Divisão Velopata – Pedale por onde pedalar, a carocha há-de vir no São João

“Ó Velopata, porque haveis desaparecido dos registos do nosso clube do Strava, na semana de dia nove a quatorze do mês de Julho do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho?”

Isto foi o que vós não haveis questionado, mui queridos leitores.

O Velopata, esse vosso companheiro, palhaço e amigo deste duro circo que é a vida do pedal, desaparece dos registos do mais grande clube strávico que é a Divisão Velopata, e não há vivalma que o questione sobre a razão…

Falha aquela sua habitual publicação à sexta-feira e não chovem mensagens de protesto dado o vosso nível de vício neste vosso recanto de inspiração velocipédica.

Isto podia muito bem ser um escândalo.

Mas depois o Velopata matutou como quem matuta mesmo e percebeu o que vós todos,  assertivos como só vós sabeis ser, há muito sabiam.

O Velopata encontrava-se de vacances.

Ou férias, para os leitores menos versados em avec.

“O que é que vais fazer para estares a ligar o computador?” – questionou Srª Velopata, o curvado sobrolho indicando que estava percebida a iminente jogada velopática.

“Vou só ver uma coisa.” – retorquiu um já enrascado Velopata.

“Nem penses. Já sei o que tu vais ver e a resposta é não.”

“Uai, como assim?”

“Ias ver a metereologia lá do tal site não era? Já te conheço. Amanhã é o Nosso Primeiro Dia De Férias e podes ir tirando o cavalinho da chuva, é que nem penses que vais pedalar.”

E foi assim que sem direito a advogado de defesa, a Srª Velopata foi Juíz, Juri e Carrasco; seria necessário o Velopata abdicar das suas habituais pedaladas à alarve só porque está de férias, para dedicar tempo zelando pela manutenção do contínuo espaço-temporal da relação.

Até porque este será o primeiro Verão do Velopatazinho em idade para poder frequentar praias e banhos.

O que não foi interpretado como uma má ideia de todo para um Velopata; acompanhar os primeiros passos do seu Velopatazinho rumo à glória World Tour, dando umas braçadas e umas corridas para melhorar o core enquanto se perde peso, como Richie Porte afirmou ter feito.

Tudo sempre com a maior das cautelas… Não vá o Velopatazinho apanhar uma corrente de ar ou Sol a mais, pegando-se-lhe o bicho e ficando com vontade de experimentar o batraquismo.

Curiosamente, não é o Velopatazinho que sai de lá mais rijo e melhor preparado para o seu assalto ao World Tour; o Velopata progenitor é que tem ali de bandeja estendida uma oportunidade de treinar árduamente o core e perder peso… Bem, o Velopata aqui terá de ser honesto. Perder peso durante a veraneante época não é tarefa acessível a todos porque… Bolas.

Bolas de Berlim.

Bolas de Berlim de Alfarroba.

Porque além de Velopata, ele também tem os seus poderosos dotes mandibulares de Bolopata.

Talvez o input calórico que magníficas confecções gastronómicas comportam possa ser combatido pelo constante movimento de assentar e alevantar da toalha de praia.

É que os putos não param quietos.

Principalmente na inocente idade de 1 ano e 2 meses.

É uma sensação iminente e omnipresente e omnisciente e coiso de catástrofe à espreita, findos 5 segundos em que não estabelecemos contacto visual com o catraio.

Cansado, cedo o Velopata percebeu que o próximo mês de Julho seria de prestação fraquinha por entre os rankings do mais nobre recanto strávico que é o nosso mui querido clube.

Talvez tenham sido tais factos os que levaram a que muitos de vós não questionassem o Velopata sobre os seus trâmites.

É que vocês não param e Junho deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018 não foi excepção.

Junho marca um ponto central no ciclo anual do calendário portantos hoje o Velopata traz até vós o fruto dos seus complicados estudos na área do cálculo físico-químico-quântico-metafísico, sob a forma de uma compilação do estado actual dos rankings de cada jersey do nosso mui venerado clube que é a Divisão Velopata.

Jersey Papa-Quilómetros

1º Professor Carochas – 2850,2 Km

2º Nuno Rosado – 2437,6 Km

3º Pedro Canais – 1580,1 Km

Quem sentiu o distúrbio na Força durante o dia 23 de Junho deste ano de Deus Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018, epicentros registados em Biseu, Coimbra, Leiria e até Fátima?

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Estaria o Velopata a ler bem?

Estariam os seus bonitos olhos castanho-esverdeados a traí-lo?

Estariam as já muitas bujecas emborcadas pela hora de almoço (vacances são vacances), a toldar a mente velopática?

Ao que tudo indicava, a Professor Carochas não lhe bastava a distribuição de carochas ao comum dos mortais e incautos ciclistas que com ele combinem uma volta, nem a recente distribuição carocheira ao nível anfíbio; Professor Carochas tratou agora de amandar discurso carocheiro nas longas distâncias, ultracyclinglismo e coiso.

Às vezes… Só às vezes… Parece que fazem de propósito a este vosso companheiro, palhaço e amigo deste duro circo que é a vida do pedal… Ele com a sua Cicloperegrinação (já podem ler a primeira parte aqui), e logo tinha de vir Professor Carochas cheio de vontade de querer estragar o pouco protagonismo que o Velopata consegue aqui lançar a si, tentando sacar-lhe a Crazy Ride do mês.

Se é verdade que o Velopata totalizou quinhentos e vinte e oito vírgula quatro quilómetros, esta Crazy Ride de Professor Carochas apresenta-se como uma faca de dois legumes; se por um lado Professor Carochas é tão útil na frente de um grupo durante uma pedalada nocturna como o Stevie Wonder, por outro lado, mais razão para o congratular pelo feito – pedalou depois do pôr-do-sol e sobreviveu.

Ou não.

É que segundo as palavras do próprio, aquando do buffet carocheiro servido a um pobre Velopata durante uma recente visita ao reino algarvio, Professor Carochas afirmou “bêr mal à noite“.

E do que o Velopata viu, aquilo não é bêr mal.

É pior.

Escrever que Professor Carochas na sua versão pedalada nocturna é uma espécie de Stevie Wonder, é um eufemismo. Portantos, resta apenas a hipótese que aquelas cerca de treze horas e meia de pedalada tenham decorrido enquanto o nosso mais querido astro rondava estes lados do hemisfério ou pólo ou meridiano ou coiso.

Ainda assim, quatrocentos quilómetros com uma média de vinte e nova vírgula sete quilómetros por hora é… Do C-A-C-E-T-E.

Claro que um Velopata não pode deixar de pensar em que feitos Professor Carochas seria capaz de se distinguir, caso adquirisse uns óculos de visão nocturna semelhantes aos do Velopata, podendo distribuir noctívagas carochas por nomes como Kristoff Alegaert ou Josh Ibbet.

Nuno Rosado desce para o segundo lugar desta contenda quilométrica, no entanto, a grande surpresa prende-se com o regresso de Pedro Canais ao terceiro lugar do pódio, mostrando que entre estes quatro rijos moços, o ressabio está garantido para os próximos seis meses.

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Pedro Canais continua a mostrar pouco amor próprio, auto-estima e noção fotográfico-paisagista, partilhando constantemente fotos da sua Specialicoiso acompanhada de outros bem mais belos exemplares de bicicleta, neste caso concreto, uma de Bicicleta de Homem.

Veremos o que aguarda este intrépido quarteto nos próximos meses de Julho, Agosto e Setembro, quando muitos partem para férias deixando seus tristes velocípedes para trás e ainda outros há, sentindo um Velopata este ser um privilégio há muito perdido pela parentalidade, que lançam desespero sobre a família e optam por devorar quilómetros à bruta.

Existe ainda uma terceira categoria, os pussys.

Os gajos que não pedalam porque está muito calor.

São pussys e pouco mais há a escrever, a palavra aqui roubada ao diccionário anglo-saxocamónico é bastante explícita.

Excepção à regra para o batraquiame, estes devido ao perigo de dessecação das guelras, brânquias e mucosas da pele, também fazem raras aparições por entre as classificações veraneantes do nosso mui amado clube que é a Divisão Velopata.

Se dúvidas tendes que será este o quarteto a seguir; caso não apareça por aí nenhum ressabiado da quilometragem a desaustinar a prestação deste quiçá Quarteto Fantástico, atentem ao quadro abaixo onde encontram o total de quilómetros acumulados desde que as vossas pedaladas capturaram a atenção do coscuvilheiro olhar velopático.

(Nota do autor: a trabalheira não remunerada.)

Atleta Distância Total (Km)
1º Professor Carochas 11160,9
2º Placas 9643,3
3º Pedro Canais 9036,7
4º Nuno Rosado 7834,1
5º Comandante Batráquio 6257,8
6º Fernando Coelho 5941,9
7º Hélder Lourenço 5551,2
8º Marco Gomes 4923,4
9º O Grande Batráquio 4689,6
10º Calhau Rolante 4626,6

O grande destaque surge logo nos 5º e 9º lugar, com a blasfema presença de Batráquios entre a elite velocipédica.

É só um Velopata que sente aquele je ne sais quois de desilusão?

Uma réstia de esperança preenche o Velopata; talvez Fernando Coelho volte a receber de sua respectiva comissária velocipédica uma Carta Branca, regressando a um frenesim como o que lhe foi ouvisto nos primeiros meses do ano (para além de muitas solitárias noites no sofá), e que se mantenha a consistência que Marco Gomes e Hélder Lourenço têm mostrado.

Para vosso deleite rebarbado (o Velopata até aposta que pela quantidade de fotos de moças que vai partilhar, esta será uma das suas mais lidas publicações), o pódio feminino respeitante à quilometragem deste ano de Deus Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018 tem revelado agradáveis surpresas.

Atleta Distância Total (Km)
1ª Aprendiz de Ressabiada 5350
2ª Madalena Fontinhas 4839
3ª Lioness Of Porches 4036,5
4ª Ally Martins 3560,7
5ª A Guerreia do Rio 2780,9

O avassalador domínio de Lioness Of Porches no transacto ano terá sido ressabiado por uma ávida de distribuição carocheira Aprendiz de Ressabiada, que tem sempre a desculpa de ser moça novinha e que só tardiamente essa vontade de tudo, todos e todas encarochar lhe passará, caso contrário podemos muito bem estar na iminência de assistir ao nascimento de mais um monstro para o futuro da velocipedia do mais bonito recanto strávico; uma espécie de Professor Carochas, só que em fêmea e gira.

Ao que o Velopata conseguiu apurar à hora de publicação desta edição, este frenesim ressabiante de Aprendiz de Ressabiada promete continuar a espalhar carochas bem grandes e obesas pela comunidade velocipédica incauta e não resistindo aos seus impulsos carocheiros, já carimbou sua inscrição no Algarve Granfondue a decorrer pelas estradas de Tavira em Setembro.

Portantos, espera-se uma Aprendiz de Ressabiada a bombar forte e feio no verão algarvio para em Setembro desabrochar as suas carochas no mais recente granfondue algarvio.

duatlojunho
Se pensam que Aprendiz de Ressabiada só distribui carochas na dura vida do pedal, enganarem-se.

Foi no pódio da última edição do DCCT, também conhecido em português como o Duatlo Cross da Cidade de Tavira, que o coscuvilheiro olho de falcão velopático detectou a importante foto, acima partilhada pelas respectivas. Não apenas porque fotos de gaijas em roupas apertadas lhe chamem a atenção, mas porque estas não são umas gaijas quaisquer.

Ao terceiro lugar no pódio de A Aprendiz de Ressabiada (para variar é só podios por onde marca presença…), seguem-se dois importantes nomes de registo para o futuro do nosso mui estimado clube. O primeiro é o da campeona que posa no primeiro lugar do pódio, a RG, comunemente conhecida como Recém Genetriz, ou simplesmente Genetriz, para os mais próximos de sua roda.

Tendo recentemente dado à luz/parido/mijado ossos (riscar o que não interessa de acordo com o vosso estatuto social; rico, remediado ou pobre, respectivamente), Recém Genetriz em antes era conhecida pelas suas capacidades de ressabio, logo podemos estar na iminente guerra velocipédica armada e por favor digam às moças para trocar as licras apertadas por biquinis e alguém traga uma piscina insuflável e baldes de lama.

O segundo lugar do pódio pertence a Piquena Ullrich, A Destruidora de Correntes. Não tendo ainda aderido a estas modernices do Strava, o Velopata deixa aqui um sentido apelo a qualquer bicho humano que leia estas linhas e tenha por aí um Garmin a mais (esta é outra Lei Fundamental do Ciclista; tudo tem de existir em mais que uma unidade. Duvidais do Velopata? Contem lá o número de rodas que têm…), podendo assim efectuar o trespasse da referida bugiganga à moça.

Esta seria, sem sombra de dúvidas, uma potente aquisição feminina para o nosso mui venerável clube; o Velopata já partilhou umas pedaladas com Piquena Ullrich, A Destruidora de Correntes e já viu que a combinação de aminoácidos R.E.S.S.A.B.I.A.R. também se encontra presente no seu DNA.

Madalena Fontinhas manteve a sua coaxada aerodinâmica até ao sexto mês do ano, mas teima em não conseguir o assalto batráquio ao posto mais alto e ainda bem.

Era só o que faltava também ter batráquias a coaxar sonoramente nos primeiros lugares da classificação feminina.

(Nota do autor: novamente aquele je ne sais quois a desilusão.)

É importante destacar que Ally Martins, quarta presença no pódio, só recentemente descobriu os privilégios de pertencer ao mais prazeroso clube strávico, mas a manter esta sua toada ressabiante de carimbar todos os Raids, Maratonas, Dum-Duns, XCOs e XPTOs, certamente se está na presença de uma feminina força a ter em conta para um lugar cimeiro entre as nossas melhores das melhores. A crème de la crème. As giras mesmo giras.

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Ally Martins a espalhar bonitas carochas pela Maratona de Santa Clara-a-Nova.

Com o privilégio de poder pedalar em uma das mais bonitas estradas do Hellgarve e arredores, a Estrada Nacional 122, dificilmente veremos A Guerreira do Rio abandonar a sua presença do Top 5 desta mui cobiçada jersey pois à espreita estão a nossa Pro Ressabiada para além de A Senhora das Águas.

Em antes de seguirmos para a cobiçada jersey do Carapau de Corrida, o Velopata deve ressalvar que nunca será de bom tom menosprezar a mais pequena máquina carocheira do nosso mui adorado clube, Verónica Fernandes, de quem se espera um rápido recuperar da lesão sofrida no pulso e um ainda mais rápido retorno à distribuição de carochas e ao mais alto nível de ressabiamento a que nos habituou.

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Verónica Fernandes partilha esta foto nas redes sociais, notando que pratica o running e o walking para tentar salvar a forma física. O Velopata vê-se assim forçado a deixar aqui o aviso; cuidado com esses runnings walkings que isso ainda pega o vírus do batraquiame e depois é um ver se te avias.

Jersey Carapau de Corrida

1º Paulo Rodrigues – 32,4 Km/h

2º Comandante Batráquio – 32,3 Km/h

3º Mini Pro Ressabiado – 31,1 Km/h

Eis um regresso de peso, força e muita carocha acelerada; Paulo Rodrigues regressa do reino dos lentos e empacha-treinos para levar o caneco de carbono de alto módulo para casa, desde a sua última aparição em que registou o segundo lugar da tens-a-mania-que-isto-é-o-Tour categoria do nosso mui idolatrado clube, em Fevereiro deste ano.

Cuidadosamente analisando, que é como quem escreve cuidadosamente coscuvilhando o perfil strávico, o Velopata tentou perceber que tipo de rijo homem de perna depilada seria Paulo Rodrigues, capaz de fazer Comandante Batráquio engolir carochas velozes & furiosas por uma mínima margem de zero vírgula um quilómetros por hora.

A muito ponderada conclusão só poderia ser uma.

Os treinos cheios de adrenalina de Paulo Rodrigues.

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Foto real de Paulo Rodrigues em participação no Tour de Oz (estará relaccionado com o Feiticeiro?). Este é daqueles moços que consegue empregar a táctica e técnica da difícil arte de descida froomsteriana, pedalando todo encarcovado sobre sua nobre montada. O Velopata já nem vai escrever sobre como essa é uma posição feia de se ver, o problema de Paulo Rodrigues é outro. De acordo com o Último Compêndio de Medicina Psiquiátrica, denomina-se Zuífete.

Terem de admitir.

Os rolos vierem para ficar.

Muito à semelhança dos travões de disco nas bicicletas de estrada, o que apenas leva à respiração ofegante de muitos membros corporais de bichos humanos.

O Velopata já explicou aqui o que pensa dos rolos de treino e suas aplicações técnico-táctico-velocipédicas.

O único e grande receio é que todas estas modernices dos zuífetes, aliadas à crescente sensação de insegurança que se vive pelo alcatrão, leve a que muitos optem por pedalar fechados no interior dos seus lares em salas de tortura auto-infligida, no que só pode ser interpretado como uma espécie de Playerstation velocipédica.

Até porque nunca será de esquecer que não foi para isso que, de acordo com a Teoria do Astronauta Ancestral, os Deuses desceram dos topos do Alpe D´Huez e Mount Ventoux, trazendo e oferecendo à humanidade esse maravilhoso meio de transporte e símbolo libertário que é a Bicicleta.

No entanto, repare-se como nos dois primeiros lugares do acelerado pódio deste mês, Paulo Rodrigues e Comandante Batráquio, ambos os dois se revelam apreciadores de uma prazerosa sessão de auto-flagelação tibial logo, a carocha forçada sobre o terceiro lugar do pódio, o regressado a estas aceleradas lides Mini Pro Ressabiado, tem mais que se lhe diga.

Afinal de contas, o efeito da climatologia e em que época do ciclo menstrual de São Pedro nos encontramos, é de importância fulcral para a prática de velocipedia.

À hora de publicação deste texto, o Velopata permanece sem saber se Mini Pro Ressabiado é ou não dono de uma máquina de tortura. Se o é, tal não parece ao avaliar o seu perfil strávico. Resta assim uma só maneira de tirar tais averiguações a limpo; promover uma ressabiante pedalada entre os três.

O certo é que nesta veloz & furiosa contenda, o Velopata notou o que parece ser mais uma lei do seu clube; para além da presença de moços de Biseu seja lá que pódio se analise, há sempre espaço para um CDASJ.

Clube Desportivo Areias São João.

Só a mitologia que este nome transporta consigo, é suficiente para fazer as pernas de qualquer cicloturista tremer.

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Cruzes canhoto! Tanto ressabio junto em tão curto espaço de alcatrão! (Da esq. para a dir.: Pro Ressabiado, Mini Pro Ressabiado, Moço do Treco, um moço que por não pertencer à Divisão Velopata é irrelevante, e Aero Boy.

Seguindo os seus complicados cálculos físico-químico-quântico-aritméticos, o Velopata conseguiu chegar ao que parece ser o somatório ponderado da AMOVA (Análise de Variância Molecular), do logaritmo com base no Macrociclo da Cadência Lactacto-Muscular dos vários carapaus de corrida deste nosso mui estimado clube, até ao final deste mês de Junho do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018.

Portantos, é mais ou menos uma média por entre as melhores médias.

Sempre de forma não remunerada, ele partilha estas contas;

Atleta Média (Km/h)
1º Comandante Batráquio 34,6
2º Fernando Coelho 34,5
3º Pro Ressabiado 31,7

Fernando Coelho em queda, Comandante Batráquio em alta (lá está novamente aquele je ne sais quois a desilusão, ainda por cima, molhada), e um Pro Ressabiado a aquecer motores. Ou não, como veremos umas linhas abaixo.

Nas fêmeas, verifica-se uma tendência semelhante com o forte coaxar de Madalena Fontinhas como líder das ressabiadas de velocidade furiosa nestes primeiros seis meses do ano.

Verdade seja escrita, o batraquiame é essencialmente composto por moços e moças com capacidades roladoras acima do ciclista comum e se o mui querido leitor duvida, é favor consultar a classificação da Jersey Cabra da Montanha, podendo corroborar que a presença anfíbia é nula. É óbvio que o típico ambiente montanhoso do território nacional, apresentando sempre baixas percentagens de humidade atmosférica, potencia reacções alérgicas no batraquiame ao nível das brânquias e mucosas da pele. Portantos, não admira que Madalena Fontinhas prefira o conforto do plano.

madalenafontinhasjunho
Madalena Fontinhas em modo full aero chrono carbon lança carochas sobre dois incautos machos que apenas pela posição corporal no topo de suas nobres montadas, indica que coaxar já não os levará a lado nenhum.
Atleta Média (Km/h)
1ª Madalena Fontinhas 29,7
2ª Lioness of Porches 25,9
3ª A Senhora Pneus Vazios 26,1

Madalena Fontinhas é a incontestada Rainha da Velocidade Furiosa nestes primeiros seis meses do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018 e decerto os mui assertivos leitores detectaram o que parece ser um crasso erro velopático, colocando Lioness of Porches em segundo lugar para detrimento dA Senhora Pneus Vazios, mesmo tendo Lioness Of Porches registado uma média inferior em zero vírgula dois quilómetros por hora.

O motivo é simples.

A Senhora Pneus Vazios trocou de bicicleta.

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O depois. A nova Orbea dA Senhora Pneus Vazios. Só auto-mutilação e tortura ao comando de afunilados tubos produzidos em carbono daquele que é mesmo só carbono, 100% carbono, totalmente em carbono, full aero carbono. Até se fica sem perceber se aquilo é uma bicicleta ou uma cunha para prender portões de grandes dimensões.
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O em antes onde A Senhora Pneus Vazios munia-se de uma das poucas obras de arte oriundas do continente amaricano, quiçá apenas equiparável à Sofia Vergara, uma Cannondale SuperSix Evo.

Em dúvida, reparem atentamente na fulcral diferença entre as duas fotos; na primeira a cabeça dA Senhora Pneus Vazios já vai dobrada, derreada pela pura dor do carbono de alto módulo cuneiforme montado lá no zuífete ou o que é. Na segunda foto, mesmo sofrendo parede seguida de parede no doloroso alcatrão que leva ao topo do ponto mais em alto de Portugal, a Torre… É um sorriso que lhe ilumina a face.

E trocar uma Cannondale SuperSix Evo por uma Orbeaerocoisa é como passar de cavalo para burrico.

E a benevolência tem limites, mesmo para um Velopata.

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Meus senhores, Sofia Vergara. Se é que algum macho a ler estas linhas esteve em coma nos últimos anos (foto inserida com o mero objectivo de likes gratuitos).

Jersey Cabra da Montanha

1º Professor Carochas – 39143 m

2º Nuno Rosado – 25048 m

3º João Manuel Pinto – 23400 m

Se o nome de Professor Carochas no topo do pódio dos que mais apreciam uma boa dose de miséria deliberadamente infligida montanha acima não é surpresa para ninguém, o que escrever sobre as grandes reviravoltas que esta classificação nos apresenta nos restantes lugares?

Nuno Rosado respondeu ao chamamento ressabiante velopático e munido da sua Qüer (marca de velocípedes que deve vender muito pouco em terras onde o anglo-saxocamónico seja fluente), deixou a família para trás para se dedicar ao ressabio, mostrando a todos que o seu nível de velopatia também é agudo para se inserir pela primeira vez nos pódios desta contenda.

E isso é mau.

Existem duas saídas possíveis nesse tortuoso caminho, amigo Nuno Rosado.

O divórcio.

E o divórcio.

De uma ou outra paixão.

Com elas nunca fica espaço para o meio termo.

E o ressabio tem de ser pleno, corpo e alma concentrados em ressabiar.

“Eh lá, ó Velopata, ´tás um poeta armado ao Gustavo Santos pá!” – notará o mui sensível leitor.

Semelhante sim, mas em mais homem pois a única coisa que a Cadela Descontrolada ensinou ao Velopata foi o facto de ser completamente contra-producente decorar o chão do lar com alcatifas e que nódoas de vomitado nas mesmas não são do mais fácil de esfregar.

Também João Manuel Pinto, um ferrenho Zé das Bikes, surpreende com a sua entrada para o terceiro lugar do pódio, talvez justificada pela preparação para o próximo mês de Julho e do mega-evento que ele e restante companhia preparam sob o código mais ou menos secreto de Os Picos da Europa. Desta malta que acompanha em intrépidas aventuras Tiago Neves, a celebrada mente por trás do Blogue Ao Mundo Em Bicicleta (se ainda não clicarem aquiclicai que não se arrependerão), o Velopata não duvida do seu nível de velopatia e de suas capacidades para amandar carochas quando o alcatrão inclina positivamente.

Mais uma vez as dúvidas podem ser desfeitas na atmosfera do feed facebookiano, uma boa sessão de coscuvilheirice velopática;

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Uma noite com a amante. Foi a legenda inserida por João Manuel Pinto a esta foto publicamente partilhada pelo próprio.

Em antes que tenha ideias, o amigo Nuno Rosado deve atentar que João Manuel Pinto pode dar-se ao luxo destas alarvidades quilómetricas uma vez que, e aqui o Velopata abre um parêntesis para explicar que a sua coscuvilhice ainda não chegou ao nível de um repórter da CMTV, mas ele não tem a concreta certeza se João Manuel Pinto desposou ou não.

Mas a acontecer tal, veremos como evolui depois de domado e anilhado por uma fêmea.

Muitas folhas de cálculo excelianas depois e o Velopata pode partilhar com a sua fiel troupe de milhares de milhões de seguidores, o ponto de desnível positivo acumulado em que a Divisão Velopata se encontra, findo este mês de Junho de 2018 do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho.

Atleta metros de subida (m)
1º Professor Carochas 155093
2º Placas 113133
3º Luís Abrantes 108231
4º Calhau Rolante 84452
5º Duarte Costa 83988
6º AAA 74509
7º Marco Gomes 73737
8º João Manuel Pinto 66137
9º Hélder Lourenço 63336
10º Nuno Rosado 62876

Professor Carochas soma e segue lançado com uns largos metros de avanço, começando a parecer ao Velopata que a única hipótese que resta será a malta juntar-se toda para rabiscar um abaixo assinado, entregue em mãos a Professora Carochas e requisitando o seu envolvimento através de uma proibição de pedalada com efeitos imediatos e retroactivos sobre Professor Carochas, podendo mesmo ser forçada a deixá-lo passar muitas e solitárias noites no sofá.

É que quarenta e um mil e novecentos e sessenta quilómetros de vantagem de Professor Carochas para o segundo lugar de Placas, é pura e simplesmente muita subida a galgar.

Os restantes lugares do pódio não serão surpresa, estando um Velopata curioso para ver as prestações de Nuno Rosado (se optará pelo divórcio matrimonial ou o divórcio velocipédico), João Manuel Pinto (agora que uma fêmea também opina sobre sua vida velocipédica), e outros mafarricos como Duarte Costa, desconhecido para um Velopata, mas cuja capacidade de sofrimento também aparenta ser acima do vulgar ciclista comum ao partilhar esta foto durante o último mês de Junho.

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Quem sobrevive a uma Quebra Ossos em terras de nuestros hermanos, ao comando de uma Canyoncoiso ainda por cima azul, como Duarte Costa sobreviveu, só merece o encarecido destaque neste espaço velocibernético.

Importa frisar que o sexto lugar ocupado por AAA, o Agente da Autoridade Anónimo, a escassos nove mil e quatrocentos e setenta e nove metros de puro sofrimento para atingir o Top 5 é merecedor de destaque e porquê?

Porque também ele pareceu querer espetar uma valente ferroada carocheira no Velopata, calcorreando as 3 capitais de distrito alentejanas de uma só pedalada, no que só pode ser considerado uma espécie de plágio (que até está na moda, é verdade), da Odisseia Algarvia.

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Escrevendo sério e brincadeiras à parte, até porque este quer-se um espaço honesto, de referência e nada faccioso, porque razão querem estragar ao Velopata os seus cinco minutos de fama com a sua Crazy Ride cicloperegrina?

amilcarsantos - junho
AAA & Cia. no que pode muito bem ser o nascimento de algo bonito, a primeira edição da Odisseia Alentejana.

Só uma conclusão se pode retirar daqui – o Velopata tem de lá ir e completar uma Odisseia Alentejana, de preferência na companhia de AAA e restante troupe.

Na classificação feminina até ao presente mês de Junho deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018, a grande surpresa no que à maior quantidade de metros acumulados em subida respeita, é mesmo a abissal queda a pique de Lioness of Porches.

Atleta metros de subida (m)
1ª Aprendiz de Ressabiada 80622
2ª Ally Martins 46778
3ª Verónica Fernandes 43604
4ª Lioness Of Porches 41092
5ª Madalena Fontinhas 19359

Esta situação poderia facilmente escalar e transformar-se numa publicação autónoma per se, no entanto, o Velopata tentará ser resumido na sua abordagem ao tema Lioness of Porches.

Conta a lenda que Lioness of Porches e um certo Burrico que habitava na Fóia caíram em boas graças mútuas. Sabendo que uma paixão asinina teria poucas pernas para pedalar (é certo que técnicamente seriam um total de seis pernas, uma perna a mais que se de uma regular paixoneta macho-fêmea se tratasse, mas fica a metáfora velocipédica para registo), parece que Lioness of Porches trocou a afável companhia do Burrico por sessões de ressabio ao mais alto nível velocipédico.

E o que fez o Burrico?

A única coisa que um asno poderia fazer.

Amaldiçou Lioness of Porches que, desconhecendo as negras artes mágicas das quais o Burrico era capaz, se lançou num frenesim velocipédico; prova atrás de prova, pódio atrás de pódio, carocha atrás de carocha, Lioness of Porches seguia em direção à glória e nirvana velocipédicos quando o pior ocorreu.

Uma queda atirou Lioness of Porches para o estaleiro.

Desaustinada, Lioness of Porches procurou o Burrico para conforto, mas este mais não estava lá.

E almariada, Lioness of Porches deixou-nos e emigrou para a Tailândia.

Se a coisa está relaccionada ou não, o Velopata não sabe, mas dizem as más línguas que um treinador e uns quantos miúdos de uma escola de futebol-mirim tailandesa também se enamoraram de Lioness of Porches, durante os intervalos que tinham da labuta na fábrica de ténies de uma reconhecida marca de indumentária desportiva, e vejam lá como a história acabou.

lioness - junho1
Lioness of Porches sorri com três sobreviventes do milagre da gruta do Tai Chi ou Mi Fan ou lá o que é na Tailândia. Certamente o mui atento leitor reparou que à direita de Lioness of Porches está uma outra fêmea e as notícias que constantemente nos chegavam não referiam nenhuma fêmea enclausurada na gruta. Pois a notícia é aqui avançada pelo Velopata; ela era um dos miúdos da gruta que enriqueceu vendendo os direitos cinematográficos da história do milagre. Aproveitou as massas e finalmente conseguiu fazer a operação de mudança de género. E etnia.

Moral da história?

O ressabio faz mal à saúde.

Que o diga Verónica Fernandes, que mesmo na sua forçada ausência strávica dos últimos meses, ocupa um brilhante terceiro lugar, ficando a sensação que se o azar dos azares não lhe batesse à porta, teríamos carochas em monte distribuídas por entre o mulherio.

E o Velopata sem uma piscina insuflável e baldes de lama.

Jersey Alucinado Diário

1º David Matos – 92 voltas

2º O Velopata – 59 voltas

3º Paulo Almeida – 38 voltas

Se neste mui venerado clube strávico que é a Divisão Velopata existe uma categoria representativa dos verdadeiros heróis do alcatrão, será sem sobra de dúvidas a dedicada aos que fazem da Bicicleta um verdadeiro, sustentável e rentável meio de transporte, não só útil para nos transportar para as terras do Far Far Away nos fins de semana, como também para a diária guerrilha armada contra o tirânico jugo opressor do enlatado.

David Matos, Velopata e Paulo Almeida dispensam apresentações.

Engraçado como também nesta jersey, o ressabio pelos dois restantes lugares do pódio (há que admitir as evidências, David Matos tem o caneco quase assegurado), parece ser discutido por um outro Quarteto Fantástico, juntando aos nomes de Velopata e Paulo Almeida, os do nosso campeão de terras de Sua Majestade Brexitiana, Carlos Aboim, para além de O Gajo Que Já Foi Professor Do Velopata.

Este último não aparece no quadro abaixo, representando um simples somatório do número total de voltas cumpridas pelos mafarricos, mas o Velopata sabe que o ciclo menstrual de São Pedro entra agora numa fase bem mais agradável para os habitantes das latitudes árcticas, tratando O Gajo Que Já Foi Professor Do Velopata de espalhar carochas portugas por terras canadianas.

Já de Carlos Aboim, o Velopata não sabe o que esperar. As suas coscuvilhices nada revelaram mas verdade seja escrita, o nosso campeão brexitiano parece estar longe da consistência que o pontuou no transacto ano. Talvez seja apenas a influência dos seus companheiros bifes cámones, afinal de contas escreve-se sobre gente indecisa que quer pertencer à União Europeia, depois já não quer, enfim… Pior mesmo só o facto de despejarem leite no chá.

Onde é que já se viu? Leite no chá…

Um medronhozinho, uma aguardentezinha, um hidromel ainda se entendia… Mas leite?

Atleta Total de Voltas
1º David Matos 516
2º Paulo Almeida 209
3º O Velopata 184
4º Carlos Aboim 173
5º Pedro Canais 155

Será importante destacar também a presença de Pedro Canais como um possível candidato a um cimeiro lugar no pódio, o que adquire especial relevo se atentarmos que este é um adepto do ressabio enlicrado e não um commuter que pratica o commutecoisoportantos a conclusão pode ser apenas uma – Pedro Canais é só mais uma vítima da  crise global económica, encontrando-se desempregado. De que outro modo alguém tem tempo para tanta pedalada diária?

Na idêntica classificação feminina, a mais grande miséria velopática é o facto de não existir no nosso mui adorado clube, nenhuma moça que recorra à Bicicleta como meio de transporte, facto facilmente comprovável quando se comparam os totais moças vs moços.

Atleta Total de Voltas
1ª Aprendiz de Ressabiada 120
2ª Madalena Fontinhas 99
3ª Lioness of Porches 87
4ª Verónica Fernandes 85
5ª A Guerreira do Rio 82

Decerto nenhum macho discordará do Velopata quando ele afirma que é de uma salutar importância para este duro circo da vida do pedal, que existam fêmeas que optem pela licra apertada com publicidade a marcas de enchidos. É saudável, bonito à vista e motivador.

Mas analisando o verdadeiro busílis da questão, o que este nosso terceiro calhau a contar do Sol necessita urgentemente é de mais fêmeas a praticar o commute, como esta estudante de Erasmus que o Velopata conheceu recentemente;

estudantedeerasmus - junho
O mundo seria um local bem melhor se mais fêmeas optassem pelo commute de bicicleta, à semelhança desta Estudante de Erasmus que o Velopata não chegou a perceber qual a sua naturalidade, apenas que era uma moça cheia de saúde para dar e vender.

Jersey Melhor Batráquio

1º Comandante Batráquio – 1023 Km

2ª Madalena Fontinhas – 818,5 Km

3º O Grande Batráquio – 642,1 Km

Novamente os suspeitos do costume se distribuem pelo pódio dos que mais alto coaxam nos pantanosos meandros do nosso mui estimado clube.  Pontualmente um ou outro batráquio se intrometem nestas contas, no entanto, começa a parecer ao Velopata que esta é uma jersey discutida a dois.

O Grande Batráquio vs Comandante Batráquio.

Para já, talvez fruto da violenta queda dO Grande Batráquio nos primórdios deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018, Comandante Batráquio tem a vantagem de estar cravado com unhas, dentes e barbatanas no nenúfar mas esperemos pela reacção dO Grande Batráquio a este claro afrontamento à sua liderança.

Atleta Distância Total (Km)
Comandante Batráquio 6549,7
O Grande Batráquio 6023
Madalena Fontinhas 4839
João Pedro Oliveira 3186,2
O Senhor das Águas 2496,5

Jersey Melhor Macho Ressabiado

1º Professor Carochas

2º Paulo Rodrigues

3º Nuno Rosado

Um pódio que não surpreenderá ninguém neste mês de Junho do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018. Professor Carochas lidera, Paulo Rodrigues merece um honroso segundo lugar dada a distribuição carocheira aplicada a Comandante Batráquio para além de, segundo coscuvilhice velopática, ter descartado aqueles manguitos foleiros que lembram braços tatuados. Nuno Rosado mostra que tem ainda muita carocha para aplicar, lançando o seu carbono ao ataque na classificação da Cabra da Montanha.

Mas chegados a meio do ano, como poderia o Velopata determinar qual o mais macho dos machos ressabiados, digno merecedor desse prémio e título?

Após inúmeras vídeo-conferências com especialistas da NASA, o Velopata conseguiu desenvolver um método simples e eficaz que se processa do seguinte modo;

  • atribuír 2 pontos a cada 1º lugar do pódio;
  • atribuír 1 ponto a cada 2º lugar do pódio;
  • atribuír 0,5 pontos a cada 3º lugar do pódio.

Produziu-se assim a elaborada tabela abaixo, devendo o mui dotado leitor compreender que por óbvias razões deontológicas, os pódios respeitantes aos batráquios, jerseys Lanterna Vermelha e Crazy Ride, não forem incluídos.

Atleta Pontos obtidos
Professor Carochas 29
David Matos 13
Fernando Coelho 10
Nuno Rosado 9,5
Comandante Batráquio 7

Ou seja, zero surpresas.

Jersey Melhor Fêmea Ressabiada

1ª Aprendiz de Ressabiada

2ª Madalena Fontinhas

3ª Pro Ressabiada

O Velopata tem uma mui querida questão para colocar ao leitor.

Este foi ou não um mês em que todos tentaram achincalhar um Velopata?

Já não bastava Professor Carochas, e até mesmo AAA… Também Aprendiz de Ressabiada se lançou numa demanda de vários dias a distribuir carochas como quem distribui mesmo, calcorreando 406 quilómetros ao longo de três dias em peregrinação até Fátima.

Que é uma falsa cidade santa.

Todos sabem que a verdadeira cidade santa, berço da humanidade velocipédica, é Torres Vedras.

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O Velopata expressa desde já os parabéns e o desejo que 2018 continue a ser um excelente ano velocipédico para a Aprendiz de Ressabiada, excepto se continuar a partilhar fotos deste calibre. Isso não se faz a uma Bicicleta. As Bicicletas devem sempre manter os pneus em contacto com o alcatrão, fazer-lhes diabruras deste tipo só serve para lhes aumentar o stress. Isto é tipo Lei Fundamental da Vida Velocipédica.

Fazer uma viagem de vários dias em bicicleta é per se um sonho que, ressabios à parte, todos nós que vivemos este circo da dura vida do pedal partilhamos.

Com maior ou menor autonomia, muitos lá vão dando as suas primeiras pedaladas em aventura, cruzando novos alcatrões ou desbravando novo mato.

E isto lembrou um Velopata dos saudosos tempos idos em que ele descobriu padecer desta condição de paixão pelas longas distâncias – quando também ele foi em peregrinação até Fátima, acompanhado da troupe Evo Team.

(Nota do autor: nesses tempos, o Velopata ainda era apenas um estudante da doutrina velopatóide, logo a confusão entre cidades santas era minimamente aceitável e desculpável.)

O fulcral problema do sucesso e companheirismo destas voltas reside no que se escondia por entre as fileiras dos comparsas Evos desse dia, à semelhança do dueto que acompanhou Aprendiz de Ressabiada; Marto Coelho e um outro moço que não pertence ao nosso mui querido clube sendo o seu nome irrelevante.

A presença de um ressabiado.

No caso velopático… O nosso mui querido Pro Ressabiado.

Ainda nem a horda velocipédica desses dois memoriais dias se tinha congregado completa no quilómetro zero dessa jornada e já se ouvia a voz de Pro Ressabiado;

“Epá, o grupo do X e do Y fizeram isso com média de vinte e nova quilómetros por hora. Nós conseguimos fazer melhor, não?”

E o Velopata já sabia que tipo de passeio a Fátima aquele seria.

Foi tão calmo e sossegado que até deu para um Velopata sacar dois KOMs, saberá Deus Nosso Senhor Joaquim Agostinho como.

Como tal, o mui querido leitor pode imaginar as agruras que os moços da fotografia abaixo, Marto Coelho e o outro coiso, poderão ter sofrido às pernas da Aprendiz de Ressabiada ao longo de três fastidiosos dias?

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Ainda há salvação para… Fátima. Com tanto espaço livre podem muito bem construir um velódromo no centro da praça, depois é só trocar as estátuas dos anjinhos e santinhos por… Vá… Digamos… Umas estátuas de gajas daquelas boas mesmo boas, em trajes menores e montadas em posições de teor erótico-badalhoco sobre bicicletas. Para dar aquela inspiração.

Madalena Fontinhas completa o pódio na segunda posição do mês mas a verdadeira surpresa surge pela perna da Pro Ressabiada que pela primeira vez neste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018, marca presença no pódio mais agradável à vista deste mui brilhante recanto strávico.

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A Pro Ressabiada a coaxar com sua Cérvelo, marca que acarreta alguns problemas para o Velopata dado o aspecto exagerado e anormalmente aero dos tubos, além de ser o nome do cão de três cabeças que na mitologia grega guardava a passagem para o mundo dos mortos. E cenas gregas não são de fiar.

Pro Ressabiada, conhecida essencialmente por pertencer à elite batráquia dos estrangeiros lá de fora que escolheram este pequeno canto à beira mar mal plantado para chamar lar, denota uma tendência diferente dos restantes batráquios ao aumentar a sua pedalada quando se aproxima o Verão.

Tal dever-se-à certamente ao fenómeno do Brexit e a mania que os bifes e cámones têm de ser do contra.

Com base em logaritmos, raízes quadradas e potências de infinitesimais números, o Velopata seguiu a mesma lógica de atribuição de pontos aplicada aos machos, para descobrir qual seria A fêmea por entre as fêmeas.

Atleta Pontos obtidos
Aprendiz de Ressabiada 10
Verónica Fernandes 4
Lioness Of Porches 2,5

Portantos, zero surpresas idem aspas.

Jersey Lanterna Vermelha

Pro Ressabiado

A grande surpresa do mês de Junho deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018; Pro Ressabiado é o Flamme Rouge de Junho.

A que se deve tamanha queda classificativa?

Terá o Velopata finalmente caído na armadilha que Pro Ressabiado e seus amigos mitras habitantes na Quarteira, têm preparada para ele? Terá o Velopata finalmente levado a célebre carga de bordoada que tanto tem instigado?

A resposta, mui queridos leitores, é simples.

Não se trata de nenhuma retaliação velopática ao pobre Pro Ressabiado que, à semelhança de outros tantos membros do nosso mui venerável clube, descobriu que o alcatrão português não é tão molinho como o holandês.

Com Pro Ressabiado também seguiu para o estaleiro velocipédico, um outro camarada do pedal, seu nome Chora-Meninas.

chorameninas - junho
Chora-Meninas em acção com a sua tuénináiner durante o DCCT (Duatlo Cross da Cidade de Tavira, para os mais esquecidos). Quanto à  jersey sem mangas o Velopata prefere abster-se de comentários, caso contrário lá vem a malta criticar que ele parece um Polícia da Moda Velocipédica, só que em macho. Depilado, mas macho.

“Ó Velopata, mas se esses dois moços contabilizaram muito pouca quilometragem, porque razão vence o caneco o Pro Ressabiado?” – questionarão os mui atentos leitores.

Porque sim.

Porque o Pro Ressabiado vive na Quarteira.

E o Velopata gosta de arriscar.

Jersey Crazy Ride

O Velopata – Cicloperegrinação – 528,4 Km

Mesmo não tendo atingido o seu objectivo de completar setecentos quilómetros à alarve, o Velopata acredita solenemente que a Crazy Ride deste mês é justamente entregue a ele próprio.

Ele poderia alongar-se sobre os ondes, comos e porquês da Cicloperegrinação mas como decerto o mui atento leitor saberá, esta foi uma saga dividida em duas partes, podendo já matar a vossa sede de conhecimento de mais uma aventura velopática lendo a primeira parte aqui.

prontos, termina-se assim mais um mês de muito ressabio por essas estradas de Portugal fora.

E agora com licença que o Velopata deseja ver a penúltima etapa do Tour, na tentativa de perceber qual a maleita que afligirá este novo líder da equipa dos asmáticos britânicos.

Já sabem que sugestões, reclamações ou apenas para escrever ao Velopata dizendo o quanto estão gratos pela existência deste mui espectacular clube e recanto velocibernético, podem enviar e-mail para:

emdúvidaresolvamissonoasfalto@velopatamail.com

 

Abraços velocipédicos,

Velopata

3 comentários sobre “Divisão Velopata – Pedale por onde pedalar, a carocha há-de vir no São João

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