Divisão Velopata – análise da semana 1

O que começou como uma má ideia, rapidamente evoluíu para uma ideia ainda pior.

Acordar diariamente às 06 da matina para escrever não é uma tarefa fácil; particularmente quando se tem uma Gata Gorda a exigir constantemente comida, depois mais comida e água no bidé, e ele se vê deprivado de uma das atividades que mais gosta na vida que não pedalar, fazer o amor bom e comer. Dormir. Desde que a sua atividade velocipédica se iniciou, já lá vão 5 anos, o Velopata descobriu o verdadeiro prazer que há em dormir e note, querido leitor, dormir ainda é uma das melhores estratégias de recuperação.

Todas as segundas-feiras o Velopata terá agora de acordar bem cedo de modo a observar, analisar e registar todas as estatísticas e mais algumas que os mui amados participantes do clube disponibilizam no Strava.

Tenham em mente que o Velopata manterá um religioso ficheiro de Excel, onde semana após semana, manterá um registo dos vossos dados, no entanto, como estes textos dão um trabalho do camandro, aquela bonita (e triste), ideia de publicar análises semanais à performance dos membros do grupo acabou substituída pelo que será uma única análise mensal.

Mas este clube tem um objectivo ainda mais grande. E nobre.

Para além do Velopata ter vontade de querer que pedalem todos mais e melhor, permitindo a existência de uma salutar competição entre todos, a ideia de jerico do Velopata é que em Dezembro de 2017 consiga organizar uma group ride onde todos possam participar e confraternizar, seguindo-se um jantar de gala onde serão entregues prémios referentes às estatísticas acumuladas durante o ano. Parece porreiro? Para os atletas de fim de semana e mais atentos seguidores do Velopata certamente será, para o desgraçado do Velopata é só… Mais trabalho.

 

Por esta razão o Velopata conta com o vosso auxílio para fazerem o clube crescer, incentivando novos membros a juntarem-se, publicitando também este espaço cibernético alucinado que é o blog deste velochalado. Notem que será dada preferência a atletas algarvios, pois é muito provável que estes compareçam à referida pedalada e jantar de gala, se bem que pela experiência do Velopata, muitos mais vão aparecer quando se trata de dar ao serrote do que pedalar. Mas notem que todos se podem juntar – nem que o prémio de final do ano tenha de ser enviado com recurso a pombos correio!

O querido leitor note também que de modo a poder abilitar-se a um prémio, altos padrões de qualificação serão exigidos;

  • o atleta terá de pertencer à Velopata Ultra Division (duh!);
  • o atleta deverá ser portador de uma bicicleta sem motor,
  • o atleta deverá ser uma pessoa real, viva ou morta;
  • o atleta não deverá usar EPO Digital ou mesmo qualquer outro tipo de substância dopante a menos que consiga comprovar que esta lhe foi administrada única e exclusivamente sob a forma de supositório.

Postos estes termos, se o atleta que lê estas linhas se sente inspirado, junte-se à nação velopatóide no Strava!

E sem mais demoras passemos então à entrega dos primeiros prémios semanais; uma semana onde foi possível dedicar mais tempo às nossas amadas montadas dada a pausa da Páscoa e onde até o São Pedro pareceu estar numa de colaborar com bom tempo.

CAMISOLA PAPA-QUILÓMETROS

Tal como o título indica, esta camisola é atribuída ao gajo que mais quilómetros papou na semana e que, sem grande surpresa, foi vencida pelo Velopata com um total de 411,7 quilómetros. Apesar de ser o claro vencedor, o Velopata não pode deixar de sentir uma certa tristeza. Como os mais atentos e queridos leitores saberão, apesar de diariamente o Velopata perfazer 8 quilómetros nas suas deslocações casa-local onde afincadamente trabalha-casa, o Velopata não mantém um registo destas voltas. Durante a semana apenas sobra tempo para treinos no famigerado rolo onde o Velopata se lança em sessões de auto-flagelação de 1 a 1 hora e meia. Ainda assim ele conseguiu vencer esta categoria o que, per se, apenas prova uma coisa – a malta anda a pedalar pouco. Veremos se a seu tempo tal facto muda, caso contrário, lá vem a malta mandar vir com o Velopata por ter criado uma camisola só para ele próprio a vencer.

CAMISOLA ATLETA RESSABIADO

A camisola do atleta ressabiado é atribuída ao gajo que apresente a melhor velocidade média nas várias voltas ao longo da semana sendo que, esta semana o vencedor foi Marco Rodrigues, com uma espectacular média de 31,5 km/h. Muitos saberão que o Marco é um adepto das sessões de auto-tortura nos rolos, podendo residir aí a explicação para uma média tão elevada mas uma coisa é certa. Assim que o Pro Ressabiado e o Mini Pro Ressabiado, ambos presentes no pódio desta categoria em segundo e terceiro lugar, lerem estas linhas, vamos com certeza ter ressabianço em monte para tentar destronar o Marco. Olhos abertos malta, vem aí guerra velocipédica!

 

CAMISOLA CABRA DA MONTANHA

Outra categoria facilmente compreensível, atribuída ao gajo que mais metros de acumulado subiu. Ou atribuída ao maior masoquista auto-flagelador do clube. Esta semana a camisola é bem entregue a Márcio Bento, apesar de parecer ao Velopata que o moço apenas pratica bêtêtê. A verdade é que existem mais fêmeas a praticar o bêtêtê do que o bom do ciclismo de estrada logo; bêtêtê é um desporto mais indicado para meninas. Por favor Márcio, compra uma bicicleta de estrada, de preferência BH (que significa Bicicleta de Homem), e sê um homenzinho.

No pódio desta categoria encontram-se O Grande Batráquio e Miguel Matias.

Como raios um anfíbio como O Grande Batráquio fica colocado no pódio de uma categoria que, todos sabemos, não assenta nada bem aos triatletacoisos? Não vos parece errado que um batráquio consiga treinar mais subidas do que vós que sois ciclistas? Tenham vergonha, mas sois ciclistas ou ratos?

Quanto ao Miguel Matias, temos de tirar o cycling cap ao moço que ele bem tentou. Durante a semana lançou-se numa espiral de tortura treinando séries no Pico Alto, uma daquelas temíveis súbidas com 9% de média de inclinação durante os seus destruidores-de-pernas 1,6 quilómetros. E pensar que em tempos os comparsas do Velopata o chamaram de “louco” e “passado” por realizar um treino que consistia em fazer quatro vezes de seguida a subida de Bordeira. Ao que tudo indica, parece que este moço pertence à equipa de juniores, elites, masters do universo, aprendizes e coiso do Tavira, logo será o mais próximo de um profissional que todos os restantes atletas de fim de semana do clube estarão. Continua com o bom trabalho Miguel mas mantém um plano B para a tua carreira profissional, tipo caixa do Lidl ou algo semelhante, pois aí deverás auferir um vencimento maior do que o que conseguirás a pedalar em Portugal.

CAMISOLA ALUCINADO DIÁRIO

Esta é uma camisola que o Velopata até poderia vencer mas prefere ceder hipóteses à restante concorrência, daí que não registe os seus sprints diários de 8 quilómetros. E acreditam que a competição está bem acesa entre O Gajo Que Foi Prof do Velopata, o sempre forte candidato Pata Negra e um portuga que actualmente reside no estrangeiro lá de fora e vencedor desta semana, Carlos Aboim, com um registo de 10 pedaladas durante a semana. Já O Gajo que Foi Prof do Velopata e o Pata Negra ocupam o restante pódio com 8 pedaladas. Quanto ao restante grupo; ponham os olhos nestes senhores que tão afincadamente representam aquilo que um velocípede deve ser – um meio de transporte quotidiano. Uma curiosidade; tanto O Gajo que Foi Prof do Velopata como o vencedor Carlos Aboim residem no estrangeiro lá de fora. E mais o Velopata não escreve pois para bom leitor, meia palavra basta.

CAMISOLA MELHOR BATRÁQUIO

Atribuída ao melhor batráquio, anfíbio ou triatleta presente no clube. À partida era esperado que O Grande Batráquio a conquistasse, pois parece que o homem anda a treinar para uma daquelas corridas do Homem de Ferro, no entanto, tal parece estranho para o Velopata pois todos sabem que só existe um verdadeiro Homem de Ferro – o seu nome é Tony Stark e o moço não nada, pedala ou corre. O gajo voa! Apesar de que aquando da sua participação na odisseia das Cíclicas, o Velopata não ter deixado de pensar que O Grande Batráquio também é capaz de voar.

No pódio desta categoria apareçem João Pedro Oliveira e o Holandês Voador da Quarteira. Infelizmente, e uma vez que esta malta anfíbia só “faz a parte da bicicleta” em distâncias muito curtas, tipo uns 10 quilómetros e tal sendo que, nos dias em que se sentem inspirados e uns doidos, lançam-se em distâncias que chegam mesmo aos 30 e tal quilómetros. Se estes dois moços não vão participar numa dessas provas do Homem de Ferro, torna-se assim muito provável que O Grande Batráquio tenha a camisola no papo até ao final de 2017. Teremos de esperar para ver.

A CAMISOLA LANTERNA VERMELHA

Ainda era o Velopata uma larva velocipédica quando se inscreveu para a sua primeira corrida. Um total de 140 quilómetros quando o máximo que o Velopata havia percorrido tinham sido 100 quilómetros e com pouca ou nenhuma subida.

Não foi surpresa para ninguém quando o Velopata atravessou a já não existente linha de meta, uma vez que os organizadores da referida prova haviam há muito recolhido os pórticos, barreiras e pódio. Os únicos espectadores da desgraça velopática? A Srª Velopata e um pobre desgraçado da organização, que aguardava o teimoso Velopata com um sorriso amarelo e olhar que transbordava tédio, apenas para registar o miserável tempo de prova do Velopata. Como tal não venham já mandar vir com o Velopata pois ele sabe muito bem o que é ficar em último.

Esta semana temos como vencedor da camisola Lanterna Vermelha um atleta que não só é alpinista, escalador, batráquio, caminhador e coiso, como é ciclista. André Lima Cabrita conseguiu a proeza de no fim de semana da Páscoa e dias antecedentes, pedalar apenas 31,3 quilómetros no que parecem ter sido duas sessões na máquina masoquista que são os rolos de treino. André, não te preocupes que isso um dia melhora, contando que deixes de usar as meias de compressão enquanto pedalas. Não te esqueças também que a Coluercoiso ficou fechada em casa (esperando o Velopata que não a “guardes” na varanda), durante o fim de semana prolongado e que te sirva de aviso; as binas são como as mulheres – se não a levaste a passear neste fim de semana prepara-te que vem aí tempestade na tua direção. A Coluercoiso vai-se vingar. Palavra de Velopata.

Acompanhando o Lanterna Vermelha no pódio encontram-se o PP, moço que pedala numa das bicicletas mais bonitas do pelotão amador algarvio, uma BH Prisma, mas que mesmo assim conseguiu a proeza de pedalar apenas 31,4 quilómetros em toda a semana. Uma blasfémia. Como é possível alguém que tem uma bicicleta tão bonita em casa não sair por aí a pedalar a torto e a direito? Um sacrilégio, na opinião do Velopata.

O antepenúltimo lugar no clube coube ao já referido tuga que vive no estrangeiro lá de fora, Carlos Aboim. O que é estranho. Como é que um gajo que pedala 10 vezes numa semana consegue apenas 49,7 quilómetros. Bem, o Velopata sabe que eles bem gostam de ser diferentes do resto do mundo; conduzem as suas latas no lado errado da estrada, usam os pés como medida de comprimento e bebem chá com leite (o que é só intragável), mas será que os bifes, lá no estrangeiro que é a bifolândia, não festejam a Páscoa? O Velopata sabe que eles tiveram para lá um rei alucinado que em tempos também achou que a religião deles também devia ser diferente da que estava em voga pelo resto do mundo mas ainda assim… O Velopata espera que em breve isso mude e consigas meter mais quilometragem nessas pernas.

CAMISOLA MELHOR MACHO RESSABIADO

Esta camisola é atribuída ao moço que tenha a melhor relação entre quilómetros percorridos e velocidade média. O primeiro vencedor de 2017 é nada mais, nada menos que Rui Miguel Rosa, um gajo cuja foto de perfil velocipédico é ele a treinar… Debaixo de água. Mas que raio de ciclista é que pedala com a sua montada submersos em água do mar? Com certeza será bom treino de força para a musculatura das pernas mas é opinião convicta do Velopata que isso não deve ser muito recomendado para o carbono logo, trata de colocar no perfil uma foto de ciclista a sério, por favor. Nota também que dizeres que fizeste uma pedalada para limpar o alcoól consumido no fim de semana pode ser contabilizado como doping e neste campo o Velopata aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Jurisprudente da Comissão de Ética Velopatóide. É melhor ires rezando para que não sejas desclassificado.

Quanto aos restantes lugares do pódio, esperem uma luta feroz e agressiva pois com certeza o Pro Ressabiado, Mini Pro Ressabiado, Moço do Treco e o Marco Rodrigues são gajos que desconhecem a palavra “perder” e não tenham dúvidas – os gajos sonham com esta camisola no final do ano. Com esta malta não existe o pedalar pelo simples acto de pedalar – é tudo uma corrida!

CAMISOLA MELHOR FÊMEA RESSABIADA

O Velopata está triste. Apenas uma mulher se juntou à Velopata Ultra Division e certamente todos concordarão, isto é uma desgraça. Principalmente porque o Velopata preferia ter um clube cheio de mulheres a uma data de presuntos machos enrolados em licra e que muitos nem a depilação fazem.

Ainda assim a Pro Ressabiada, foi a primeira a juntar-se ao grupo e é claramente a vencedora da categoria. Mas não se iludam machos armados em alfa, nos seus melhores dias ela é capaz de vos desancar subida acima. O Velopata espera agora que ao ler estas linhas outras fêmeas se juntem à causa como a The Pounder (como raios vai o Velopata traduzir esta alcunha?), ou mesmo a Malévola Máquina Anfíbia.

 

São estes os vencedores e vencedoras da primeira semana de existência do clube.

Notem que o Velopata criou uma conta de mail para a qual podem enviar reclamações;

 

tounemaí@nãosejasmariconçomail.com

Não se esqueçam que no início de Maio voltaremos a ter nova análise e atribuição de prémios mas até lá…

 

 

Abraços velocipédicos,

Velopata

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