O plano de treino velopático

Já não é a primeira vez que o Velopata é questionado sobre qual o plano de treinos que segue, de modo a poder manter-se nesta invejável forma física meio somali, meio etíope, bem como qual o segredo para aguentar tanto quilómetro sobre o selim. Esta questão já lhe foi colocada pela internet, em conversa de café, durante a pedalada e até, imagine-se… Lá onde o Velopata afincadamente trabalha.

Mas ao contrário de outros que andam por estas lides velocipédicas treinando às escondidas e colocando as suas voltas em privado no Strava, o Velopata decidiu partilhar com a sua legião de ávidos amigos, leitores, fãs e coiso, o plano de treino que é utilizado para manter esta espectacular condição velopática.

Tendo em conta que uma semana é composta por 7 dias que, ao contrário do calendário civil, todos são úteis à pedalada, o plano de treino do Velopata consiste no seguinte;

Segunda feira

Por norma este é o dia de descanso após um fim de semana preenchido mas se ainda insatisfeito, o Velopata opta por um treino fraquinho na sua máquina de auto-flagelação da Tacx. Coisa pouca de 1 hora e a um ritmo abaixo de fraquinho. Só mesmo para “rolar a pernoca” ou “rolar o presunto” mas, sendo o Velopata vegetariano, esta última expressão fica um pouco fora de mão. Ou fora de perna. Coiso.

Terça feira

Pedala-se à bruta.

Quarta feira

Pedala-se como se a vida dependesse disso.

Quinta feira

Dar-lhe gás como se não houvesse amanhã.

Sexta feira

Se ainda se conseguir aguentar de pé ou mesmo se o seu movimento corporal enquanto anda ainda não se destacar diante dos colegas de trabalho como sendo “um andar estranho”, ou até mesmo o acto de sentar numa cadeira não provocar dor de nenhum tipo em zonas menos apropriadas para estar aqui a explicar… Carrega-se novamente mas nada muito pesado pois está à porta o fim de semana e não vale a pena arrebentar-se todo para depois passar a group ride do fim de semana a ser descarregado com toda a troupe à sua espera.

Sábado

Pedalar como se tivesse roubado algo lá atrás, é a regra de ouro. Ou regra de carbono uma vez que ouro deve ser pesado para o fabrico de quadros. Se for uma group ride é sempre pedal a fundo tentando descarregar o máximo de ressabiados possível. Quando é o próprio Velopata a ser deixado para trás, torna-se uma questão de honra, libertando sangue, súor, lágrimas, ranho e baba para não ser a última das carochas descarregadas.

Domingo

Em caso de nova group ride é repetir a dose, sempre full gas chrono carbon aerocoiso até descarregar o máximo possível de companheiros de pedalada. Quando é o próprio Velopata a ser descarregado, desta vez pode e deve utilizar-se o Strava como comprovativo e desculpa esfarrapada; pode sempre afirmar-se que este é o dia da volta de recuperação de uma cansativa semana de treino.

– Mas ó Velopata, isso é tudo muito bonito mas então e a paparoca? É só a treinar que consegues manter essa invejável forma magrela? – perguntará o curioso leitor.

A resposta é simples. O Velopata come tudo o que lhe apareça à frente e em vastas quantidades, desde que no prato não se encontre nada que já tenha tido nome ou família, sentimentos ou emoções. A única atenção que o Velopata tem no campo culinário é evitar comer entre refeições.

E é assim, não tem nada que enganar.

Sigam o plano de treino acima descrito pelo Velopata e logo verão os resultados.

Palavra de Velopata.

 

Abraços velocipédicos,

Velopata

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