Divisão Velopata – Ao Fevereiro e ao ciclista perdoa tudo quanto faz, se Fevereiro não for ressabiado nem o ciclista encarochado

Fevereiro é o mês do nirvana velocipédico no reino do Algarve.

Ou Allgarve.

Ou Hellgarve, de acordo com as sensações nas pernas de alguns.

Para além da presença de alguma elite ressabiada do pelotão profissional World Tour nas nossas estradas com a Volta ao Algarve (eficazmente coberta pelo Velopata aqui), há espaço para mais três eventos de ciclismo estradista totalmente dedicados aos amadores, essa querida elite ressabiada de fim de semana; o Almodôvar Cycling Challenge (Desafio Velocipédico de Almodôvar, em português), o Algarve Granfondue Cofidis, que é como quem escreve, o Granfondue da Volta ao Algarve e a primeira etapa do troféu Cêpêtê, também conhecido como Ciclismo Para Todos, no entanto, na humilde e modesta opinião velopática, este deveria ser apelidado de CêpêtêGêRê, ou seja, Ciclismo Para Todos os que Gostam de Ressabiar.

Ui… O leitor civil até pode duvidar mas… O ressabio que ocorreu por essas estradas algarvias e alentejanas…

A amadora época estradista velocipédica tinha o seu arranque a 4 de Fevereiro deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018, com o Almodôvar Cycling Challenge (Desafio Velocipédico de Almodôvar, em português), sendo o grande entrave à participação velopática a distância a percorrer. Na sua versão longa, este Almodôvar Cycling Challenge (Desafio Velocipédico de Almodôvar, em português), apresentava um percurso que não ultrapassava uns míseros 107 quilómetros de extensão.

“Uma distância dessas nem aquecimento para o Velopata é.” – pensou ele, besuntado em presunção e lavadinho com água benta.

“Ó Velopata, podias ir até Almodôvar de bicicleta, fazias o Ciqueling Chálenge e regressavas, isso sim era digno de Velopata que se preze!” – notará assertivamente o mui atento leitor.

“Se o Velopata não vai lá para ressabiar, acabando por fazer só mais um longo treino a solo, porque razão pagar para pedalar naquele que é o seu quintal, disponível tuénifóreseven?” – é a resposta.

E não venham ao Velopata com a cantilena do “Ah e tal, mas e o convívio?”.

Convívio é estar numa solarenga esplanada depois de uma boa dose de pedalada, emborcando mins e cácauetes em monte porque dizem ser óptimo para a recuperação cardio-muscular do lactato anaeróbio ou lá o que é. Ressabiar e Convívio são verbos e adjectivos e substantivos e coiso exclusivos – um não pode ocorrer na presença do outro. Pelo menos, não em provas de especialidade velocipédica.

Findo o Desafio Velocipédico de Almodôvar (Almodôvar Cycling Challenge, em cámone), seguia-se o Algarve Granfondue Cofidis, cujos 119 quilómetros de percurso maior também não eram distância suficiente para fazer um Velopata alevantar-se da quentinha cama. Ainda por cima pagar para pedalar num maralhal de ressabiados excitados demais com a presença da prózada por perto, não parecia de todo a melhor maneira de passar uma matinal pedalada de Sábado, juntando ainda o facto do percurso contar com uma passagem pela marafada estrada até Alcaria do Cume, com subidas mais duras que cornadura de boi-almiscarado (Ovibos moschatus), onde para além dos sempre agradáveis metros de subida brutalmente inclinada, sem alcatrão e atulhada em pedras… Verdade seja escrita, o Velopata não se via no elenco desse filme, matutando em porque razão a organização do granfondue optou por aquela estrada, com milhares de milhões de quilómetros de alcatrão do bom por essa serra algarvia…

(Nota velopática: quanto ao Cêpêtê, continuem a ler que mais lá para baixo o Velopata explica porque razão não mete lá o carbono.)

Portantos à partida, não haverá ressabio para o Velopata neste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018. Objectivos velopáticos e aventuras existem, algumas até já estão delineadas, no entanto, ainda não é hora nem ocasião de as partilhar.

Mas claro é que entre as fileiras deste nosso mais grandioso clube que é a Divisão Velopata, houve quem não resistisse ao chamamento ressabiante e marcasse a sua presença em ambos os dois eventos.

Não tendo participado, o Velopata percorreu o vasto feed de notícias do Facebook do seu heterómónimócoiso para, sem grande espanto, recolher opiniões mistas; se por um lado muitos enalteciam as capacidades das organizações, as belas paisagens, as variabilidades e durezas dos percursos, o ritmo muita forte de uns e a lastimável cadência de outros, muitos houve que achincalharam à grande as organizações de ambos os dois eventos.

Ao que foi permitido ao Velopata apurar, ambas as duas organizações meteram o pedal na poça no que diz respeito aos percursos e orientações para os atletas de fim de semana, resultando em moços e moças perdidos e outros ainda que já perto de atingir a glória da linha de meta, se viram induzidos em erro pelos primitivos veículos de duas rodas com obsoletos motores de combustão que acompanhavam a frente da corrida, passeio e coiso. Bem que o Velopata já avisou que nunca se deve confiar em enlatados, sejam eles de duas ou quatro rodas mas, como já vem sendo costume, ninguém presta a devida atenção ao que ele diz ou escreve.

Segundo reza o feed internético, ao aproximarem-se os derradeiros 10 quilómetros da linha de meta, os primitivos veículos motorizados de duas rodas que lideravam o que restava da frente do ressabiado pelotão do Desafio Velocipédico de Almodôvar (Almodôvar Cycling Challenge, em cámone), seguiram numa direção enquanto o percurso devia seguir por outro. Com isto foram vários os moços e moças que terminaram com as suas aspirações ao pódio vazias como pneus tubulares comprados na candonga asiática.

Se bom senso imperasse entre a marafada troupe velocipédica e apercebendo-se da confusão criada, a organização do evento devia neutralizar o passeio, corrida e coiso. Não o tendo feito e é óbvio que choveriam reclamações dos muitos ressabiados e ressabiadas que almejavam os seus cinco segundos de glória carbonatada.

Como o Velopata é um moço que gosta mesmo muito de contribuir como quem contribui mesmo, ele vai deixar aqui uma dica a todos, uma milenar técnica adoptada por inúmeros atletas de inúmeros desportos (desportos menores, claro!), e até, imagine-se só, por ciclistas do pelotão profissional.

Estudar o percurso.

Todas as organizações de eventos de especialidade velocipédica providenciam aos atletas um mapa do percurso, sob forma de um ficheiro GPX ou TCX, que pode ser uploudado para o nosso querido Strava, permitindo perceber onde e quando ocorrem mudanças de direção. Actualmente, no mercado existem até aparelhos de GPS que permitem o uploudanço destes mesmos ficheiros, podendo o atleta levar o percurso consigo e tê-lo logo ali à manápula de semear.

“Ó Velopata, mas eu não tenho assim tantos eirios para andar a comprar GPS desses, já gastei tudo em carbono!” – discordará o mui atento e financeiramente menos abonado leitor.

Nestes casos podem sempre fazer como o também financeiramente esmifrado Velopata fez e já aqui referiu; fazem o uploudanço do ficheiro qualquer-coisa-X para o Strava e inserem na vossa maionese cerebral pequenas notas sobre o percurso. Voilá!

“Ó Velopata, mas até os profissionais não são obrigados a saber o percurso e já chegaram mesmo a ocorrer enganos nas provas profissionais e até no World Tour!” – argumentará o  estimado leitor conhecedor das agruras da vida do pedal.

Pois, mas certo é que até os profissionais levam muitas vezes pequenas notas em papel coladas no avanço de suas nobres montadas, contendo indicações sobre o percurso (se bem que recentemente já foram avistadas essas mesmas notas, mas não em papel e sim em carbono de alto módulo, permitindo aumentar a rigidez das notas e reduzir o seu peso).

Nõ entanto, não se pode só achincalhar – há que ver a coisa pelo lado positivo – se as organizações destes eventos prometem uma experiência para a elite amadora semelhante à dos profissionais, então faz todo o sentido que estas situações ocorram, não?

Se até aqui a organização do Desafio Velocipédico de Almodôvar (Almodôvar Cycling Challenge, em bifês), até pode ser desculpada, o que o Velopata leu posteriormente como crítica não pode passar impune.

Ao que tudo indica, a organização tinha um determinado segmento onde o macho e a fêmea que o fizessem mais rápido teriam direito a um prémio e uma espectacular presença no pódio com fotos, grinaldas de flores, chômpagne e tudo. Per se isto já soa esquisito pois como pode a organização monitorizar os tempos de cada atleta no referido segmento? O leitor ciclista e conhecedor destas andanças facilmente perceberá o que de errado pode haver neste prémio, já o estimado leitor civil pode não perceber mas o Velopata explica; lá por chegar primeiro à meta isso não significa que se tenha conseguido um melhor registo de tempo no referido segmento.

Com esta mesma questão em mente, uma atleta fêmea, presença assídua no Top10 dos rankings semanais do nosso amado clube, chegou à meta e indagou a organização almodôvariana quanto a este facto.

“O problema é que vocês mulheres levam muito tempo a terminar.” – foi a resposta de um qualquer membro da organização que, por sinal, ainda desconhece vivermos no século XXI e certamente nunca terá ouvisto falar de uma Juliana Buhring ou Sarah Hammond e afins.

É que para além de isto parecer de um machismo ridículo, ao Velopata parece é que faltam lá por terras almodôvarienses mais moças a pedalar, principalmente daquelas como as que o Velopata já teve o privilégio e prazer de pedalar (e filmar!), que facilmente seriam capazes de desancar qualquer macho ressabiado enlicrado que lhes apareça na roda.

Engraçado é que depois estas organizações bradam aos céus que as suas provas, passeios, competições e corridas servem para potenciar e promover o uso da bicicleta.

Mas vai na volta e é apenas o Velopata que está a ser embirrento. Ainda assim não lhe parece que seja deste jeito que o carbono vai à fonte e que se promova a velocipedia entre a população civil.

Outro destaque destas provas é a malta do estrangeiro lá do norte do país que marca presença, mas não deixa de ser curioso porque razão um granfondue no Douro ou na Serra da Estrela consegue juntar aos 3000 ressabiados enlicrados, enquanto o granfondue que coincide com a mais internacionalmente prestigiada prova velocipédica profissional a decorrer em Portugal, não ajunte mais de 400 e poucos enlicrados com a mesma vontade de ressabiar. E nem vamos atentar ao facto que este é um distrito que se gaba de ter grande tradição velocipédica. Ou que é um distrito onde estão sediadas duas equipas profissionais portuguesas, uma delas com um dos mais longos registos de existência velocipédica desde que as rodas das bicicletas deixaram de ser quadradas e se inventaram os desviadores. Um distrito que quer promover o turismo em bicicleta, junto dos estrangeiros lá de fora. E esta hein? – já dizia Fernando Pessa.

Muitas vezes já vários cidadãos, quer civis ou ciclistas, questionaram o Velopata sobre o porquê do seu abandono da competição e do ressabio, ou até porque não corre mais riscos, principalmente quando a estrada inclina negativamente.

É simples.

Ao Velopata ninguém paga para pedalar.

Sai tudo do bolso dele. Dos eirios árduamente auferidos a labutar.

Repercutindo pelas margens do Rio Guadiana as palavras do grande Professor Carochas, proferidas durante aquela merecida pausa na solarenga esplanada e mostrando que certamente tem muito mais para ensinar que não apenas a distribuição de carochedo à grande;

“O que importa é terminar vivo e bem disposto.”

Estatisticamente, as probabilidades de terminar vivo reduzem-se bastante quando se opta por pedalar envolto por um turbilhão de carbono excessivamente caro, ainda por cima sendo algum desse mesmo carbono mal manobrado por ressabiados e ressabiadas envoltos em multicoloridas licras com publicidade a marcas de enchidos, do que quando se opta por pedalar a solo. Os profissionais do pelotão profissional fazem-no durante 365 a 366 dias por ano e ainda assim ocorrem tragédias e desgraças como qualquer fã de ciclismo pode assinar por baixo. Agora imaginem 300 a 3000 mafarricos (bem mais do que em qualquer prova profissional onde rondam os 200), e alguns lá pelo meio sem a mínima noção das regras do que é pedalar em pelotão compacto…

Se acham exagero velopático, lembrem-se que o Velopata quase foi abalroado durante uma subida do Douro Granfondue, por um enlicrado que estava mais preocupado em tirar as mãos do guiador para posar numa espectacular selfie do que propriamente pedalar.

Se enquanto se sofre lentamente subida acima, é como o Velopata descreve… O estimado leitor nem queira imaginar esta malta a descer.

Descer a 70, 80 ou até 92 km/h (velocidade máxima já registada pelo próprio Velopata), uma inclinada estrada serrana, montado num pedaço de plástico esquisito com rodas, parece ser também factor de redução do tempo médio de vida do ser humano velocipédico.

No meio profissional é uma técnica e uma arte.

No meio amador é só uma questão de quanto amor se tem à vida.

E do ordenado que se auferirá da Segurança Social em caso de baixa médica, após rasparem do alcatrão o que resta do sobrevivente.

E o que o Velopata viu nos granfondues em que participou é que andem por aí muita malta que aparenta ir de mal com a vida mas cujos ordenados devem ser espectaculares.

Depois há ainda aquele fracturante tema sobre o qual todos se evitam pronunciar.

Os gajos que acreditam valer tudo para vencer o caneco do fim de semana.

Enxaropados, dopados e asmáticos.

Quando a isso, o mui querido leitor já sabe o que o Velopata pensa, ele não vai aqui escrever novamente sobre este nauseante tema, apenas frisando que palavras como espigão de selimânus sem lubrificante são as que mais próximas estão de uma descrição detalhada do que o Velopata acredita ser a punição merecida.

E para vencer o quê?

O crescente número de adeptos das duas rodas a desistir da sua participação em granfondues juntamente com o inesperado aumento de ciclistas inscrevendo-se em provas batráquias e triatlos parece também ter preocupado as organizações destes eventos velocipédicos e, como natural resposta ante tal situação, as organizações decidiram adaptar a ideia dos batráquios, inseririndo categorias e pódios para toda e mais alguma tipologia de ciclista.

Logo após aquela sua primeira participação em provas oficiais (um passeio que afinal era uma corrida mas que era um passeio), o Velopata percebeu que jamais em tempo algum, dimensão alternativa ou universo paralelo, conseguiria vencer uma coisa destas. Ainda por cima na classificação em que ele é colocado, que parece ser a de Elites ou Masters ou lá o que é.

O Velopata não é Master de nada e Elite só nos bidons e porta-bidons.

Actualmente, a ocorrer uma participação velopática em um destes eventos, ele seria o claro vencedor da categoria Gajos Com Mais de 38 Anos Que Viviam Em Cascais Mas Agora Vivem Em Faro, Empregados, Em Mais Ou Menos União De Facto E Com 1 Filho.

Voltando à cassete fria, findo o que para muitos foi o traumatizante Desafio Velocipédico de Almodôvar (Almodôvar Cycling Challenge, em bifês), chegava a hora do Algarve Granfondue Cofidis.

E tendo em conta o que havia ocorrido semanas antes, o que fez esta outra organização?

Pedal na poça, terminando com mais uns quantos atletas perdidos pela serra algarvia.

Curiosamente estes factos também ocorreram no transacto ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2017, o que só corrobora a teoria velopática que esta espécie que é o bicho humano aparenta sérias dificuldades de aprendizagem com os erros do passado, particularmente quando se atenta ao facto que vários participantes estrangeiros lá de fora confidenciaram ao Velopata que pedalaram perdidos pela contundente serra algarvia, pois devido aos seus tempos não se encontrarem dentro dos padrões ressabiantes, o Enlatado Vassoura ultrapassou-os e retirou as tabuletas e tabuletinhas indicadoras do percurso.

“Como é que é?” – bradou aos céus um incrédulo Velopata.

“Sim, o Carro Vassoura ter-nos ultrapassado e nós ficar perdidos du Serra. Eu nunca ter visto nada assim lá du Inglaterra onde fazer muitos granfondes.” – confirmaram bifes, cámones e também alguns zee germans.

Não há dúvida que somos um povo hospitaleiro.

Mas como o Velopata é um moço que gosta mesmo é de contribuir como quem contribui mesmo, fica a dica… Aprendam com as organizações granfondísticas do estrangeiro lá do norte, como a do Zeferino no Douro ou a Premium da Serra da Estrela, que o Velopata já por lá pedalou e não ficou com uma única impressão negativa a apontar.

Para finalizar esta dissertação que já vai longa, passando rapidamente ao motivo que nos traz aqui hoje que é a prestação dos estimados membros do nosso clube strávico, o Velopata não pode senão deixar ainda uma última contribuição; se querem mesmo gastar 30 ou mais eirios para pedalar no Algarve, façam o seguinte – amandem uma mensagem ao Velopata, pagam-lhe 30 eirios e ele de bom grado leva-os a passear por essas estradas e alcatrões algarvios serranos, não esquecendo que, caso seja necessário, até um cigarrito ele vos oferece nas pausas.

Jersey Papa-Quilómetros

1º Professor Carochas – 1829 km

2º Pedro Canais – 1388,6 km

3º Placas – 1383,3 km

Eis que se dá o regresso de Professor Carochas à liderança, certamente saíndo do mês de Janeiro e da sua rápida visita ao reino do Algarve e arredores com aquela dose extra de motivação, providenciada pelo Velopata numa volta onde abundaram a quantidade de carochas distribuídas bem como o monumental empeno (mais uma razão para pagarem os tais 30 eirios ao Velopata – ele elevará a vossa motivação a níveis que jamais experienciaram!).

No segundo lugar desta tão almejada jersey, temos uma nova entrada para o ranking com a chegada de Pedro Canais, atleta oriundo de Coimbra (ou Montemor-o-Velho, porque os vossos perfis strávicos às vezes são cá uma confusão…), cuja opção de montada para distribuição carocheira por estradas conímbricenses ou montemor-ó-velhocenses é, no mínimo, sui generis;

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Pedro Canais na lina de partida de um Granfondue qualquer.

Várias questões existenciais percorrem a mente velopática quando observa a foto acima;

  • serão as calças de ganga realmente aero? Mesmo que sejam skinnyfitcoiso?
  • que bíceps são esses? Ciclista que é ciclista deve parecer tão magro como um somali que sofre de anorexia nervosa;
  • haveis gastado tudo nesse quadro em carbono que já não tendes eirios para um capacete?
  • qual a real eficiência do arrasto dinâmico do aero dos raios dessas rodas?

Mas mais importante será mesmo saber onde terá Pedro Canais adquirido aquelas chinelas de encaixe. Se alguém souber onde as adquirir, é favor partilhar na caixa de comentários facebookiana do blogue (blog, em cámone).

Escassos 5,3 quilómetros separam o segundo lugar de Pedro Canais do terceiro lugar deste mês, ocupado pelo nosso conhecido Placas, que soma e segue no amealhar de quilometragem, destacando-se como um claro candidato a um lugar no pódio no final do ano.

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Até o nosso Campeão Nacional Ruben Guerreiro aproveitou a sua participação na Volta ao Algarve 2018, para poder tirar uma foto com o imparável Placas. O que o Velopata nunca irá entender é aquele pensinho no nariz e como pode alguém cortar-se na penca enquanto faz a barba mas enfim…

Jersey Carapau de Corrida

1º Fernando Coelho – 33,4 km/h

2º Paulo Rodrigues – 32,9 km/h

3º Pro Ressabiado – 31,9 km/h

Se por um lado finalmente Fernando Coelho deu tréguas no que respeita à distância calcorreada durante o mês na sua nobre montada Gigante vermelha (que é laranja), novamente este rijo moço de São Bartolomeu de Messines se intromete entre a elite ressabiada do nosso mui querido clube. Ao que o Velopata conseguiu apurar à hora de publicação desta análise, tudo indica que o apelo velopático à respectiva fêmea do moço terá surtido efeito e a este finalmente foi dada autorização para deixar as frias e solitárias noites no sofá do lar, regressando ao conforto do leito conjugal. Talvez isso explique o facto do moço pedalar menos quilometragem mas em mais rápido, ou as saudades do quentinho dos lençóis e de companhia feminina não lhe apertassem a alma.

No segundo lugar deste pódio dedicado à ressabiante elite amadora de fim de semana, surge uma outra surpresa. Aliás, este ano está a ser uma maravilha de agradáveis surpresas velopáticas, particularmente para o Velopata que nem um mísero lugar em pódio nenhum conseguiu registar até à data. Escreve-se sobre Paulo Rodrigues, atleta alfacinha cuja participação no Algarve Granfondue Cofidis serve para corroborar a dissertação com que o Velopata deu início a esta publicação.

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Um todo sorridente Paulo Rodrigues convive com a restante elite ressabiada na linha de partida do Algarve Granfondue Cofidis.
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Um menos sorridente Paulo Rodrigues aguarda tratamento médico (e certamente psicológico), após uma queda nos derradeiros quilómetros do Granfondue algarvio.

Se por um lado o Velopata não pode senão desejar as melhoras e uma rápida recuperação a Paulo Rodrigues, por outro lado ele aproveita para contribuir, novamente como quem contribui mesmo, para a incessável busca do nirvana velocipédico de todos os membros do nosso querido clube, deixando uma importante dica a Paulo Rodrigues – essa queda foi muito provavelmente resultado de um crasso erro… O recurso a manguitos com tatuagens desenhadas.

Tal peça de indumentária é extremamente foleira por isso faz como o Velopata – procura um bom tatuador e resolve esses problemas de estilo velocipédico de uma vez por todas.

Após um interregno comunemente conhecido como época de descanso dos amadores, eis que o nosso mui estimado Pro Ressabiado regressa ao pódio que ele tão bem conhece. Resta-nos aguardar pelos próximos meses para ver como desenvolve esta contenda pelo maiormais grande Carapau de Corrida, uma vez que segundo investigação velopática, Pro Ressabiado, Moço do Treco, Mini Pro Ressabiado, Aero Boy, Skinny Vegeta e restante elite ressabiante do CDASJ (Clube Desportivo Areias de São João), parecem não ter pernas e carbono apontados às várias provas velocipédicas que pululam por essas estradas, como é o caso do Cêpêtê.

Que eles bem desafiaram o Velopata para juntar a Estrela Vermelha e as qualidades velopatóides de miserável trepador e ainda pior rolador à sua frota mas… Ainda se fosse Ciclismo Para Todas… Aí o Velopata alinhava de certeza porque lá está… Ele não é parvo.

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O ressabiado pódio do Cêpêtê no final da sua primeira etapa na Quarteira. Destaque para o primeiro lugar da malta fetichista dos alumínos e caixilharias, a JIC Racing Team, seguindo-se a habitual troupe do Clube de Ciclismo do Amaro Antunes e em terceiro lugar uns moços que o Velopata desconhece mas que respondem pelo nome de Centro de Ciclismo de Portimão que, a avaliar pela restante comunidade velocipédica da outra capital algarvia, devem ser uma cambada de canhões ressabiados.

Jersey Cabra da Montanha

1º Professor Carochas – 23558 m

2º Luís Abrantes – 19586 m

3º Placas – 18656 m

A Real Troupe Biseuense continua a não dar hipóteses no que à classificação da mais grande dose de sofrimento semanal respeita. Apenas acompanhados de perto pelo nosso ilustre Placas, talvez por este viver na base da Fóia seja o único membro do nosso clube capaz de fazer frente à armada carbónica de Biseu.

É ainda esperança velopatóide que, à medida que o número de membros do nosso mui querido clube aumenta, surjam mais uns quantos enlicrados que vivam em regiões montanhosas deste cantinho à beira-mar mal plantado, carregando consigo a responsabilidade do ressabio velocipédico ao mais alto nível, mostrando que não é só em Biseu que se bota discurso e se lança carochedo em monte, quando a estrada inclina a sério.

Jersey Alucinado Diário

1º David Matos – 113 voltas

2º Paulo Almeida – 44 voltas

3º Comandante Batráquio – 38 voltas

C-a-c-e-t-e!

Foi a única palavra que percorreu a vastidão da maionese cerebral velopática quando reparou no número de voltas que este recém-chegado moço estrangeiro lá do norte do país, David Matos, perfaz semanalmente.

Trinta-e-tal voltas por semana…

Seria um erro strávico?

Teria o moço sido atacado por algum canídeo vira-lata de rua que, por engano, teria engolido o GPS do moço?

Teria o moço sido atropelado por um enlatado, ficando o seu GPS preso por baixo da lata? Ainda por cima se fosse um daqueles enlatados comerciais que andem de um lado para o outro na cidade…

Uma só coisa é certa, pelo pedalar do carbono, David Matos é desde já um sério candidato à vitória final anual e nem precisa de pedalar, ou até mesmo commutar o ano todo – com uma média mensal destas e aí em Junho o moço será coroado o justo vencedor.

No segundo lugar temos novamente Paulo Almeida, outro moço do estrangeiro lá do norte, por sinal bem mais versado nas artes de Camões que este vosso companheiro, palhaço e amigo do pedal que é o Velopata (em dúvida, podem clicar aqui), que também faz da bicicleta o seu meio de transporte, como qualquer cidadão consciente e que respeite sociedade e planeta onde vive deverá fazer.

Com a chegada destes dois moços ao nosso clube, o Velopata ficou muito feliz.

É que finalmente temos ressabio entre indivíduos que realmente utilizam a bicicleta para as suas deslocações diárias citadinas (que caso a vasta maioria dos membros do nosso querido clube não saibam – é para isto que a bicicleta serve!). Aguardemos pela resposta do outrora campeão brexitiano Carlos Aboim e uma última nota para quem tem andado mais distraído… O Velopata adquiriu um telefone-esperto novo e começou também ele a registar os seus commutes, numa clara tentativa de, pelo menos, ter algum lugar no pódio do clube onde ele próprio é o curador.

Outra espectacular surpresa nesta amiga-do-ambiente jersey é a presença, pela primeira vez, de um Batráquio neste pódio.

Observando esta classificação, o Velopata não pode deixar de pensar que Comandante Batráquio terá dado um salto em frente, apresentando-se como o primeiro membro da elite batráquia a mostrar real preocupação com a qualidade das águas do charco, consistência dos nenúfares e demais problemas ambientais que pairam sobre os pantanosos meandros. O problema é que após as suas habituais investigações (que é como quem escreve, coscuvilhices), o Velopata descobriu que Comandante Batráquio é assim cognominado devido ao seu métier – o moço é realmente Comandante e de aviões, esse meio de transporte altamente ineficaz.

em antes que venham daí mandar vir com o Velopata por estar a achincalhar aviões, lembrem-se; 1 só dessas latas voadoras polui mais numa só viagem do que uma reles e primitiva lata de 4 rodas que perfaça 30 quilómetros diários durante 1 ano! Ainda por cima para transportar aí uns 200 bichos humanos do ponto A ao ponto B.

Ainda se Comandante Batráquio comandasse a sua lata voadora assim;

comandantebatráquio

O nível de respect velopático seria infinitamente superior.

(Nota velopática: como o Velopata não perde a esperança, ele enviou a um tal de Elon Musk a foto acima, acreditando que este decida apostar em algo que realmente faça a diferença social e ambiental, ao invés de andar a construir lança-chamas esquisitos e a enviar enlatados eléctricos para os confins do espaço.)

Jersey Melhor Batráquio

1º O Grande Batráquio – 1091,4 km

2º Madalena Fontinhas – 1001,6 km

3º Comandante Batráquio – 975,8 km

O mês iniciou-se com festa rija para a elite batráquia.

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Batraquiame em monte juntou-se nas estradas e ruas da Quarteira para mais um Training Camp (Retiro Espiritual Velocipédico, em português), liderado pelo nosso já conhecido campeão O Grande Batráquio que, fruto do excitado coaxar, velocidade a mais e curva a menos, terminou esbardalhado no alcatrão, deixando de ter duas clavículas para ter três.

Pegando no ancestral ditado popular a pimenta no rabiosque de outros é refresco para mim, e sabendo que nas 3 a 4 semanas seguintes ao malogrado acidente não ouviremos O Grande Batráquio coaxar por essas serranas estradas algarvias, veremos como evolui durante o mês de Março a contenda entre a elite anfíbia do nosso mui amado clube.

E claro, desde já o Velopata aproveita para enviar votos de rápidas melhoras e recuperação a O Grande Batráquio. Que regresse rapidamente ao coaxar e que este infortúnio não atrapalhe os seus planos de participação nas mais prestigiadas provas anfíbias dos Homens de Ferro e coiso.

Jersey Lanterna Vermelha

Malévola Máquina Anfíbia

Certa vez houve em que tendo lido uma das muitas publicações velopáticas dedicadas a este nosso recanto strávico, Malévola Máquina Anfíbia reclamou por não estar presente em nenhum dos pódios. Aliando este facto à miserável quilometragem embutida nas pernas ao comando da sua full aero chrono carbon Merida, para além de uma participação numa tal de maratona de Sevilha, onde se pratica essa rudimentar, primitiva e bárbara actividade de deslocar-se com recurso aos xispes, o Velopata achou por bem atribuír a jersey vermelhinha deste mês à Malévola Máquina Anfíbia.

Ainda para mais tendo em conta que o Velopata já por inúmeras vezes a incitou a organizar mais umas voltas da troupe das Cíclicas, de modo a que ele possa produzir mais um dos seus espectaculares vídeos para deleite de machos enlicrados na casa dos 35 a 45 anos (a rebarba que vai para aí!), no entanto, parece que uma sempre-agradável-à-vista-volta cíclica não está nos planos.

E isso é uma tristeza.

Jersey Melhor Macho Ressabiado

1º Professor Carochas

2º David Matos

3º Placas

No cômputo geral não restarão grandes dúvidas a ninguém quando o Velopata atribui estes 3 importantes lugares a tão ilustres membros do nosso mui querido clube.

E se reclamações ou ressabios existirem da parte dos mui queridos leitores, já sabem; podem sempre tirar essas questões a limpo no alcatrão ou então enviar mail para:

eugostavamesmoeradeterumavida@vaimasétreinar.com

Jersey Melhor Fêmea Ressabiada

1ª Verónica Fernandes

2ª Aprendiz de Ressabiada

3ª Lioness of Porches

Finalmente chegamos à classificação pela qual tantos outros machos, à semelhança do Velopata, aguardam com expectativas de rebarba à grande.

Se no transacto ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2017, a Lioness of Porches dominou por completo a classificação feminina, o que dizer neste início de ano, agora que parece ter trocado o Peaceful Cycling pelo Ressabiated Cycling?

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A sério Lioness of Porches… Que raio de opção de peúgos é essa? Vai dançar o Can-Can ou vai pedalar?

Ainda para mais, este ano o nosso mui querido clube conta com a presença da Aprendiz de Ressabiada, que mostrou toda a sua garra e capacidade ressabiante no Desafio Velocipédico de Almodôvar (Almodôvar Cycling Challenge, em cámone), após ter sido uma das muitas azaradas com as trocas e baldrocas do percurso, trazendo para as redes sociais muitas das queixas que o Velopata acima expôs.

Em suma, isto promete sério ressabio feminino e tendo em conta que lama não faltará com as chuvadas que se prevêm para Março… Por favor alguém pegue numa câmera de filmar e arranje uns biquinis às moças!

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Mesmo não tendo obtido um desejado pódio no Desafio Velocipédico de Almodôvar (Almodôvar Cycling Challenge, em cámone), a Aprendiz de Ressabiada bombou em mais uma edição de Por Trilhos de Castro Marim, mostrando que também no mundo das tuénináiners as fêmeas do nosso clube sabem distribuir carochas em monte.

Quem continua a somar e a seguir, após uma incapacitante lesão adquirida a praticar esse bárbaro e primitivo desporto que é a corrida com recurso aos xispes, é a piquena máquina Verónica Fernandes, que este mês de Fevereiro somou muita quilometragem para além de uma boa dose de subidas brutas, indicando que se prepara com tudo para os desafios que a esperam, como é o caso do ABêCê, a realizar durante o mês de Março.

Em antes de terminar esta já habitual e longa publicação, o Velopata não podia deixar de dar os parabéns ao membro da nossa elite strávica que protagonizou a Crazy Ride do mês de Fevereiro;

Prémio Crazy Ride

Páraquedista Ressabiado

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Felicidade estampada no rosto de quem se lança em 718 km de estalo!

Eis que durante um acesso de pura loucura velocipédica da boa, este nosso companheiro do pedal se lançou numa épica demanda pela famosa e celebrada Nacional 2, uma monumental tirada de 718 quilómetros que parece ter servido de preparação para aventuras ainda mais loucas que o rijo moço prepara para nos servir durante este ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2018. Fiquem atentos e aproveitem para dar uma espreitadela ao Facebook do moço, podendo encontrá-lo aqui.

Observando a glória, karma e nirvana velocipédico com que o mui estimado Páraquedista Ressabiado nos presenteou neste épica volta, o Velopata não pode deixar de se babar para cima do seu PC, desejoso de que este amuo de São Pedro passe, as condições climatéricas melhorem e que chegue logo Abril, mês que marcará o início das aventuras velopáticas, no ano em que a promessa de muita dor de pernas e quilómetro calcorreado sempre de sorriso na cara se mantém, para além dos textos sempre actuais e realistas, exceptuando aí uns 99,9% deste espaço velointernético, que são apenas pura parvoíce.

 

Abraços velocipédicos,

Velopata

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2 comentários sobre “Divisão Velopata – Ao Fevereiro e ao ciclista perdoa tudo quanto faz, se Fevereiro não for ressabiado nem o ciclista encarochado

  1. Pingback: Divisão Velopata – Em Março cada dia chove um pedaço – Blog do Velopata

  2. Pingback: Divisão Velopata – Pedale por onde pedalar, a carocha há-de vir no São João – Blog do Velopata

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