Divisão Velopata – Em Março cada dia chove um pedaço

Tum!

Tum!

Tum!

“O que é isto?” – balbuciou uma atordoada Srª Velopata, agora acordada no sofá do casal velopático por tão estranho som proveniente das profundezas do lar.

Tum!

Tum!

Tum!

A inquieta Srª Velopata alevantou-se do sofá e procurou a fonte de tamanho ruído.

Encontrou o Velopata prostado sobre as nobres montadas que repousavam nos seus altares, produzindo ele mesmo aquele som através do choque da caixa cranial velopática com o estuque que forra os tijolos das paredes do lar. Para a Srª Velopata já não havia dúvidas e era oficial; o Velopata estava em profunda depressão para andar por ali, perdido de orientação e sentido da vida, batendo com a cabeça pelas paredes.

Carinhosamente ela pegou na mão do impossibilitado de pedalar Velopata e guiou-o com todo o seu amor para o sofá. Mudou o canal de televisão para a Eurosport, deixando a directa transmissão de uma clássica do pavê. Pousou sua mão sobre a mão do Velopata, tentando confortá-lo;

“Estás assim porque é o terceiro fim de semana de seguida que não podes saír para pedalar? Vais ver que logo isto passa…”

“E se não passar? E se isto forem as alterações climáticas finalmente a baterem à nossa porta?” – balbuciou o Velopata entre lágrimas e soluços.

“Passa sim, não tarda nada e já voltas a desaparecer de casa durante horas a fio.”

“Mas e se o Algarve se tornar uma região climatéricamente desfavorável ao ciclismo? Se este amuo de São Pedro durar tanto quanto uma Idade do Gelo dura lá na Guerra dos Tronos?”

“Não sejas tolinho.”

“E se agora for sempre isto… Bom tempo à semana e ventos atrozes e chuva em monte ao fim de semana?”

“Porque não tiras o pensamento disso e vês a corrida que está a dar na televisão? Olha, é uma daquelas que gostas do pavê, não é aquela que gostas muito do Párirouté que está a dar?”

“Hã?”

“Aquela do chão em pavê.”

“Qual?”

“O Párirouté.”

“Paris-Roubaix.”

“Isso.”

“Acho que não. Esta é a Gent-Wevelguevenszmeen.”

“Vês?”

“O quê?”

“Como já estás distraído e não pensas mais que não podes ir para a estrada! Fazemos assim, eu vou fazer um chá para mim e trago-te uma cervejinha fresquinha, relaxas, vês a corrida e mais logo fazemos o amor para te sentires melhor.”

Como é óbvio, o mui assertivo leitor já percebeu que a história acima não está muito bem contada, particularmente quando se atenta a esta última afirmação da Srª Velopata que não podia estar mais afastada da realidade;

“Nem penses que vou ter de gramar com a porcaria das bicicletas na televisão! Até que enfim que ficas um fim de semana em casa! E para quê? Para ver porcarias das bicicletas na televisão? Nem morta!”

 

Foi um Março como há muito não existe memória velopática e o cenário acima exposto repetiu-se durante 3 infindáveis fins de semana; chuva e vento em monte.

Atendendo ao ancestral provérbio chinês o lixo de um homem é a specialicoiso de outro, este pode perfeitamente ser aplicado como metáfora das condições climatéricas enfrentadas pelos bravos 167 membros da nossa mui amada Divisão Velopata; se os dilúvios e os uivantes ventos significavam abstinência velocipédica para uns, para outros o nirvana velocipédico encontrava-se prestes a iniciar; Março presenteia a elite amadora de fim de semana com 3 eventos de peso; o ABêCê (Algarve Bike Challenge em cámone e Desafio Velocipédico Algarvio em português), uma segunda etapa do Cêpêtê (Ciclismo Para Todos), terminando com a 1ª etapa da Taça de Portugal.

1ª etapa da Taça de Portugal Feminina.

Feminina, é a palavra a reter.

Mulheres, meninas e moças vestidas em apertadas licras a ressabiar.

Aquele era um evento obrigatório à presença de Velopata e Velopatazinho, porque ambos os dois não são parvos.

“Deves ser é parvo. Agora ia-me enfiar a mim e ao meu filho à chuva e vento só para ver umas moças a fazer corridas com as porcarias das bicicletas…” – assunto prontamente resolvido, sentença dada e processo arquivado pela Srª Velopata sem que o velopático advogado tivesse direito a regatear.

Portantos restou ao Velopata praticar o que pode na sua máquina de auto-tortura e flagelação do rolo de treino enquanto observava stravicamente muitos dos bravos membros do nosso querido clube arriscar pele, osso e carbono, devorando quilómetros por esse alcatrão durante este nocivo mês que foi Março.

A vós os velopáticos parabéns!

Jersey Papa-Quilómetros

1º Professor Carochas – 2050,2 Km

2º Pedro Canais – 1913,3 Km

3º Placas – 1894,1 Km

Começamos bem, um pódio idêntico ao mês anterior de Fevereiro.

O único destaque neste já habitual pódio dos que embutem quilometragem em monte nas pernas; composto essencialmente por desempregados, reformados, solteiros ou aqueles que desejam ardentemente o divórcio, é novamente Pedro Canais que surpreende o Velopata partilhando fotos da sua nova máquina de distribuição carocheira;

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Pedro Canais posa para a posteridade velocipédica, acompanhado por duas lindíssimas máquinas e aquela sua coisa à direita na imagem. Uma S-Coisoworks Máqueláren.

Ao ver a foto acima partilhada por Pedro Canais, de imediato os canais lacrimais velopáticos abriram comportas. Como é possível que em pleno século XXI, um adulto saudável e em pleno domínio das suas faculdades, ouse sequer colocar um abominável cangalho velocipédico daquele nível ao lado de duas magníficas Bicicletas de Homem (BH), sem sentir umas pontadas de vergonha?

Não obstante o facto de que ser dono de uma Specialicoiso já é suficientemente mau per se, ser dono de uma S-Coisoworks produzida em parceria com uma famigerada marca de enlatados de corrida, como essa tal de Máqueláren o é, e a única questão que aqui se coloca é… Como consegue Pedro Canais dormir à noite?

Até porque se escreve sobre uma bicicleta que facilmente custará toda a actual coleção de bicicletas do Velopata, somando a coleção de bicicletas que o Velopata ainda vai adquirir, somando a futura coleção de bicicletas do Velopatazinho, somando a lata da Srª Velopata, somando as rendas de casa passadas, presentes e futuras do casal velopático e… Decerto o querido leitor entende, aquilo é bicicleta para custar uma fortuna.

Se algum dia o Velopata deixar de ser o miserável azarado ao jogo (mas sortudo no mais ou menos amor da Srª Velopata), e saíndo-lhe a sorte grande, adquirir um velocípede cujo valor se aproxime minimamente do valor pago por Pedro Canais por aquela abominável máquina de duas rodas, uma só coisa é certa – o Velopata vai tentar a todo o custo arranjar licença de porte de arma e muito provavelmente nunca mais terá uma noite de soninho recuperador do bom, dada a preocupação com os amigos do alheio, essa corja ladra de bicicletas e que merece um lugar no mais tortuoso dos infernos.

Ou será que Pedro Canais é mais um dos muitos Ali Bay que proliferam que nem cogumelos por entre a comunidade velocipédica?

Não passará aquela S-Coisoworks Máqueláren de mais uma candonguice asiática?

Nesse caso, o Velopata tem apenas uma recomendação a partilhar com os restantes membros da conímbricense troupe velocipédica – evitem aquela roda! Há uma razão muito forte para aquele quadro, componentes e rodas custarem menos que uma câmara de ar, nunca esquecendo que o que Pedro Canais poupou na compra daquela coisa, não justifica o futuro investimento em tratamentos hospitalares.

O Velopata vê-se assim forçado a parabenizar ainda mais Placas, não só pelo seu terceiro lugar e porque finalmente parece ter deixado de parte aquele péssimo hábito de registar várias voltas quando na realidade efectuou apenas uma, mas também porque parece ser o único Papa-Quilómetros com bom gosto velocipédico; munindo-se de uma bela Cannondale SuperSix Evo, por oposição à candonguice alemã Canyoncoiso de Professor Carochas e aquela abominável coisa de Pedro Canais.

Jersey Carapau de Corrida

1º Comandante Batráquio – média de 34,7 Km/h

2º Fernando Coelho – média de 34,2 Km/h

3º Humberto Vaz – média de 33 Km/h

Com a felicidade urinária ao rubro dado o knock-out alcatroado sofrido por O Grande Batráquio durante o último mês de Fevereiro, Comandante Batráquio não deixou o carbono por manetes alheias e lançou-se num anfíbio frenesim, descartando e encarochando todos os restantes adeptos do fervoroso ressabio velocipédico.

Apesar de uma descida para o segundo lugar do pódio, Fernando Gonçalves e a sua Gigante vermelha (que é laranja), têm razões mais que suficientes para sorrir no término deste mês de Março, não apenas por conseguir manter um lugar no respeitável pódio da velocidade furiosa sobre duas rodas sem motor, mas porque este mês traz consigo para o terceiro lugar do pódio um rijo conterrâneo de pedaladas, Humberto Vaz.

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Humberto Vaz e Fernando Gonçalves sorriem à porta do mui venerável estabelecimento Germano Biciarte Café.

Verdade seja escrita, ao Velopata já foi dado o prazer de pedalar em tão ilustre companhia, no entanto, escrever aqui a palavra prazer tem muito mais que se lhe diga.

Aquilo não foi prazer nenhum, foram quilómetros com os bofes de fora, tentando manter uma reputação duramente construída neste espaço velointernético, esforçando-se um Velopata para não ser descarregado até quando a inclinação da estrada era negativa. Nesse duro dia, o Velopata já adivinhava que mais cedo ou mais tarde, esta rija troupe de São Bartolomeu de Messines e arredores certamente picaria o ponto neste pódio.

Jersey Cabra da Montanha

1º Professor Carochas – 25339 metros

2º Calhau Rolante – 20913 metros

3º Placas – 20790 metros

Que Professor Carochas, oriundo da região montanhosa de Biseu, e Placas, que passa boa parte da sua vida na Fóia, dominem este pódio já não é novidade nenhuma para quem fielmente acompanha este nosso mui amado clube.

Mas a mais grande surpresa do mês é o regresso da máquina suíça aos pódios da Divisão Velopata, motivado por uma rápida e fugaz visita ao alcatrão algarvio. À semelhança de Comandante Batráquio, também Calhau Rolante se viu acometido de um frenesim velocipédico tal que calcorreou a nossa querida serra algarvia dia após dia após dia após dia, chegando mesmo a ameaçar o terceiro lugar do pódio de Placas no que à quilometragem embutida nos pistons velocipédicos respeita.

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Calhau Rolante sorri à porta do mui venerável estabelecimento que parece já ser ponto de paragem obrigatória a qualquer aventureiro das duas rodas a pedal sem motor que visite o Algarve. Escreve-se sobre o Germano Biciarte Café. Where else?, já dizia o George Clooney.

Ao longo de 1 ano e mais uns trocos de existência deste espaço velocibernético, ao Velopata já foi dado o prazer (e claro, a atroz tortura e sofrimento), de poder conhecer, privar e pedalar com muitos dos habitantes do nosso mui querido clube, no entanto, Calhau Rolante foi e será sempre alguém que conquistou um lugar especial no coração velopatóide.

Seja pelo facto de ser alguém que deixa a sua montada de eleição, uma bela Cannondale SuperSix Evo, no mais ou menos conforto do frio lar suíço para pedalar pelo reino dos algarves montado num Treco alugado e ainda assim conseguir manter a boa disposição e sorriso, seja pelo facto de, à semelhança do Velopata, ser viciado em chocolate com percentagens de cacau quase intragáveis à maioria dos palatos dos bichos humanos, a verdade é que Calhau Rolante é um dos poucos rijos adeptos das duas rodas sem motor que se pode gabar de ter no curriculum vitae uma Odisseia Algarvia completa.

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O reencontro entre Velopata e Calhau Rolante após a última marafada edição da Odisseia Algarvia do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2017. Se o mui querido leitor ainda não tinha ouvisto esta foto então é porque ainda não foi até ao Instagramcoiso do Velopata. E já devia ter ido e clicar em Seguir, para acessar a conteúdos exclusivos e espectaculares e coiso.

Só por isto, o Velopata sentia-se mais que na obrigação de acompanhar a rompante cavalgada de Calhau Rolante pelo alcatrão algarvio, o problema é que São Pedro em nada colaborou e o Velopata, sempre lembrado pela Srª Velopata do seu mais-que-tudo Velopatazinho e suas responsabilidades enquanto progenitor, acabou por ficar no (des)conforto do rolo de treino, observando o feed strávico enquanto Calhau Rolante desbravava alcatrão sob furiosas intempéries mas lá está, a isso já o moço está mais que habituado e se dúvidas o assertivo leitor tem, atente à foto abaixo partilhada por este achocolatado moço, tirada durante uma das suas habituais pedaladas pelas terras do queijo esburacado;

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E ainda nós nos queixamos dos Félix, Brunos e Gizeles.

Jersey Alucinado Diário

1º David Matos – 106 voltas

2º Paulo Almeida – 56 voltas

3º Carlos Aboim – 41 voltas

Se no transacto mês de Fevereiro algumas dúvidas existiam quanto à capacidade de liderança deste pódio por David Matos, as mesmas foram desfeitas como carbono de baixo módulo (muito provavelmente daquele utilizado na construção da S-Coisoworks Máqueláren de Pedro Canais), após um total de 106 voltas registadas durante um único mês e é caso para se poder afirmar que estamos na presença de alguém que sofre de velopatia no seu mais severo e agudo estado.

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Um dos raros momentos em que David Matos pode ser encontrado que não no alcatrão.

Paulo Almeida mantém o seu segundo lugar e claro, a resposta do nosso guerreiro em terras brexitianas não se fez esperar, garantindo Carlos Aboim um honroso terceiro lugar não muito distante das pedaladas diárias de Paulo Almeida.

Com isto tudo e óbviamente que o Velopata terminou lixado com um F bem maiúsculo pois os seus esforços para conseguir um só lugar que fosse num dos mais importantes pódios da horda velopática como o Alucinado Diário o é, terminaram metafóricamente saídas pelo buraco da rota câmara de ar. Porque já dizia o ancestral provérbio sumério, árabe ou chinês, um mal nunca vem só.

Jersey Melhor Batráquio

1º Comandante Batráquio – 1340,7 km

2º Madalena Fontinhas – 1136,1 Km

3º A Guerreira do Rio – 740,5 Km

Existem muitas espécies anfíbias que mediante certas condições do ambiente onde estão inseridas, optam por uma espécie de militância do Bloco de Esquerda, não se sabendo muito bem se são machos ou fêmeas ou até mesmo mostrando alternância entre sexos.

O mesmo ocorre nesta nossa classificação dedicada ao batraquiame, onde os machos não aparentam pedalar sob tempestades com receio de ficar molhados (se é que isto faz algum sentido sobre quem opta por nadar umas milhas e depois, encharcado até aos ossos, decide fazer a parte do ciclismo), restando às fêmeas a responsabilidade de elevar o coaxar a patamares mais elevados.

Com O Grande Batráquio fora da equação anfíbia, não surpreende que Comandante Batráquio tenha vindo mostrar todo o poder do seu coaxar, colocando o charco em ordem. Sempre seguido de perto pela habitual presença batráquia alfacinha de Madalena Fontinhas, a grande surpresa da classificação batráquia deste mês foi mesmo a primeira aparição de A Guerreira do Rio nos pódios velopáticos.

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A Guerreira do Rio coaxa durante uma anfíbia prova.

Detentora de um sorriso super simpático, para além de ser uma giraça (olha o Velopata a arriscar umas noites no sofá), a verdade é que A Guerreira do Rio tem estado sempre muito perto de picar o ponto nos pódios velopáticos ficando aquém por escassa quilometragem.

O Velopata abre agora espaço para um pequeno à parte sobre A Guerreira do Rio e restante batraquiame; corria a primeira participação velopática nesses bonitos-ao-olhar passeios das Cíclicas, quando foi dado a perceber ao Velopata que bastava uma simples inclinação negativa de 0,00005% para que A Guerreira do Rio perdesse contacto com o grupo. Esperando pela giraça (o que vale é que o sofá é confortável), o Velopata questionou-a sobre a razão por trás de tanta cautela e medo.

Afinal era apenas uma questão de técnica.

Nunca nenhum batráquio lhe havia explicado que durante uma rápida e técnica descida, as curvas da estrada devem ser abordadas com a perna contrária à da direção da curva bem esticada e fazendo uma força vertical para baixo, aumentando-se a estabilidade da montada para além do tempo médio de vida do ciclista em questão.

Com a iluminação velopática fornecida e foi um prazer ver como a partir de então, não mais A Guerreira do Rio ficou para trás no decurso da group ride, no entanto, o Velopata não pode deixar de ficar a matutar como quem matuta mesmo, em porque razão nenhum companheiro batráquio dedicou algum do seu tempo a explicar estas milenares e ancestrais técnicas velocipédicas. Será que entre o batraquiame, também há espaço para muito ressabio?

Ou será que efetivamente o batraquiame não domina estas metodologias? Afinal de contas escreve-se sobre malta que não pedala de bicicleta e faz sim a parte do ciclismo.

Perdoai-os Senhor Joaquim Agostinho, eles não sabem o que fazem.

Jersey Lanterna Vermelha

Barracosa, O Maior

(ou Barracosa, O Ciclista Eléctrico)

Já dizia Hamlet e agora escreve também o Velopata; durante muitos meses houve um je ne sais quois a podre na Divisão Velopata.

Ou um je ne sais quois a electrólito de bateria, para ser mais específico.

Os mais atentos seguidores deste velochalado espaço (termo utilizado por um dos nossos mui ilustres membros para definir este vosso amigo, companheiro e palhaço do duro circo que é a vida do pedal), já saberão bem o que pensa o Velopata de ebikescoiso, motores e afins.

O que poderia o Velopata dizer ou escrever quando horrorizado percebeu que entre as fileiras do nosso clube, um tal de Leonel Barracosa, oriundo de São Brás de Alportel, se munia de uma dessas aberrações do demónio que são as bicicletas eléctricas, para distribuir carochas e vencer KOM´s por esse alcatrão serrano?

A velopatóide decisão foi tomada num ápice; ou Leonel Barracosa enviava ao Velopata o atestado médico que justificava o recurso a tão ignóbil montada ou teríamos o primeiro cartão vermelho directo a ser mostrado a um membro do nosso clube.

Claro que também se colocava a hipótese de estarmos na presença de um cidadão sénior e para isso bastaria um comprovativo da data de nascimento do moço… Mas não. Nada. Nicles. Até à hora de publicação deste texto, o Velopata nunca recebeu um justificativo que fosse da parte de Leonel Barracosa e só por estes factos foi com enorme satisfação que o Velopata percebeu que o mafarrico em questão havia desaparecido das classificações semanais nos últimos dois meses – terá sido uma espécie de velocipédico castigo divino ou apenas a elevada pluviosidade a dar-lhe cabo da bateria?

Porque já diziam os antigos, há males que vêm por bem.

Jersey Melhor Macho Ressabiado

1º Professor Carochas

2º David Matos

3º Placas

Mais uma vez não deverão existir grandes dúvidas entre a comunidade velopática quanto à entrega dos três lugares do pódio acima, no entanto, se alguma razão têm para discordar já sabem o que vai o Velopata escrever – resolvam isso no alcatrão.

Jersey Melhor Fêmea Ressabiada

1ª Verónica Fernandes

2ª Aprendiz de Ressabiada

3ª Lioness of Porches

Também este mês de Março do ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018 não trouxe surpresas nos lugares do pódio respeitantes à mais bonita jersey do nosso clube, repetindo-se o pódio do mês anterior.

O que não deixa de ser curioso é o facto que num clube como a Divisão Velopata, onde actualmente pululam 166 machos e fêmeas adeptos das duas rodas sem motor (e infelizmente como já exposto acima, 1 com motor), quem mais distribuiu carochas em monte por essa serra algarvia fora, na que se previa uma das mais duras edições do ABêCê, foram exactamente as fêmeas do nosso clube.

Fêmas, licra justinha, bicicletas tuénináiners e lama em monte.

Certamente essa bela localidade que é Tavira, pareceu a qualquer macho que por lá passasse, um paraíso velocipédico.

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De sorriso estampado na face, Verónica Fernandes e a sua comparsa de pedalada terminam com pódio no AbêCê. Importante aqui é frisar porque razão a moça da direita ainda não se juntou à Divisão Velopata.
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Dor estampada na ressabiante face da Aprendiz de Ressabiada.

Segundo palavras do Apóstolo Greg Lemond; nunca fica mais fácilapenas vai-se mais rápido, são corroboradas pela foto acima onde podemos observar a dor estampada na face da Aprendiz de Ressabiada, mostrando mais uma vez porque razão este é o mais nobre dos desportos. No entanto, o Velopata propõe uma adenda a essa mesma afirmação do grande Greg;

Isto pode ficar mais fácil, vais mais devagar

Infelizmente, muitas das bravas fêmeas que marcaram presença no evento que a Srª Velopata proibiu terminantemente Velopata e Velopatazinho de apreciar, a 1ª Etapa da Taça de Portugal Feminina, não se juntaram ainda à horda velopática e só por esse facto ele não vai aqui partilhar fotos desse bonito evento.

Mas claro é que a nossa grande representante Lioness of Porches marcou presença, ressabiando para um brilhante terceiro lugar na categoria de Masters 40 que, deduz o Velopata, muito provavelmente é a categoria para premiar quarentonas enxutas (a sorte é que as noites já não são tão frias, não sendo necessária tanta logística de lençóis para dormir no sofá).

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Pelo menos alguém presta atenção às recomendações velopatóides; finalmente Lioness of Porches deixou aquelas meias para dançar can-can em casa, trocando-as por meias velocipédicas a sério.

Crazy Ride

Rui Rodrigues

Neste prémio assim baptizado pelo próprio Professor Carochas, este mês voltámos a ter mais momentos de loucura velocipédica, não só através da frustada tentativa de 2 rijos moços lisboeto-barreirenses de completar a Odisseia Algarvia durante a tempestade Félix, apenas para perceberem que a Maldição da Figueira é bem real e aquela bruxa que por lá habita não dá tréguas (se não leram, podem ler a primeira épica parte aqui), mas também pela ausência de amor próprio e capacidade de auto-tortura e sofrimento que Rui Rodrigues, um dos poucos heróis portugueses que se podem gabar de ter no curriculum vitae uma Transcontinental Race completa, infligiu nas suas pernas ao participar no Brevet dos Randonneurs do Mondieux do Audace do Alqueva.

400 quilómetros de estalo com uma tempestade sempre à espreita.

Que inveja!

E como para variar esta publicação já vai longa, o Velopata vai apenas deixar aqui o link para o texto escrito pelo próprio Rui Rodrigues, após ter deixado o soro e a alta hospitalar para trás.

 

Como sempre já sabem, dúvidas, reclamações ou sugestões, podem sempre enviar para;

clubedosressabiadossolteirosdesempregadosdivorciadosreformados@velopatamail.com

 

Abraços velocipédicos,

Velopata

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