Divisão Velopata – Ande o frio onde andar, no Natal há que pedalar

“Mas olha lá ó Velopata, isso é mesmo coisa de comuna.”

“O quê?”

“Essa tua teoria de deixar de celebrar o Natal a vinte e cinco de Dezembro, isso é mesmo cena à comuna.”

“Olha lá, Portugal não é um estado laico?”

“Sim, mas…”

“Sim, mas nada. Se Portugal é um estado laico então todas as religiões devem ser honradas e respeitadas nas suas tradições, principalmente os dias santos, não concordas?”

“Mais ou menos porque já estou mesmo a ver onde queres chegar.”

“Se na religião velopática o dia mais importante é sete de abril, porque não pode ele festejar o Natal nessa data?”

“Mas quem é que nasceu a sete de abril?”

“Infiel.”

“Sabes que nem todos temos o mesmo nível cultural sobre determinado assunto, além de que nem todos sabemos tudo sobre bicicletas.”

“Blasfemo.”

“Começo a perceber a tua mulher. Haja paciência.”

“O Messias nasceu a sete de abril de 1943.”

“Qual Messias pá?”

“Joaquim Agostinho. Seu energúmeno.”

A discussão entre Velopata e o companheiro de esplanada e colega de métier (que é facista), continuou acesa mas o que realmente interessa é o tema que o Velopata traz hoje até vós;

O problema são as épocas festivas em particular e o Natal em geral.

Não se consegue pedalar no Natal.

Não importa o que se tente; técnicas de manha empregues ou pura e bela graxa à respectiva, a Srª Velopata soltará sempre a sua furiosa ira sobre uma sequer menção velopática à tentativa de saír para uma curta voltinha. Depois há ainda a família. Despoletar a raiva familiar adormecida durante todo um ano não parece ao Velopata o plano ideal para um agradável serão natalício.

É que o Carnaval até dá para safar, feriados colados ao fim de semana com dias de greve da função pública sempre estranhamente acoplados também, Páscoa já é complicada mas bem gerida Srª Velopata & Cia. toleram, agora Natal… O Natal é lixado com F maiúsculo.

Não admira portantos, que o Velopata esteja plenamente consciente das suas funções e capacidades quando refere que se o Natal fosse devida e corretamente festejado a sete de Abril, o mundo e talvez até Portugal fossem diferentes. Para melhor e com mais pedalada. Como tal, o Velopata não pode deixar de felicitar todos os membros da Divisão Velopata que conseguiram pedalar quilometragens superiores a um quilómetro durante a época festiva, aproveitando para deixar aqui o pedido que registem na caixa de comentários do blog deste vosso amigo, como está a ser a experiência de… Dormir no sofá.

JERSEY PAPA-QUILÓMETROS

1º Fernando Coelho – 2656,3 quilómetros

2º Capitão Autoridade Celeste – 2227,6 quilómetros

3º José Pais – 2201,4 quilómetros

Se Novembro presenteou o Velopata com algumas surpresas, nada podia preparar o Velopata para as prendas com que alguns membros do nosso mui querido clube iriam brindar o Velopata.

Se o querido leitor se recorda (é óbvio que recorda, o Velopata até aposta que o querido leitor mal dorme na ânsia de uma publicação velopática), o Real Distribuidor de Carochas de Biseu deu por si acometido de uma enorme azia após servido de uma monumental carocha oferecida pelo grande Placas. Prometendo regressar ao mais alto nível de ressabianço, José Pais ameaçou na internet que em Dezembro o Velopata logo entenderia ao ver a Mãe de Todas as Carochas que ele secretamente preparava.

O problema para o Real Distribuidor de Carochas biseuense é semelhante ao que Sartre tanto se lamuriava.

Os outros.

Finalmente destronado por algarvies, Fernando Coelho e o Boss da Caffe & Cycles, Capitão Autoridade Celeste, o Velopata pode finalmente rejubilar por ver o seu apelo à luta armada de pernas e carbono colher os seus frutos.

Frutos que dão uma azia daquelas.

É que o Velopata também tinha como objectivo um lugar no pódio este mês, particularmente após descoberta de um tal concurso internético promovido por uma espectacular e prestigiada marca de indumentária velocipédica dos bifes (ou cámones), que de tão espectacular e prestigiada que é muitos poucos a compram pois até um simples pólo negro com o nome da espectacular e prestigiada marca lá escrito, chega a rondar os 300 eirios. Segundo investigação velopática, até os pólos desta espectacular e prestigiada marca são desenvolvidos nos túneis de vento, testados ao FTP máximo e limite da cadência do lactato aeróbio, de modo a compreender o comportamento das nano micro fibras de aero carbono de alto módulo que têm na sua composição têxtil. O que traduzido só indica que é indumentária que o Velopata jamais terá dinheiro para comprar.

Rapha Festive 500.

A causa e intenção são nobres. Tentar providenciar aos atletas de fim de semana uma tentativa de justificação para se ausentarem das famílias durante longas horas da época festiva, tentando cumprir nas suas bicicletas a gloriosa quantia de quinhentos quilómetros entre a noite de vinte e cinco de Dezembro e a noite de trinta e um de Dezembro, habilitando-se a ser coroados campeões de não-se-sabe-muito-bem-o-quê no reino do Strava.

“Quinhentos quilómetros fazem-se num dia.” – pensou o jerico Velopata.

Findas três semanas de época festiva onde os fins de semana de longos treinos foram substituídos por sessões de alimentação velopática (daquela que é suficiente para alimentar todo o Burundi durante um ano), brutais sessões de copofonia e ócio geral, como poderia o Velopata sobreviver quinhentos quilómetros de uma só pedalada?

Horríveis e arrastados duzentos e cinquenta quilómetros depois, o Velopata dava-se por vencido pelo alcatrão e regressava ao lar, comiserado na sua miserabilidade.

O Velopata já escreveu que não é um gajo supersticioso mas às vezes… Às vezes tudo indica que o destino parece escrito por Nosso Senhor Joaquim Agostinho; quis ele que para a última pedalada de 2017, o Velopata pela primeira vez privasse com o justo vencedor deste mês, Fernando Coelho.

Para além de terem trocado muitas impressões, as que mais marcaram o Velopata foram;

a) ele é daltónico; diz que a sua bicicleta é vermelha, no entanto aquilo parece mais ao Velopata uma Laranja Mecânica.

b) é um mau pai. Tem dois filhos, ambos em idade adulta, que não pedalam, portantos, falhou na educação da sua progenia.

c) fruto de uma qualquer ressabiada aposta com outros enlicrados, este mês queria bater todos os seus recordes e atingir a marca de mais de dois mil quilómetros pedalados.

d) diz que até gosta de dormir no sofá.

Valha o que valer, pelo menos o moço teve direito a uma prenda natalícia velopática que foi poder presenciar a miséria do Velopata durante o Rapha Festive Coiso 500.

fernandocoelho
O querido leitor atente às diferenças na posição corporal; um Velopata de braços já derreados com apenas sessenta e quatro quilómetros pedalados. Um outro moço cujo nome não importa, (ainda não se juntou à horda velopática), sorri e Fernando Coelho incha o peito orgulhoso por saber que pelas complicadas contas velopáticas era um sério candidato à vitória de papa-quilómetros de Dezembro.

Quem também deu, não uma, mas duas óptimas surpresas ao Velopata foi Capitão Autoridade Celeste, essa celebridade velocipédica do amador pelotão algarvio.

ruisilvestre
O Capitão Autoridade Celeste já merecia destaque neste espaço velointernético. Aqui podemos vê-lo brilhando em toda a sua glória azul celeste. Ficamos também a saber que ser modelo e figurino velocipédico não é o seu forte, devendo notar-se que a palavra forte não é de modo algum utilizada com segundas intenções.

Que os ciclistas são uma tribo social composta por bichos humanos sui generis até o mais civil dos queridos leitores por esta hora já o saberá. Nas suas interações e hierarquias a métrica utilizada não parece ser o tamanho da conta bancária ou a qualidade e cilindrada da lata na qual se faz transportar; entre ciclistas podem enumerar-se vários caracteres quantificadores do respeito existente no grupo; sejam as invejadas pernas, o currículo de vitórias em passeios, corridas e granfondues, a capacidade de sofrimento, os seus mitológicos tempos de subida de serras e o perfil do Strava.

O que dizer então de Capitão Autoridade Celeste?

O que o Velopata sabe é que quando fôr grande também quer ser assim.

O Capitão Autoridade Celeste não é um trepador. Longe disso. Da largura dos seus… Bem… Dilema velopático… O que escrever agora sem ofender o moço? Complicado, complicado… O Velopata pode caír nas boas graças do Capitão Autoridade Celeste ou arriscar uma valente carga de porrada… Bem… Digamos que ele não é magro.

Também não lhe são conhecidas vitórias.

OK, é um excelente rolador, devorando quilómetros planos a velocidades estonteantes mas lá está, o enlicrado leitor conhece algum gor… Gajo que não seja magro que nem um somali anorético que seja mau rolador? Aquele peso tem de contar para algo.

Portantos como explicar a notória capacidade de liderança e respect que Capitão Autoridade Celeste emana no decurso de uma group ride?

(Nota velopática: Respeito e Respect são coisas diferentes. Gramaticamente, são palavras homónimoesdrúxulas ou lá o que é; escrevem-se de maneira diferente, são lidas de maneira diferente e até o seu significado é diferente. Respeito é o sentimento que se nutre pelos ciclistas do pelotão profissional, respect somente é gerado na presença de santos como Eddy Merckx ou Greg Lemond.)

E como descobriu o Velopata que Capitão Autoridade Celeste era efetivamente uma autoridade?

Da pior maneira claro. À cromo.

Corria-se a última etapa do extinto Transroad, promovido pela Altimetria, cujo objectivo era tentar deixar o máximo de ressabiados para trás no percurso entre Faro e Almodôvar. Que afinal não era bem Almodôvar e sim uns quilómetros depois, em Santa Catarina.

Maçarico mas em forma, o Velopata atingiu Almodôvar fazendo-se acompanhar de um só elemento da sua inicial troupe de sete, restantes membros já a definhar e há muito desaparecidos para trás, arrastando as suas malogradas pernas até Santa Catarina. E que elemento – um cota na casa dos sessenta-e-muitos anos que optou por fazer quase todo o percurso de máquina sempre engrenada na talega.

O Velopata súou as estopinhas para se manter naquela roda. Inicialmente pela motivação de conseguir um bom registo de tempo naquele circuito tantas vezes praticado, mas com o desenrolar dos quilómetros tornou-se simplesmente uma questão de não dar azo a que aquele simpático velhote se pudesse vangloriar de ter deixado toda a jovem concorrência para trás. O resultado foi muito acima do esperado; o Velopata conseguiu aguentar o ritmo até Almodôvar, quilometragem na qual as pernas do Velopata pediram clemência decidindo que a única solução seria tirar um bilhete de ida, sem regresso à vista.

E lá ficou um Velopata sozinho para aqueles 12 finais quilómetros de alcatrão rolante e exposto ao vento até Santa Catarina.

Por entre lamúrias, ranho, baba e muitas blasfémias proferidas ao vento, eis que passa pelo Velopata uma espécie de INEM velocipédico – o grupo dos Marafados do Ludo, liderado pelo Capitão Autoridade Celeste, até então desconhecido.

De imediato o Velopata decidiu colar na roda do grupo, aproveitando para recuperar forças e poder respirar evitando aquela sensação de que a cada golfada de precioso O2, o coração vai saltar pela boca e os olhos vão explodir.

O problema é o Velopata já referiu – aqueles quilogramas do Capitão Autoridade Celeste fazem dele um dos melhores roladores do amador pelotão algarvio. Sempre a abrir e com os bofes de fora, tentando miseravelmente sorver o precioso O2 da atmosfera, o Velopata acabou por não descansar naquelas rápidas rodas. Como ele gosta sempre de contribuír, como quem contribui mesmo, uma ou outra vez o Velopata fez das tripas, pernas, passando para a frente do grupo e trabalhando ao vento, apenas para receber olhares furibundos que denotavam vaias e apupos silenciosos.

Ao que tudo indicava, passar para a frente do Capitão Autoridade Celeste e trabalhar ao vento era uma afronta à sua capitania, mas só muito tempo depois dos eventos desse dia o Velopata viria a descobrir que a restante troupe marafada do Ludo andou a questionar por portas travessas quem seria aquele cromo que não havia respeitado a autoridade celeste.

Com todo este historial em mente, o Velopata recebeu com um rasgado sorriso o Capitão Autoridade Celeste na linha de partida do Velopasseiosummitcoiso, sabendo assim que a ressabiada troupe que marcou presença seria mantida na linha. E assim foi. Pelo menos até ao momento em que a estrada inclinou a sério e o nível de ressabio transbordou.

Hoje, enquanto o Velopata trabalha nos complicados algoritmos e cálculos da prestação dos membros do nosso querido clube, ele não pode deixar de sorrir enquanto pensa na sorte do Capitão Autoridade Celeste. Em vez de dormir no sofá, ele pode sempre mudar-se para o seu nobre estabelecimento Caffe & Cycles, dormindo o belo do soninho recuperador rodeado de belíssimas máquinas de duas rodas sem motor azul-celeste.

JERSEY CARAPAU DE CORRIDA

1º Fernando Coelho – 32.7 km/h

2º Moço do Treco – 31.8 km/h

3º Pro Ressabiado – 31.6 km/h

Esta foi outra mui agradável surpresa velopática. Regra geral, quando determinado campeão vence na categoria de quilometragem embutida nas pernas que é a Jersey Papa-Quilómetros, tal é indicador de médias mais baixas mas, sendo Fernando Coelho o orgulhoso dono de uma bela máquina vermelha (que é laranja), qual não foi o espanto velopático quando percebeu, através dos complicados algoritmos físico-quânticos, que o moço seria também o justo vencedor da jersey respeitante à malta que não sabe pedalar pelo simples e prazeroso acto de pedalar.

Talvez se descubra agora que dormir no sofá faz maravilhas pela recuperação de um atleta de baixa competição.

Nos restante lugares do pódio foi o que já vem sendo habitual. Os moços das meias por cima das calças e pernitos não dão grandes hipóteses, somando e seguindo na sua contenda pelo prémio de melhor carapau de corrida de 2017.

JERSEY CABRA DA MONTANHA

1º José Pais – 30296 m

2º Açoriano Ressabiado Especializado – 22864 m

3º Luís Abrantes – 18945 m

Todos os meses a contenda entre os moços que apresentam especial apetência para sofrer subida acima tem presenteado o Velopata com vitórias da troupe biseuense, não que a sua qualidade enquanto trepadores seja superior à troupe algarvia, mas sim porque serras é o que parece não faltar pelas bandas de terras de Viriato e arredores.

O que não deixa de ser curioso, para além de uma surpresa mais ou menos agradável, é a presença de mais um Boss de loja, desta vez caíndo as honras sobre o Açoriano Ressabiado Especializado que como o nome indica, é um dos responsáveis pela conhecida loja da Specialicoiso localizada em Faro.

O Velopata não pode deixar de meter os seus neurónios ao trabalho ante estas estatísticas – porque razão em Dezembro, época natalícia onde basicamente tudo o que é loja e capital do capitalismo (vulgarmente conhecidos como Centros Comerciais), se encontram à pinha e a abarrotar de bichos humanos vorazes de consumo natalício, estes moços das lojas bombaram como nunca no nosso querido clube?

Poderá tal facto ser um claro indicador que as compras velocipédicas se encontram pelas ruas da amargura e, assim sendo, poucos foram os que decidiram mimar as suas nobres montadas com prendinhas no sapatinho de encaixe? Não terá a enlicrada troupe percebido que as compras pela internet em pouco ou nada ajudam quem tanto faz para manter os nossos nobres corcéis carbonatados resplandecentes?

Independentemente de todas estas considerações jericóides velopáticas, ao que o Velopata conseguiu apurar à data de publicação desta vossa humilde análise, o Açoriano Ressabiado Especializado e a sua equipa Team Bike Algarve – Specialicoiso terão iniciado as hostilidades e treinos, tendo em vista a sua participação nos vários granfondues com que o início de 2018 nos presenteará. Não será de estranhar a sua presença no pódio velopatóide nos próximos meses e óbviamente que o Velopata tem de deixar aqui um novo apelo à guerrilha carbónica pois nunca será de mais lembrar que esta malta especializadocoisa tem a mania que só porque são donos de um brinquedo em plástico esquisito e absurdamente caro, as suas pernas valem mais que as dos outros.

JERSEY ALUCINADO DIÁRIO

1º Placas – 44 voltas

2º Tiago Filipe – 34 voltas

3º O Gajo que já foi Prof – 30 voltas

Com o guerreiro brexitiano Carlos Aboim fora da equação, não será certamente nenhuma surpresa que o grande Placas se coroasse novamente o melhor Alucinado Diário do mês de Dezembro, sempre acompanhado de perto por outro lutador do estrangeiro lá de fora que é O Gajo que já foi Prof, também ele presença habitual neste pódio.

Acometido de um enorme sentimento de aprendizagem e talvez até coscuvilhice, o Velopata realizou uma série de elaboradas investigações e investidas nos perfis do Strava destes moços, de modo a tentar perceber como é possível fazer mais voltas/treinos do que dias do mês.

O querido leitor nem imagina a conclusão a que o Velopata chegou…

Salvos do escrutinante olhar velopático estão Tiago Filipe e O Gajo que já foi Prof, uma vez que não foi possível para o Velopata encontrar algo de errado nas suas voltas, excepção feita, claro, à bicicleta Scott de Tiago Filipe, que nunca será demais para o Velopata referir que as únicas bicicletas que ficam bem com nomes masculinos escritos no quadro são as italianas. Todas as restantes são foleiras q.b..

Mas há mais.

O Velopata deixa aqui mais um pedido de auxílio – por favor alguém notifique o moço que apesar de ter um companheiro sarapintado com um aspecto super fofinho, aquela jersey sem mangas é sacrilégio velocipédico.

tiagofilipe
Camarada Tiago Filipe PTPTPT (será PTPTPT da parte de seu pai ou da mãe?), por favor trate de coser aí umas mangas nessa jersey que isso até parece mal quando visto por civis, caso contrário arrisca ser confundido com um Batráquio. Depois trate de arranjar uns óculos de menores dimensões, uma vez que todos sabem que óculos maiores que a própria face só ficam bem a ciclistas cujo primeiro nome é Greg e o último Lemond. É que até o seu fofinho companheiro tem mais pinta. Ou pintas. Coiso.

Uma detalhada análise ao perfil do grande Placas fez saltar à vista velopatóide um curioso facto; então não é que o moço sai para uma group ride com a sua troupe e acaba por registar 3 voltas? Ao que tudo indica, Placas regista uma volta de 0,005 quilómetros até ao ponto de encontro com a troupe, segue-se a volta própriamente dita, para aquando do regresso ao lar voltar a registar uma terceira e última volta de 0,0005 quilómetros após a separação do grupo.

Ms que raios de lógica é esta?

Parece ao Velopata que estamos na presença de uma espécie de Raríssimas, só que em versão macho velocipédico, utilizando GPS e Strava para seu proveito. Restará ao Velopata enviar um requerimento às mais altas entidades reguladoras do nosso querido clube, a Assembleia da Junta do Consórcio da Tribuna da Comarca da Comissão Reguladora da Tribuna Velopática, para analisar este caso e ver a questão esclarecida junto de Placas.

JERSEY MELHOR BATRÁQUIO

1º O Grande Batráquio – 1587,4 quilómetros

2º O Senhor das Águas – 987,4 quilómetros

3º João Pedro Oliveira – 893,4 quilómetros

Na classificação dos atletas dos pantanosos meandros velopáticos, mais uma vez O Grande Batráquio mostrou todo o seu domínio do nenúfar, vencendo a última jersey de 2017. Acompanhado de longe por outra presença habitual no charco, João Pedro Oliveira, a grande surpresa nesta anfíbia classificação chegou pelas guelras e brânquias de O Senhor das Águas que finalmente consegue um lugar de destaque nos pódios do nosso querido clube, o que se apresenta, já diria o grande Mister desse desporto menor que é a bola e cacetada Jaime Pacheco, como uma faca de dois legumes.

Este segundo lugar obtido por O Senhor das Águas parece corroborar a teoria velopatóide que os Bosses das lojas de especialidade velocipédica andam com muito tempo livre em Dezembro. Sendo o orgulhoso curador da Tri-It, loja dedicada à especialidade anfíbia, parece ao Velopata que até o batraquiame se desleixa no que às compras e mimos natalícios para as suas barbatanas, xispes e montadas respeita.

Quando é que a malta irá perceber que as bicicletas são como as mulheres, requerendo mimos e afins para o bom funcionamento das nossas relações carbónicas? Depois não se queixem quando em Janeiro de 2018 os problemas mecânicos começarem e não entenderem o porquê.

senhoresdasaguas
Após perceberem que não conseguiriam participar no Velopasseiosummitcoiso, O Senhor e a Senhora das Águas homenagearam o Velopata com um belo passeio no estrangeiro do norte do país. Esta foto, mesmo sendo muito bonita e reveladora da felicidade de um casal civilizado tem um problema para o Velopata… Que raios de moda de óculos é esta agora?!?!

JERSEY LANTERNA VERMELHA

André Lima Cabrita

Esta jersey sofreu algumas alterações após o último Novembro, mês no qual uma moça alfacinha levou o caneco para casa por ter confundido o Strava com uma aplicação para a localização de lojas de indumentária, sapatos e malas (ainda assim é de louvar percorrer 4 quilómetros de bicicleta para comprar uma pochéte), o que levou o Velopata a matutar muito, como quem matuta mesmo, decidindo que esta não será uma classificação baseada única e exclusivamente na quilometragem embutida nas pernas, passando sim a ser uma classificação que, como muito gosta o batraquiame de referir, muito mais que

Quem coscuvilha os perfis dos outros como o Velopata se vê obrigado a fazer, terá certamente notado que mesmo pedalando muito pouco e treinando alguma coisa dessa primitiva modalidade que é a corrida com recurso aos xispes, André Lima Cabrita trouxe o caneco para casa no decurso da Monchique Mountain Marathon, uma prestigiada e internacional prova que só por essa razão não se intitula Maratonha Montanhosa de Monchique.

Para além de ser uma simpatia de pessoa, André Lima Cabrita encontra-se num lugar à parte dos restantes membros do nosso querido clube.

É que se há desporto que esta espécie seja capaz de inventar – André Lima Cabrita é praticante.

Mesmo pedalando parcos quilómetros, este moço conseguiu completar 100 dos cerca de 300 quilómetros que compunham o Trail da Via Algarviana (sério, mas quem é que no seu perfeito juízo se mete a calcorrear 300 quilómetros no meio do mato, recorrendo única e exclusivamente ao xispalhame; porque raios se inventaram as bicicletas?), conseguindo ainda vencer a tal maratona montanhosa monchiqueira, onde para além de andar e responder a questões de cultura geral, ainda era necessário dar uns toques de tiro ao arco.

A conclusão é óbvia; se algum dia o bicho humano se lembrar de inventar um desporto tipo Vintentáculo; no qual se pratica ciclismo, corrida, xadrez, canoagem, montanhismo, trail, curling, tiro ao arco, hóquei no gelo, futebol amaricano, futebol básico, futsal, natação, salto à vara, 100 metros barreiras, marcha, lançamento do peso, salto em comprimento, salto em altura e se termina com uns toques de Super Mário numa Playerstation, fazendo tudo isto de estalo e é garantido que André Lima Cabrita sairá justo vencedor.

JERSEY MELHOR MACHO RESSABIADO

1º Fernando Coelho

2º José Pais

3º Tiago Neves

Ninguém questionará os primeiro e segundos lugares deste mês; Fernando Coelho e a sua máquina da Giant vermelha (que é laranja), e o Real Distribuidor de Carochas de Biseu são os justos e dignos vencedores dadas as suas prestações.

O que surpreenderá os mais desatentos leitores e seguidores do nosso mui querido clube é o terceiro lugar do pódio que o Velopata acredita ser mais que justo ao entregá-lo a Tiago Neves.

E porquê?

Porque a velopatia é muita forte neste moço.

tiagonevesdezembro500-1

tiagonevesdezembro500-2

tiagonevesdezembro500-3

Eis o strávico resumo do que foi uma pedalada épica, magistral e coiso que este valente moço protagonizou na companhia de um outro comparsa alucinado, com especial destaque pelo facto de ter sido a maior distância pedalada de estalo por um membro do nosso querido clube durante este ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2017.

O Velopata poderia alongar-se aqui em inúmeras considerações, devaneios e piadas sobre esta pedalada do moço, mas se o querido leitor deseja saber mais sobre este Homem que representa fielmente o espírito velopático, toca de clicar no link abaixo e visitar o blog do respectivo, parabenizando-o pelo seu glorioso feito e aproveitando para aumentar a vossa cultura geral, lendo algo de quem sabe realmente escrever;

blogueaomundoembicicleta.webnode.com

Já agora, aproveitem também para o questionar sobre qual a marca e modelo do sofá escolhido para as suas longas e frias noites de Dezembro.

JERSEY MELHOR FÊMEA RESSABIADA

1ª Lioness of Porches

2ª Vanessa Sofia

3ª Verónica Fernandes

Ei-nos chegados à classificação que tantos entre vocês adoram; não é à toa que cada vez que o Velopata publica um vídeo das Cíclicas, pouco tempo depois e lá vem a estatística facebookiana notificar o Velopata que o seu vídeo é muito popular entre machos hominídeos no intervalo dos 35 e 45 anos de idade.

Seus depravados.

Este foi mais um mês sem grande história onde a sempre querida Lioness of Porches desancou a concorrência. Vanessa Sofia e a Malévola Máquina Anfíbia ainda tentaram a sua sorte com boas doses de ressabio nesse deplorável, deprimente e violento espectáculo velocipédico que é o Tróia-Sagres (e acreditar que mesmo depois da sua publicação Tróiapocalipse ainda houve quem questionasse o Velopata porque razão ele não marcaria presença este ano…), mas a paixão inter-espécies entre a Lioness of Porches e o burrico da Fóia levaram a melhor.

Uma regressada de impeditiva lesão Verónica Fernandes deu ao litro, conseguindo assim um honroso lugar no pódio velopático, o que deixa o Velopata na expectativa de ver como será o ressabio entre as fêmeas, uma vez que 2018 está a começar e mais algumas moças (de perna bem mais bonita que o presunto masculino), estão na iminência de se juntar ao nosso querido e crescente clube.

 

Como considerações finais o Velopata tem apenas um pedido a fazer; neste momento ele encontra-se em estreito contacto com vários matemáticos, físicos, químicos, psicanalistas e filósofos de celebradas e prestigiadas universidades mundiais para terminar os derradeiros e complicados cálculos sobre o que foi o primeiro ano de vida deste nosso querido clube, como tal tenham paciência que a seu tempo o Velopata publicará os resultados finais deste ano de Nosso Senhor Joaquim Agostinho de 2017 que terminou.

Já sabem, qualquer coisa e podem sempre contactar o Velopata através do canal habitual;

deixadesercromoevaimasépedalar@arranjaumavida.mail.com

 

Abraços velocipédicos,

Velopata

Um comentário sobre “Divisão Velopata – Ande o frio onde andar, no Natal há que pedalar

  1. Pingback: Divisão Velopata – Janeiro tem uma carocha por inteiro – Blog do Velopata

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s