graças aos seus complicados cálculos e algoritmos físico-químico-quânticos trabalhados em parceria com multi-premiados e prestigiados investigadores mundiais, o Excel velopático mostrou que um novo moçe, só agora descobrindo este espaço de iluminação velocipédica e recém chegado ao clube, pode estar a caminho de romper com esta classificação, intrometendo-se entre os campeões urbanos que têm dominado esta tabela classificativa.

Mas como o Velopata tem aquele magistral dom de não saber estar calado e depois sai-lhe tudo mais furado que uma câmara de ar adquirida nas lojas do chinês, ele vai manter os seus milhares de milhões de leitores expectantes sobre a identida do Alucinado Diário em questão.

Jersey Melhor Batráquio

1º O Senhor Triatlo – 1192,8 km

2º Mad Fontinhas – 809,4 km

3º O Holandês Voador – 702,8 Km

batraquiame encontrou-se ao rubro e nos píncaros da excitação com a internacional prova do Homem de Ferro em Kona, localidade que o Velopata se absterá de comentar com piadas brejeiras. Seria de esperar que, influenciados por esta distribuição carocheira anfíbia ao mais alto nível, muitos aproveitassem para embutir quilómetros nas suas barbatanas.

O problema é que, à semelhança de muitos Ciclistas que habitam o nosso mui prazeroso clube, a época batráquia parece estar a chegar ao fim e, como tal, os quilómetros nadados, pedalados e corridos mostraram-se escassos ou pior… Nulos.

Assim, não é surpreendente que os dois cimeiros lugares do pódio fiquem pelos batráquios do costume, campeões que à semelhança do Velopata sabem que para uma época ser frutiva, deve estender-se de um de Janeiro a trinta e um de Dezembro; O Senhor Triatlo e Mad Fontinhas.

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O Senhor Triatlo árduamente coaxa durante mais uma edição do Triatlo de Altura.
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Mad Fontinhas não mostra dó nem piedade para com as companheiras de métier anfíbio que decidiram inscrever-se numa tal de Lx Triathlon Experience, prova que o Velopata deduz consistir em mafarricos sem a mínima noção ou experiência anfíbia serem sovados e enxovalhados pela elite batráquia para assim ganharem o gosto à coisa.

A boa e agradável surpresa deste mês é o regresso do Holandês Voador da Quarteira aos pantanosos meandros do nosso mui estimado clube.

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O Holandês Voador da Quarteira.

Ao que as investigações (entenda-se coscuvilhices), velopáticas conseguiram apurar, o Holandês Voador que reside na Quarteira ausentou-se destas pantanosas classificações por se encontrar com uma impeditiva maleita muscular provocada pelo acto de recorrer aos chispes para praticar o running.

E o Velopata não se cansa de lembrar que praticar o running ou o walking é algo que não faz sentido; porque razão andais bárbaramente usando os chispes para locomoção quando a humanidade já inventou as Bicicletas?

Jersey Melhor Macho Ressabiado

1º Agente da Autoridade Anónimo

2º Professor Carochas

3º Nuno Rosado

Eh lá, ó Velopata… O Agente da Autoridade Anónimo nem foi dos que mais quilometragem embutiu, não ressabiou com médias à grande e à avec, não sofreu e suportou mais metros de desvínel positivo acumulado no decurso do mês, como é possível ser ele o Melhor Macho Ressabiado de Outubro? – questionarão os mui exigentes leitores adeptos da verdade desportiva.

Nunca esquecendo que a Divisão Velopata não é uma comuna anarco-sindicalista e quem manda aqui é o Velopata, ele tinha de aproveitar este mês para premiar um moçe que deliberadamente e na posse de suas funções psico-motoras decidiu partilhar com ele uma alucinante pedalada pela Mítica Estrada Nacional 2, aturando todos os medos, paranóias e parvoíces deste vosso companheiro, palhaço e amigo do duro circo da vida do pedal que é o Velopata.

E foi um ombro amigo (e bem largo aquele ombro, apurado por anos de experiência policial a colaborar como quem colabora mesmo com tóxicóindependentes e adeptos das claques), onde o Velopata pode chorar muito quando a tentativa de calcorrear a Mítica Estrada Nacional 2 sucumbiu às tomadas de um restaurante montemor-o-novense (se não leram, já deviam ter lido – a primeira parte está aqui).

Quanto aos restantes lugares do pódio, sabeis bem o que o Velopata pensa – qualquer dúvida ou questão é para resolver no asfalto ou nos trilhos.

Jersey Melhor Fêmea Ressabiada

1ª Ally Martins

2ª Verónica Fernandes

3ª Mad Fontinhas

Seguindo a tendência do batraquiame, também as fêmeas do nosso mui rebarbado clube têm dedicado menos tempo de suas vidas à quilometragem, excepção feita a Ally Martins que continua sempre a marcar a sua bonita presença em tudo o que é Raid, Assalto, Granfondue, Passeio e Rota, juntando-se-lhe Verónica Fernandes que, regressada da impeditiva lesão com um novo pulso full aero carbono, espera voltar à forma física carocheira pela qual é sobejamente reconhecida.

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Ally Martins durante o Granfondue de Tavira.
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Verónica Fernandes nessa mítica localidade qual Roma da Velocipedia algarvia, o Barranco do velho.

Já Mad Fontinhas ocupa o terceiro lugar do pódio porque pura e simplesmente mais nenhuma fêmea embutiu quilómetros decentes no decurso do mês, algo que deixa um Velopata muito triste e abatido pois assim ele não pode dar uso às suas bisbilhoteiras capacidades de rebarba nos perfis strávicos facebookianos das mesmas.

Jersey Lanterna Vermelha

Diogo Mendonça Vieira

Ele fez por merecer este prémio.

Primeiros foi o comentário strávico com que brindou um Velopata;

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Por Santo Coppi, mas que raio de comentário é este?

Depois foi uma acalorada discussão na qual ele se envolveu com heteromónimocoiso do Velopata sobre o facto de a Loja no Centro do Universo Velopático Conhecido, a G-Ride, não equacionar produzir aquelas suas bonitas jerseys e equipamentos em néon fluorescente.

Como é que alguém que é dono de uma portentosa careca, que per se já deverá reflectir luz mais que suficiente para ofuscar e marcar presença junto dos enlatados, pode acarditar que equipamentos fluorescentes são uma mais valia numa pedalada domingueira, às doze horas de um veraneante dia?

Nunca esquecendo que vários sérios artigos científicos publicados pela Agência de Segurança Rodoviária Europeia (não é daqueles estudos onde se prova que as pessoas que fazem mais aniversários, vivem mais anos), provou que a indumentária reflectora em nada aumenta a percepção ou mesmo altera o vil comportamento do enlatado em relação ao Ciclista.

E ainda por cima atentando a um outro estudo levado a cabo por uma universidade nórdica (aqueles países onde o clima é tão melhor que o nosso, razão pela qual muitos mais optam pela Bicicleta como meio de transporte), que provou que o comportamento enlatado piora perante um Ciclista equipado que nem um profissional do Tour de France – tudo indica que na básica e primitiva mente enlatada, os enlicrados são todos uma espécie de Peter Sagan do asfalto, tendo mais destreza e controlo sobre suas montadas que, por exemplo, o Tio Manél que vai comprar pão na sua pasteleira. Daí que se safem melhor quando levam com uma tonelada de chapa em cima, a oitenta ou noventa quilómetros por hora.

Faz sentido.

Mas o Velopata não está apenas a ser mauzinho e castigador.

Efectivamente, o batráquio Diogo Mendonça Vieira pedalou zero quilómetros neste mês de Outubro do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezoito e como tal, tem o seu mérito aqui reconhecido.

Jersey Crazy Ride

Velopata & Agente da Autoridade Anónino – A Mítica Estrada Nacional 2

Como é óbvio a Crazy Ride do mês vai para Velopata e Agente da Autoridade Anónimo e a frustada tentativa de ambos os dois calcorrearem a Mítica Estrada Nacional 2 em um só registo strávico, aventura sobre a qual muitas palavras já foram escrita e o Velopata relembra, podem encontrar a primeira parte aqui.

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Sim, mui queridos leitores, mesmo tendo completado quinhentos e setenta e seis vírgula trinta e um quilómetros de uma só assentada, o objectivo não foi atingido e como tal, tudo não passou de um falhanço velopático que será certamente corrigido no decurso do próximo ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de dois mil e dezanove.

prontos, Outubro foi isto e deixa lá ver se o Velopata vos consegue brindar com duas publicações esta semana, partilhando já na próxima sexta-feira as classificações respeitantes ao mês de Novembro, sobre o qual ele se debruçará e esmiuçará a mais importante decisão tomada pela UCI para melhorar a mais nobre das artes que é a velocipédica – o tamanho dos peúgos.

Como sempre, reclamações, sugestões e coiso podem ser enviadas para:

euqueroiràaalgarvia2018@juntarcomoraphafestive500mail.com

 

Abraços velocipédicos,

Velopata

O Facebook do Velopata: aqui

O Instagram do Velopata: aqui

Um comentário sobre “Divisão Velopata – Outubro quente traz a carocha no ventre

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